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Indústria 4.0: uma revolução no setor financeiro e nos meios de pagamento

por Nathália Cirne Segunda-feira, 05 de agosto de 2019   Tempo de leitura: 2 minutos

Não há tantos anos assim, para pagar uma conta era necessariamente obrigatório ir a um banco e encarar filas enormes, algo comum em todas as agências no início de cada mês. E foi uma revolução quando os bancos tradicionais começaram a implementar a possibilidade de pagamentos online. Antes, as validações das operações eram feitas usando um dos diversos códigos de um cartão entregue ao cliente. Em seguida, foram distribuídos aparelhos tokens e, mais recentemente, as chaves viraram uma função dos aplicativos bancários.

Hoje, diversas empresas ao redor do mundo estão em uma corrida por uma posição de destaque no setor financeiro. Em apenas 6 anos vimos uma startup brasileira com a proposta de ser um banco inteiramente digital, ultrapassar no Google, em pesquisas por cartão, o maior banco do Brasil, o Itaú, que carrega uma história de quase 75 anos de tradição. Tal startup, que já havia levado o título de “unicórnio” em 2018, conseguiu em um pouco mais de 1 ano aumentar o seu valor de 1 bilhão de dólares para 10 bilhões de dólares, provando que realmente esse nicho vislumbra ser um dos mais rentáveis nos próximos anos. Juntamente com a sua valorização, o Nubank vem realizando uma série de contratações de grandes executivos, como Ivan Monteiro e Guilherme Lago, respectivamente ex-presidente da Petrobras e ex-chefe de renda fixa do Credit Suisse no Brasil.

Em contrapartida, o Itaú anunciou recentemente o fechamento de 200 agências no processo de digitalização da instituição, com a previsão, inclusive, de fechar outras nos próximos meses. Assim se divide hoje o mercado bancário e financeiro no Brasil: os maiores bancos tradicionais privados como o Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Banco Votorantim e Safra, por exemplo, têm implementado fortemente melhorias tecnológicas e digitalização das suas operações para não perderem espaço. Além disso, startups como Nubank, Neon, PicPay, Ame Digital, Next e Original, em poucos anos têm ampliado suas atuações e se destacado no setor.

Indústria 4.0

Dentro dessa revolução no setor de meios de pagamentos, também devemos mencionar as que se posicionam como adquirentes. A Stone, que inclui também a solução de pagamentos Pagar.me para e-commerce, hoje possui o dobro de valor de mercado da Cielo, tendo a primeira um market share de 6% e a segunda, com quase 25 anos de atuação, um market share de 38%. E, obviamente, essa força da Stone sobre a Cielo é justificada ao analisarmos a satisfação dos usuários, percebendo que a diferença entre a representação no mercado pode se tornar unicamente uma questão de tempo.

Já na esfera internacional, um dos assuntos mais comentados no setor é o Facebook com a criação da Libra, uma espécie de criptomoeda. A notícia que estremeceu o mercado mundial, agora é acompanhada também de acusações de fraude no projeto e uma resistência muito grande dos governos, que temem um colapso na economia, caso os 2 bilhões de usuários da rede aderissem tal sistema monetário. Além, claro, das preocupações já comuns ao uso de criptomoedas para transações ilegais. Com isso, a proposta da maior empresa de rede social do mundo, que prometia também compor essa revolução financeira digital, se tornou uma incerteza. 

Enquanto, no Brasil, começamos a ver o início dessa nova Era, em um país que ainda resiste e tem como maior modalidade de pagamento o dinheiro vivo e 30% da população sequer possui conta bancária, na China, 90% dos pagamentos são realizados através de aplicativos. E entre os mais usados, há o Alipay, uma plataforma de pagamento do Alibaba Group, visto por alguns como uma aposta para tomar o mercado da Amazon nos próximos anos. Ainda assim, caminhando em passos mais lentos, o Brasil se apresenta como um local de muitas possibilidades, especialmente com os sinais graduais de melhora da economia. 

É justamente na população “desbancarizada” que algumas das startups do nicho vêm mirando e procurando se expandir, já que é um público que movimenta financeiramente – segundos dados do IBGE – cerca de 670 bilhões de reais ao ano e não é atendido pelos bancos tradicionais, principalmente pela dificuldade que possui na comprovação de renda. Dessa forma, os dados sobre os usuários, com o intuito de reduzir o risco, são levantados de maneiras alternativas e com o uso de inteligência no cruzamento de informações.

Existem hoje inúmeras oportunidades de expansão no setor financeiro e de meios de pagamentos, pautadas em um uso revolucionário da tecnologia e também em um atendimento mais simplificado e intimista com o consumidor. E diante de tantas inovações, entre cashback e cartões de crédito sem anuidade, chega a ser difícil prever qual será o rumo de maior sucesso, mas, com certeza, é um futuro de mais opções e maior competitividade no mercado.

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