Live commerce: e se você colocar a loja dentro do vídeo?

por Lyana Bittencourt Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021   Tempo de leitura: 3 minutos

Um movimento nem tão novo que você não possa ter ouvido falar, nem tão consolidado que você não possa ter dúvidas sobre ele. Mas o fato é que o live commerce certamente ocupará algumas das pautas de estratégia das empresas nos próximos anos.

E ele é importante não apenas pelo “efeito novidade”, mas pelos números que tem alcançado globalmente. Em 2020, este mercado movimentou mais de 140 bilhões de dólares no mundo. Além disso, mais de 500 milhões de pessoas fizeram compras por plataformas de live streaming só na Ásia – números bem fresquinhos, divulgados em janeiro na maior feira de varejo do mundo (NRF, na sigla em inglês).

Para quem tem interesse em saber do que se trata, basta imaginar uma live como as centenas que assistimos durante a quarentena, associada ao e-commerce. Isso tudo com interação ao vivo dos consumidores com o hostess da live e com o adicional de ter resultados instantâneos para a marca promotora. É uma verdadeira experiência de compra virtual interativa que, no final das contas, além de trazer resultado também acaba sendo divertida e engaja o consumidor. Tudo numa mesma experiência.

Futuro das compras

Tenho acompanhado esse movimento e para mim está muito claro: é dessa forma que as pessoas farão compras no futuro. Isso porque o live commerce resolve um problema que o varejo ainda não tinha conseguido equacionar: como trazer a humanização da experiência do mundo físico para o digital? Por meio da estratégia de streaming, o consumidor interage ao vivo, tira suas dúvidas e efetiva a compra em tom de bate papo. É extremamente pessoal, emocional, convincente.

Pessoalidade

Outro aspecto importante que dá força ao live commerce é que a pessoalidade da conversa faz com que quem assiste se sinta realmente presente e participante de tudo que está acontecendo. Enquanto a transmissão ao vivo de vídeo fornece a sensação de pertencimento, o bate-papo cria não só a conexão entre o host e o espectador, mas também o envolvimento entre os espectadores. Ao compartilhar as percepções e opiniões, a construção do processo acaba sendo conjunta – entre consumidor e marca. E tanto engajamento só pode resultar em uma coisa: vendas.

Tendência mundial

A tendência tem chamado a atenção de marcas ao redor do mundo e os modelos de aplicação também têm se multiplicado. Como é o caso da Esteé Lauder, marca de cosméticos premium que utiliza o live streaming tanto para uma venda mais constitutiva 1to1, quanto para a venda via eventos “live”.

No Brasil, até marcas como a Hering tem utilizado o formato para engajar seus franqueados no lançamento de novas coleções. O formato pode ser adaptado para os diversos tipos de indústrias, portes de clientes e canais de vendas e é com certeza algo que veio para ficar pela flexibilidade e adaptabilidade.

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