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Por que você deve integrar seu e-commerce a um marketplace?

por Diogo Lupinari Quinta-feira, 23 de agosto de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Em tempos de selfie, quem nunca aproveitou a companhia de uma pessoa popular ou posou para uma foto em um lugar bacana para promover-se nas redes sociais? A ideia é uma só: agregar valor à sua própria imagem.

Pode parecer que o parágrafo acima não tem nada a ver com a relação de e-commerces e marketplaces estampada no título. Mas hoje, com a popularidade dos chamados “shoppings virtuais”, ele resume perfeitamente o que significa colocar os produtos da sua loja nessa grande vitrine digital: aproveitar a popularidade e a credibilidade de marcas consolidadas no mercado para atrair audiência e aumentar as conversões.

Não há dúvidas que o modelo de negócios de marketplaces chegou para ficar. De acordo com dados divulgados pelo Ebit, o faturamento de 2017 neste canal foi equivalente a R$ 8,8 bilhões, representando 18,7% do total de R$47,7 bilhões que o comércio eletrônico brasileiro arrecadou.

O formato de marketplace se popularizou, pois, para o usuário, é muito mais cômodo buscar e pesquisar seus produtos num único site de vendas. Além disso, essas redes comerciais já são do conhecimento e da confiança do consumidor online, o que aumenta a sensação de segurança na hora de fechar o pagamento.

Já para o empresário do setor, a vantagem está em colocar os produtos selecionados numa vitrine privilegiada, que atrai a atenção de uma audiência ampla e qualificada.

A viabilidade dos markeplaces, no entanto, não quer dizer que o lojista que já digitalizou suas operações em uma loja de e-commerce convencional deva desativar sua página e migrar todas suas prateleiras para dentro dos shoppings virtuais, até porque a maioria dos players desse mercado exige que o lojista possua sua própria loja online.

Além disso, as estratégias comerciais correm em paralelo, e as integrações múltiplas apenas ampliam as possibilidades de vendas – o mesmo raciocínio vale para a relação loja física versus loja virtual, que, como se sabe, dividem um mesmo comprador “omnichannel”.

Também deve ser levado em conta que o ambiente de marketplace é uma excelente estratégia de divulgação do negócio para quem não visitou seu e-commerce ainda. Assim, para ficar na analogia da selfie nas redes sociais, a loja faz algo parecido como quando o usuário marca a pessoa na sua foto ou realiza um “check-in” no lugar em que esteve e, deste modo, atrai a atenção de gente de fora da sua rede de amigos, criando novas possibilidades de contatos.

Todas essas vantagens, no entanto, cobram certas responsabilidades. O empreendedor que plugar sua loja junto a um marketplace não pode perder de vista que, de uma hora para a outra, suas vendas podem se multiplicar, dado o tamanho da exposição que sua loja pode ganhar. Neste caso, é preciso ser estratégico: o negócio deve ser bem estruturado, operacional e logisticamente, de modo a gerenciar um fluxo maior de pedidos e despachos de mercadorias.

Dito isso, o mais inteligente neste momento é aproveitar todos os caminhos digitais disponíveis e conectar os estoques das lojas às vitrines mais bem posicionadas no ambiente de vendas online. Até porque nessa relação todos saem ganhando: e-commerce e marketplace aparecem na mesma foto e o consumidor é quem “curte”.

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