Logística: redução do custo de Last Mile

por Leandro Baptista Terça-feira, 11 de outubro de 2016

A logística é essencial para o sucesso de uma empresa, mas é também uma área extremamente onerosa, que deve ser muito bem planejada para evitar custos desnecessários. Recentemente, uma etapa em especial tem chamado atenção dos profissionais da logística: o Last Mile, em português, última milha.

Trata-se da última etapa antes do produto chegar às mãos do consumidor, ou seja, o momento em que a mercadoria sai de um centro de distribuição rumo ao destino final. É uma fase crucial do processo de entrega, pois é onde o lojista tem a chance de demonstrar a qualidade do seu serviço e o comprometimento da loja com o cliente.

O problema é que, apesar de reconhecerem sua importância, a maioria das lojas não apresenta um serviço eficiente nesta etapa. Além disso, o Last Mile, sozinho, é responsável por uma fatia significativa do custo total das empresas, algo entre 28 a 53%, o que dificulta sua otimização.

Os motivos pelos quais essa etapa é tão custosa são inúmeros. Falta de planejamento de rotas, mau uso da capacidade da frota, trânsito intenso nos grandes centros urbanos e uma gama de outras questões que podem ser levantadas. A solução para estes e outros problemas é o planejamento, ou seja, pensar de maneira estratégica qual a melhor forma de tocar o negócio para se atingir as metas estimadas.

Negociação com diferentes fornecedores

Contar com somente um fornecedor pode ser perigoso para a empresa, pois caso algum imprevisto ocorra, a loja, e consequentemente seus clientes, ficarão na mão. Por isso, é importante firmar acordos com diversos parceiros e garantir que eles forneçam um serviço de qualidade a um custo razoável.

Otimização da malha de distribuição

Uma malha logística ineficiente pode acarretar inúmeros problemas. Por isso, na hora de desenhar uma malha de distribuição, é preciso se ater a alguns pontos importantes: a disponibilidade e qualidade da infraestrutura para escoamento, incentivos fiscais nos pontos de manuseio e armazenagem de carga, localização dos destinatários, tempo de viagem, entre outros.

Aumento da taxa de ocupação da frota

Um problema recorrente no Last Mile se dá pela frota operar com carga ociosa. Isto é ruim pois, apesar do custo fixo do transporte ser o mesmo (combustível, manutenção, pedágio, etc) independentemente da carga, quando o caminhão circula com carga ociosa, o lojista recebe menos do que receberia caso operasse com carga máxima, ou seja, há prejuízos.

Para reduzir estes problemas, é necessário muita visibilidade gerencial e uma comunicação transparente entre todas as áreas da empresa. Dessa forma, o gestor pode tomar decisões mais assertivas de acordo com as demandas, evitando custos desnecessários.

Roteirização de entregas

Encontrar a melhor rota para realizar a entrega de encomendas é uma tarefa complicada, e, mesmo quando há muito planejamento, o processo está passível de imprevistos que podem afetar diretamente na qualidade do serviço de entrega.

Felizmente, hoje em dia já existem soluções tecnológicas capazes de traçar as melhores rotas, com as menores distâncias e menor custo, o que facilita, e muito, a vida do tomador de decisão. Inúmeros casos demonstram que a simples otimização das rotas pode reduzir o tempo de entrega em até 15% nas grandes cidades.

Modais

O transporte de cargas no Brasil se utiliza, historicamente, do modal rodoviário para fazer as entregas. Apesar de ser o mais comum, nada impede que o gestor invista nos demais modais, se achar necessário. Transporte ferroviário, aéreo, cabotagem e, ainda, o transporte multimodal são algumas das opções.

Além disso, dentro do próprio transporte terrestre, existem outras opções que fujam do padrão do uso de caminhões. Vans, motocicletas e bicicletas são apenas algumas das opções que podemos citar e que têm despontado como uma solução inteligente de entrega, especialmente nos grandes centros urbanos que sofrem com muito trânsito. Neste cenário, a circulação de caminhões de grande porte é inviável, por isso, cabe aos gestores estudarem e definirem modais alternativos que se adequem às demandas.

Sincronização das atividades operacionais com o tempo de transporte

É necessário alinhar a toda a operação para que haja sincronia com o tempo gasto no transporte. Do contrário, haverá custos adicionais com armazenagem e estadia do veículo por atraso na carga ou descarga.

Em casos de entrega por meio de diversos modais, esta sincronização se torna ainda mais crucial, pois um problema em qualquer etapa da entrega pode prejudicar o desempenho de toda a cadeia de suprimentos.

Transporte colaborativo

Uma solução inovadora que pode ser uma boa opção na redução de custos é o transporte colaborativo. Isso porque a divisão do espaço disponível na frota com outras empresas permite um aumento do número de veículos circulando com carga máxima. Além disso, por dividir os custos com as empresas parceiras, o gestor economiza muito no transporte das mercadorias.

Tecnologia

Além do planejamento estratégico, contar com o apoio de soluções tecnológicas podem otimizar, e muito, a operação logística de uma empresa. Hoje em dia, já existe uma gama diversificada de opções para simplificar a vida dos gestores, basta decidir qual a solução mais se enquadra nas necessidades de cada empresa.

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