Hackeando o cérebro das pessoas com dados: Big Data e Data Analytics

por Gessieli Stefanczuk de Jesus Terça-feira, 24 de novembro de 2020   Tempo de leitura: 9 minutos

Assim como computadores, o cérebro humano é capaz de ser hackeado e há estudos que podem afirmar. Como, por exemplo, dos pesquisadores das grandes Universidades de Genebra, Califórnia e Oxford. Eles utilizaram um computador com interface cerebral (BCI) para acessar as partes mais secretas dos órgãos. Na ocasião, utilizaram alguns estudantes voluntários para realizar o estudo.

Diante disso, cumpre observar que estamos em um mundo em constante evolução. Cada vez mais serão captados dados das pessoas para diversas finalidades e, na área de negócios, é e sempre será de extrema relevância. Afinal, permite melhores e eficazes tomadas de decisões. Isso não será feito por meio de um aparelho específico, como dos pesquisadores, e sim por outras fontes, como mostrarei a seguir.

Big Data e Data Analytics

Antigamente, todos carregavam volumes de informações em um formato mais simples. Podia ser por anotações em uma agenda telefônica, papéis e em seus cadastros de serviços de órgãos públicos. Hoje, no entanto, qualquer pessoa carrega em seu aparelho de celular fotos, vídeos, contatos telefônicos… Estão conectados a redes sociais, aplicativos de mensagens… Ou seja, podem fazer tudo o que quiserem com apenas um aparelho. Isso vale, inclusive, a realizar compras de qualquer produto de forma online e de onde estiverem, a qualquer lugar do mundo.

Com isso, o grande desafio é entender como analisar essa grande quantidade de dados que cresce infinitamente. Para tanto deve-se entender melhor os conceitos de Big Data e Data Analytics, ferramentas tecnológicas essenciais para o crescimento exponencial.

Big Data

Em resumo, as organizações coletam dados de várias fontes, incluindo transações comerciais, dispositivos inteligentes (IoT), equipamentos industriais, vídeos, mídias sociais entre outros meios. Os dados, no caso, podem ser fornecidos em todos os tipos de formatos. De dados numéricos estruturados em bancos de dados tradicionais a documentos de texto não estruturados — como e-mails, vídeos, áudios, pesquisas de satisfação, programas de fidelidade, dados de cotações de ações e transações financeiras.

Em decorrência, sabe-se que muitas empresas podem ter problemas ao lidar com todos os dados que armazenam. Isso porque com o passar do tempo torna-se uma avalanche de dados difíceis de ser organizados e controlados. Portanto, com a utilização do Big Data é possível organizar e catalogar essas informações — tendo em vista que o seu principal benefício é permitir uma visão ampla dos desafios que tangem um empreendimento, a fim de auxiliar na busca por soluções com maior rapidez.

Em se tratando de e-commerce, sabe-se que é algo que sempre precisa de atualizações, promoções atrativas, cupons de descontos, fretes grátis ou mais baratos. Entretanto, para isso impulsionar as vendas e criar boas estratégias de marketing é necessário reter e fazer uma boa análise de dados.

Contudo, é possível entender de que forma o cliente se relaciona com os produtos para uma melhor experiência. Também pode-se identificar quais as páginas mais acessadas e as menos clicadas, taxa de rejeição, tempo de permanência, abandono de carrinho, personalizar e segmentar ofertas. Com os resultados obtidos e aplicados da melhor forma possível, os varejistas podem se destacar em meio à concorrência.

Data analytics

Entendemos que o Big Data é uma imensa quantidade de dados que podem ser coletados de várias fontes como citei — de forma estruturada ou não-estruturada. Todavia, não é uma estratégia eficiente para visualizar as respostas para perguntas necessárias ao negócio. Por outro lado, o Data Analytics permite organizar e colocar dados em perspectiva.

Tendo em vista que é um processo que envolve examinar dados para tirar conclusões úteis para o negócio, ele é feito por meio de softwares especializados e tecnologias. O termo Data Analytics se refere à uma porção de aplicações, como as ferramentas de BI. Ele possui um foco mais amplo, podendo ser utilizado também em pesquisas acadêmicas, por exemplo.

É possível visualizar essas respostas por meio de ferramentas como dashboards intuitivos, com respostas em tempo real. Neste caso, apresenta de maneira centralizada um conjunto de informações: indicadores e suas métricas, promove transparência corporativa, o engajamento e a interação de colaboradores de diversos setores da empresa.

Qualquer tipo de informação pode ser configurada para exibição em um dashboard, desde que tenha valor para o negócio. Por exemplo: taxa de ROI sobre projetos; informações sobre compras em sua loja virtual; desempenho de unidades filiais da empresa; detalhes sobre a disponibilidade de equipamentos; dados sobre o atendimento dos clientes. Ele exibe também dados sobre processos de produção e vários indicadores de desempenho fabril, como índices de desperdícios de matérias-primas, relatório de máquinas ociosas, aspectos financeiros, de Marketing, RH, entre outros.

O gestor pode optar por visualizar esses dados de forma geral ou com informações segmentadas por categoria. Para tal, é comum que dashboards sejam exibidos em telas grandes de LCD, a fim de acompanhar os indicadores de desempenho e para que todos os profissionais se sintam integrados com os processos da organização.

Como você decide com os seus dados?

Após o conceito dos termos Big Data e Data Analitycs, você deverá questionar como decidir com os seus dados. Lembrando que uma interpretação e análise mal feita pode acarretar sérias consequências ao seu negócio, levando a caminhos errados e até mesmo que gerem falência. Separei algumas dicas para evitar erros:

Identifique o problema que precisa ser resolvido. Em seguida, defina os indicadores que podem ser utilizados para análise e mapeamento das possíveis soluções. Além disso, faça os seguintes questionamentos:

  • O que preciso mapear para resolver o problema?
  • Como vou mapear?
  • Quando vou começar?
  • Por onde eu começo?

Agrupe os dados para passar pelo processo de estruturação, o qual um gestor pode fazer ou identificar ferramentas capazes de realizar este processo. Classifique-os de forma padronizada e extraia valor a eles nesta fase que muitos gestores erram. Por isso eu reforço a necessidade de haver uma boa capacidade para fazer a análise dos dados — lembre-se, ela deve ser precisa e eficiente ao seu negócio. Por fim, aplique-as da melhor forma possível.

Em virtude de tudo o que apresentei até aqui, conclui-se que quando tomamos decisões baseadas em dados, temos a garantia de que atingiremos os resultados esperados. Em um contexto em que a tecnologia está apoderando-se cada vez mais, faz-se necessário essa mentalidade. Obtenha sucesso hackeando o cérebro das pessoas (no bom sentido, claro) por meio de informações e dados coletados de todas as fontes possíveis.

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