A logística sob o aspecto tecnológico

por Bruno Tortorello Segunda-feira, 09 de agosto de 2021   Tempo de leitura: 7 minutos

A automatização e a digitalização dos processos ganharam ainda mais relevância com a pandemia e o isolamento social, consolidando-se entre as tendências mais impactantes para a logística nos próximos anos. Não por acaso, permitem agilizar a tomada de decisão por meio de sistemas de gerenciamento e propiciam o transporte físico de mercadorias de forma automática, no centro de distribuição.

Este movimento irreversível tem levado as transportadoras a direcionarem seus investimentos em tecnologia, especialmente em equipamentos e sistemas necessários para acompanhar esta transformação digital.

Atualmente, os holofotes estão voltados a sistemas como o WMS (Warehouse Management System, ou Sistema de Gerenciamento de Armazém, em português), que é um software de gestão direcionado ao controle de rotinas de estoques. Por meio dele, o gestor é capaz fazer a administração e o acompanhamento de processos como recebimento, armazenagem, separação de pedidos e inventários.

O TMS (Transportation Management System, ou Sistema de Gerenciamento de Transportes), é outro software voltado a rotinas de transporte. Entre as funcionalidades que ele oferece, podemos citar o controle da frota, a gestão de custos, a auditoria de fretes e o rastreamento.

Devido ao fato de que nem todas as soluções TMS oferecem a opção de planejamento de rotas integrada, faz-se necessário o operador logístico investir em um Roteirizador, recurso que elabora percursos otimizados, levando em consideração todos os pontos de entrega, restrições no trânsito, gasto com combustível e restrições do cliente, entre outros aspectos.

Apesar de não ser um sistema totalmente voltado à gestão logística, o ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais) também vem sendo muito utilizado pelos players do setor de transportes, por realizar a integração entre as áreas da empresa, tornando-se indispensável para uma operação eficiente. Ele colabora com uma comunicação mais fluida entre os departamentos, fazendo com que as áreas troquem informações importantes de forma automática e aprimorem seus processos.

Um grande exemplo disso é a situação em que o setor de vendas faz uma previsão de demanda e a logística usa essa informação para dimensionar a necessidade de caminhões e utilitários para as entregas. Além disso, o setor de compras pode se beneficiar desses dados, usando-os para adquirir o estoque mais adequado e condizente com a estimativa elaborada.

No campo dos equipamentos, o código de barras é uma ferramenta extremamente importante para os processos logísticos e está intimamente ligado à digitalização e automação. Em muitos casos, os sistemas WMS dependem dele para executar rotinas como endereçamento, separação de pedidos e inventário de materiais, por meio do RFID (Identificação por Rádio Frequência). Além disso, é fundamental para a rastreabilidade dos materiais ao longo da cadeia logística, viabilizando as informações sobre as etapas da logística, até a entrega do produto ao consumidor final.

Toda essa digitalização da indústria de serviços logísticos, portanto, comprova a importância da aplicação crescente da IoT (Internet das Coisas), permitindo organizar, automatizar e controlar os processos a distância e desde qualquer dispositivo conectado à internet. Por definição, uma cadeia de abastecimento eficiente se encarrega de entregar as mercadorias, do embarcador ao e-shopper no tempo combinado e nas condições especificadas. Mediante o uso da tecnologia da IoT ao longo de todo os processos, é possível dar um seguimento em tempo real a cada uma de suas fases, impulsionando a rapidez e a eficiência de processos automatizados, que reduzem tempo e economizam custos.

Num futuro próximo, com o advento do 5G, a cadeia logística será ainda mais otimizada. Haverá o aperfeiçoamento da segurança e da performance das atividades. Certamente, teremos redução de perdas devido à disponibilidade de dados, mais digitalização de processos e operações mais ágeis.

A velocidade da conexão é um dos grandes desafios das empresas de logística do Brasil, haja vista que nem sempre as operadoras de internet entregam a velocidade contratada. Esse é um dos obstáculos que também serão superados pela nova tecnologia, pois ela é muito mais veloz, colaborando para a adoção de outras tendências como o Big Data e Blockchain, que exigem uma conexão rápida.

Em suma, mais dispositivos, equipamentos e veículos poderão ser utilizados na mesma rede. Na prática, isso resulta em mais atividades automatizadas e monitoradas por um sistema de gestão de transporte e maior visibilidade dos processos operacionais.

São diversas ferramentas e tecnologias que se complementam e que colocam a atuação dos operadores logísticos em estágios tecnológicos avançados, com ganho tanto para seus clientes diretos quanto os consumidores.

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