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Indústria, e-commerce e gestão terceirizada

Cases de multinacionais como BASF, Unilever e Bunge estão se tornando cada vez mais comuns. Com sua crescente expressão no mercado, esse é um tema que merece ser explorado. Vamos abrir um pouco sobre esse bloco entrante no e-commerce brasileiro.

Com a maturidade da compra online no Brasil, aumenta a quantidade de empresas, principalmente indústrias e serviços, querendo entrar no e-commerce. Falando especificamente do setor industrial, com suas necessidades e demandas diretamente ligadas a decisões solutivas para as barreiras que envolvem o setor, destaco que é um segmento com particularidades vantajosas para atuação no meio digital, como grande capilaridade e posicionamento de marca(s).

Um dos grandes, e se não o mais difícil desafio do e-commerce, é atingir e conquistar o público (isso custa muito caro). As indústrias têm ao seu favor o peso das marcas fazendo com que as buscas sejam mais direcionadas e rápidas, ou seja, o retorno de entrada é mais visível, se comparado com uma média ou pequena empresa que depende de grandes investimentos iniciais para ter a visibilidade nas buscas e nas redes sociais – ressalto que não estamos falando de investimento em mídias, e sim da força na qual uma marca grande possui de visibilidade. Esses pontos positivos se tornam oportunidades e fazem com que a entrada da(s) marca(s) sejam colocadas no pool de investimentos e planejamento estratégico das indústrias.

Para decisões de entrada, o setor se depara com barreiras bem conhecidas, como “atravessar seus distribuidores e varejistas”, “cenário fiscal”, “estrutura interna”, “estrutura de colaboradores”, entre outras – esses itens já foram bem discutidos com materiais ricos em conteúdo que você pode acessar no Portal E-commerce Brasil. Assim, a necessidade principal dessas indústrias é buscar empresas com experiência e capacitação para atacar essas barreiras, que atuam de ponta a ponta na operação de comércio eletrônico: o full-commerce, modelo de terceirização da operação de e-commerce que possui estrutura de colaboradores, terceiros homologados e expertise em negócios para atuar no dia a dia das lojas virtuais, como processamento de pedidos, faturamento, compra e venda, cadastramento de produtos, atualizações de conteúdo, comunicação interna, armazenamento, distribuição de pedidos, sac e pós venda.

Com a empresa de full parceira, a primeira etapa é a elaboração do business plan, que ganha corpo nas definições de margem (uma das premissas desse tipo de operação terceirizada é que a empresa prestadora de serviços assuma o faturamento ao consumidor final, seja ele b2b ou b2c – sim! Muitos casos são diretos da indústria ao consumidor pessoa física). Como a empresa de serviços full e-commerce pode realizar a compra e venda da mercadoria e estrutura interna para atender a toda a rotina da operação, o cálculo da margem já ganha pontos, tornando-se mais atrativa ao longo da projeção do business plan. Isso porque a indústria deixa de assumir todo estoque e contratação de equipe interna.

A gestão parceira terceirizada da operação potencializa a operação de e-commerce por contar com equipe multidisciplinar e com bastante “carga na bagagem” – isso é o que realmente faz a diferença no dia a dia. Aliás, a contribuição de profissionais de negócios offline é de extrema importância no momento de elaboração de planos e premissas, assim como acompanhamento e ações de resultado. Um grupo de colaboradores compartilhando conhecimento e executando atividades alinhadas às tendências juntamente com o apoio e diretrizes da empresa fecham um ciclo de sucesso.

Com o business plan pronto, parte-se para a fase de implantação do projeto. Etapa da definição estratégica das ações de entrada, da matriz de responsabilidade (quem é quem no processo de operação), homologação da tecnologia e contratação de terceiros. O prazo de implantação é caso a caso, mas geralmente decorrem-se 90 a 120 dias, contando com testes e simulações de vendas. Dessa etapa para frente, o acompanhamento de resultado e qualidade são constantes, com relatórios diários, pontos de controle semanais e fechamento mensal.

É certo que as indústrias estão buscando a entrada no e-commerce brasileiro, é certo também que precisam de estrutura e cautela. Sendo assim, a maturidade das empresas terceiras para a prestação de serviços está cada vez mais orientada ao investimento em pessoal.

Cada indústria tem sua estratégia no e-commerce – são casos como BASF, que atua fortemente na comercializações de serviços de inovação, BOHEMIA, com produtos da marca, e BUNGE, comercializando inicialmente uma linha de produtos.

Nós, como profissionais de e-commerce, temos um enorme desafio pela frente: estudar e implantar casos completamente diferentes uns dos outros na indústria, mas as indústrias também precisam fazer a sua parte, como tomar a decisão de acompanhar o mercado e entrar no comércio eletrônico nacional.