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Lojas físicas: um diferencial de mercado

Por: Larissa Lotufo

Jornalista com 8 anos de experiência em negócios digitais. É autora e coautora em 7 livros na área de Direito, Inovação, Segurança Digital e Jornalismo Investigativo. Trabalha na área de Pesquisa e Negócios do PG Advogados, é cofundadora do Lotufo Associados e da Fosily, e-commerce de acessórios para Pet. Prêmio MVP E-commerce Brasil 2019. Entusiasta do saber e da inovação, está sempre em busca de novos desafios!

As previsões apocalípticas de que a tecnologia iria dominar todas as relações e de que o contato humano não mais iria ser necessário nas relações de compra e venda caíram por terra, e hoje cada vez mais aquela ideia antiga de que as empresas são feitas de pessoas prevalece no mercado.

Isso porque a tecnologia ocupou – e continua ocupando – um papel bastante claro de facilitadora de relações, e não de substituta do relacionamento, como muitos imaginavam. Por isso mesmo, que as lojas físicas não sumiram com a constante expansão do mercado virtual em todo o mundo, pelo contrário, hoje são um fator de diferenciação no mercado.

Essa situação é decorrente do tipo de experiência de consumo que a loja física oferece, já que, por mais facilitada e ágil que seja a operação virtual, nada substitui o calor humano oferecido por um vendedor de “carne e osso”. Mais do que isso: nada substitui o contato direto com o produto que se vai adquirir.

Estes dois fatores são associados a esta situação:

  1. a garantia de inovação tecnológica das operações de venda e que transformaram a ideia de loja física, fazendo com que ela se reinventasse com o passar dos anos, oferecendo ao consumidor atual uma experiência totalmente multicanal;
  2. a centralização das operações, mesclando a loja física à virtual. Neste sentido, aquela ideia de que loja física é sinônimo de comércio tradicional é um equívoco, já que todas as facilidades do mundo virtual foram trazidas para os ambientes físicos dos grandes varejistas.

Loja física 2.0?

Um grande exemplo deste fato é a expansão dos marketplaces virtuais para as lojas físicas. Com esta facilidade, o consumidor tem acesso a catálogos de compras consideravelmente mais variados e podem contar com o auxílio de vendedores in loco nas lojas físicas, que oferecem um espaço – com tablets e computadores – disponíveis para que a compra seja efetuada com agilidade, sem dúvidas e sem complicações.

Com marketplace ou não, o que garante que as lojas físicas sejam um diferencial positivo de mercado é a integração de todas as operações do lojista, já que para o consumidor não existe diferença entre loja física ou loja virtual. A única coisa que o consumidor vê é a marca e a garantia de boa experiência de consumo que essa marca lhe oferece.

Por isso mesmo, o que se observa é que os grandes lojistas cada vez mais estão centralizando suas operações e garantindo que o fluxo de operações seja ilimitado e fluido, de modo que mundo virtual e físico estejam bem integrados.

Operação omnichannel

Essa integração é muito vantajosa, mas o comércio precisa estar preparado para adaptar alguns comportamentos típicos do mundo analógico, como a barganha do cliente durante o processo de venda ou mesmo as técnicas de persuasão adotadas pelo vendedor à capacidade do comércio de fornecer o máximo de informações possíveis ao consumidor, independente da plataforma em que este consumidor esteja.

Isso porque é muito comum, atualmente, que o consumidor inicie o processo de compra no mundo online – através de pesquisas sobre o produto e comparações de preço – e finalize na loja – onde foi conhecer o produto ou tirar eventuais dúvidas sobre a compra.

Neste sentido, é muito importante que as lojas físicas estejam preparadas para receber o consumidor multicanal. E isso não significa somente investimentos em tecnologia e estrutura tech, mas também no treinamento dos atendentes, que devem estar preparados para acompanhar o consumidor, seja on ou offline.

Da mesma forma, as lojas também devem estar preparadas para os consumidores totalmente analógicos e que, às vezes, vão buscar um produto que só pode ser encontrado no espaço virtual, para que a venda não seja perdida. Daí a importância das empresas de investir em treinamento as suas equipes de venda, independente do canal, o foco dos funcionários deve ser a venda e a garantia de boa experiência de consumo ao cliente.

Leia também: Loja 4.0: como definir estratégia de venda online com ajuda da loja física


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