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Inteligência artificial, voz e... inteligência na SXSW 2019

por Ricardo Franken Quinta-feira, 14 de março de 2019   Tempo de leitura: 3 minutos

“Baseado naquilo que você viu e ouviu na SXSW 2019, quais você diria que são as principais tendências para o mercado de e-commerce?” Se, durante uma aula, algum aluno levantasse o braço e me fizesse essa pergunta, eu poderia responder, sem hesitar: inteligência artificial e comandos de voz.

Isso ficou bastante claro nesses quatro dias aqui em Austin, no Texas, onde ocorreu o evento.

A quantidade de palestras e apresentações que giraram em torno de inteligência artificial foi realmente muito grande.

E, quanto ao uso da voz como principal interface de comando na relação com as máquinas, parece não haver mais nenhuma dúvida. Passamos da época do clique ao touch e, agora, ao “hello”. Seja para a Alexa, Siri, Google, Cortana ou para quem quer que ainda seja lançado.

No futuro, as máquinas com as quais vamos dialogar serão mais humanos/Tico Mendoza/SXSW
No futuro, as máquinas com as quais vamos dialogar serão mais humanos/Foto: Tico Mendoza/SXSW

Portanto, entendo isso como uma realidade e não como uma tendência. Mas o que gostaria de trazer para cá são tendências e, por essa razão, resolvi mostrar outros aspectos daquilo que pode e, provavelmente, vai impactar o futuro do e-commerce aqui nos Estados Unidos, no Brasil e em todo o mundo. O South by Southwest (SXSW) é, definitivamente, um evento de perguntas e não de respostas. E por essa razão decidi trazer o mesmo espírito para este texto.

Em um painel com a presença de Wally Brill, head de Conversational Design Advocacy & Educação do Google, Anna Pickard, head de Comunicação Corporativa do Slack e Andrew Hill, diretor de Learning & Predictive UX da Mercedes-Benz; e ainda com a moderação do diretor Ed Doran, da Microsoft, as discussões foram sobre o quão humanas devem ser as máquinas.

Isso mesmo! Portanto, os aparelhos com os quais vamos dialogar serão cada vez mais humanos. E não para por aí. Na palestra da designer, pesquisadora e escritora Pamela Pavliscak, o tema foi Design de Inteligência Artificial Emocional. E aí não se tratava de quanta emoção as máquinas terão, mas sim do quanto elas serão capazes de interpretar as nossas emoções. Isso para oferecer produtos relacionados não só aos nossos padrões de compra como também ao nosso humor. Como disse antes, muito mais perguntas que respostas.

Mas, para não dizer que não trouxe nada de concreto, no meio de tanta inteligência artificial, tive a oportunidade de ver, uma boa dose de inteligência natural.

A atriz Gwyneth Paltrow, vencedora do Oscar, deu uma aula de simpatia, humildade e inteligência. Não no papel de celebridade, mas no de empresária e CEO da Goop. Para quem não conhece, a Goop vende produtos de estilo de vida e bem estar, direcionados para as mulheres. É um belo e-commerce para se conhecer.

Gwyneth falou bastante sobre como gerencia sua empresa (da qual ela tornou-se CEO apenas sete anos depois de lançá-la), de como lida com alguns produtos considerados controversos e até de um caso em que não foi atendida por Jeff Bezos, dono da Amazon (dá pra acreditar?).

Apesar disso, possivelmente venderia a sua empresa para a Amazon. “Por que não?”, disse. O que mais me chamou a atenção nisso tudo não foi o futuro da inteligência das máquinas, mas sim o presente, em que alguém pode simplesmente não retornar um e-mail de Gwyneth Paltrow. Como disse a apresentadora da CNN Poppy Harlow, que conduziu a entrevista, provavelmente a primeira pessoa que fez isso. Azar o dele.

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