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Inovação é potência motriz que move o e-commerce

por Rene Abe Quarta-feira, 03 de janeiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

Falar que o e-commerce não para de crescer é “chover no molhado”, mas é sempre bom abordarmos os dados para termos uma visão coerente e ampla do setor. De acordo com o relatório Webshoppers, da Ebit, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 49 milhões em 2016. Para este ano, espera-se crescimento de 12%.

Ainda segundo o relatório, o ano passado fechou com quase 50 milhões de consumidores ativos. E esses números tendem a crescer. E muito. E todo esse crescimento está diretamente ligado ao avanço da tecnologia, que coloca o varejo online como um canal mais prático e acessível.

A história do e-commerce pode ser contada junto com a evolução de algumas tecnologias importantes criadas ao longo dos tempos. Em 1888, a Sears, empresa norte-americana de relógios, desenvolveu um conceito muito inovador para a época, com a tecnologia que tinha à disposição. A ideia era vender produtos à distância.

As ofertas chegavam via telégrafo, após os compradores escolherem os produtos nos catálogos da empresa. E a Sears, então, enviava os produtos. Quem desenvolveu essa ideia com certeza não tinha a noção de que seria a base para uma nova forma de vender e comprar.

Em 1979, a Internet já existia de forma embrionária, e não demorou para que alguém pensasse em replicar o conceito de comércio nesse novo meio. Foi então que Michael Aldrich começou a desenhar os modelos de venda eletrônica, tanto B2B quanto B2C, que previam os consumidores adquirindo bens e serviços a partir de seus computadores. E o setor não parou de evoluir.

Em 1981, aconteceu a primeira transação comercial pela web. Os agentes da agência de viagens inglesa Thomson Holidays extraíam dados online e respondiam instantaneamente aos clientes. Um marco até aquele momento.

Mas foi na década de 1990 que o setor espalhou para o mundo. No começo da década, surgiu o navegador da World Wide Web, a primeira interface de acesso à Internet por meio de um formato gráfico. Em 1994, a PizzaHut, pelo então PizzaNet, vendeu o primeiro produto pelo ambiente online – uma pizza, é claro.

E a década também foi “responsável” pelo surgimento de empresas que se tornariam gigantes e propulsoras da cadeia de e-commerce, como a Amazon e o eBay, nos EUA, e a Rakuten, no Japão. Em 1998, nasceu a então startup que também mexeria com o mundo do e-commerce, o Google, cujo modelo de monetização de cliques via publicidade online domina as estratégias de aquisição de tráfego online até hoje.

No início dos anos 2000, começou outro fenômeno que impactaria o e-commerce: as redes sociais. E o mobile explodiu na sequência durante a primeira década do novo milênio, com maior acesso aos smartphones, aplicativos e tecnologias 3G e 4G.

O surgimento do iPhone, que mudou a história dos aparelhos móveis para sempre, foi chave para que o e-commerce realmente decolasse e se tornasse parte do dia a dia das pessoas em todos os cantos do mundo, desenvolvendo uma série de outras formas de vender, como o m-commerce, via mobile, e o Social Commerce, pelas redes sociais.

Tecnologia e e-commerce sempre caminharam lado a lado. Por mais de 30 anos, as inovações nos trouxeram até o momento em que o comércio virtual se popularizou e virou realidade.

Grandes operações surgiram, com faturamentos e movimentação gigantesca de produtos e serviços, mas a tecnologia não para e vai “azeitando” toda a operação. E é nesse ponto que surge o ecossistema de startups, com inovações surpreendentes, que otimizam processos e ajudam e-commerces a superar gargalos.

No Brasil, por exemplo, a logística é um problema que arrepia os cabelos de qualquer careca. São problemas profundos de infraestrutura, que geram sérias dificuldades para a operação de uma loja virtual. Mas é nesses problemas que as disrupções aparecem.

Como ouvi certa vez, não há motivo para criar um produto inovador, que resolva problemas, em um ambiente perfeito, sem crise. E então surgiu uma série de ferramentas e soluções focadas totalmente no mercado de logística, que otimizam a gestão do frete e ajudam as lojas na operação, diminuindo custos e melhorando diversos indicadores.

Outro ponto em que a inovação bateu forte foi o de pagamentos. A tecnologia trouxe uma gama de soluções que simplificaram a necessidade de pagamentos usando cartões de crédito, além de sistemas de prevenção de fraude, melhorando o fluxo de compra dos clientes.

Atualmente, existem soluções que aceitam – e já convertem – criptomoedas, como Bitcoin, Ethereum, DogeCoin, AltCoin, entre outras. A tecnologia também possibilitou que pequenos e médios e-commerces – e muitos nichados – surgissem. Ficou mais simples e fácil desenvolver e gerenciar um e-commerce, ampliando muito o desenvolvimento do setor.

O marketing digital, outra novidade recente na história desse mercado, também trouxe grandes novidades tecnológicas para o ecossistema. Com a geolocalização e o uso de Big Data, por exemplo, é possível segmentar campanhas e oferecer aos possíveis clientes produtos que realmente são dos seus interesses, aumentando a possibilidade de conversão.

O SEO, como citei, é outra ferramenta que auxilia todo e qualquer lojista. Se bem trabalhado, pode ser um grande diferencial em como a loja é ranqueada nos buscadores.

O mobile, já tão presente em nossas vidas, também é outro canal que quebrou paradigmas. Ainda de acordo com o mesmo relatório, as vendas via smartphones e dispositivos móveis cresceram 35,9% no primeiro semestre de 2017, com incremento de 56,2% no volume financeiro e aumento do valor do tíquete médio na casa dos 14,9% no período, se comparado ao mercado como um todo.

O omnichannel, conceito que prega a multicanalidade de uma loja, fazendo integração de todos os canais de vendas, é, também, uma novidade impulsionada pela tecnologia, que consegue conciliar e gerenciar estoques, vendas e tudo referente às lojas.

A tecnologia foi tão além, que hoje é possível contar com todo um ecossistema – contendo pagamentos, logística, marketing, plataforma e tudo que é preciso para um e-commerce – com apenas um fornecedor.

A inteligência artificial é uma grande aposta do e-commerce, tanto para o setor de atendimento ao cliente quanto para a compra em si. Existem plataformas que utilizam a inteligência artificial para oferecer aos lojistas novas possibilidades para gestão dos negócios em longo prazo. Tais inovações têm garantido uma experiência cada vez mais personalizada aos clientes.

Outro exemplo vem da rede social Pinterest, que, nos Estados Unidos, já encontrou o caminho para tornar esse desejo dos usuários viável. O recurso Lens, por exemplo, permite que o usuário fotografe uma cena para que o app faça uma busca inteligente por pins conectados com aquela referência.

Por mais que a cena seja imprecisa, a busca interpreta a intenção do usuário para oferecer a melhor resposta. A inovação e a tecnologia deram ao e-commerce o alcance atual.

Mais do que fomentar o ecossistema, queremos promover e democratizar o acesso a todo esse mundo para todos os lojistas e pessoas da sociedade. Não queremos dominar o mundo. Queremos que o mundo domine essas tecnologias. É o caminho mais rápido de disseminar o progresso a toda humanidade.

Publicado originalmente na Revista E-Commerce Brasil

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