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Futuro do trabalho e o i-commerce, o e-commerce de mim mesmo

por Luiggi Senna Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Não haverá mais empregos no futuro. Já são diversos os artigos que nos apresentam cenários ainda interpretados com receio pelas pessoas. Vamos observar os seguintes pontos neste texto: 1. O que vai mudar e quando isso vai acontecer? 2. Quais são as consequências diretas dessas mudanças para a economia e bem-estar da população; 3. Que competências teremos que desenvolver para nos enquadrar a esse novo cenário; 4. Vamos apresentar o I-commerce, ou e-commerce de mim mesmo.

Antes de tudo você tem que saber que o “futuro” que falamos já começou. Estamos olhando para um horizonte de alguns poucos anos! Ou seja, há urgência no assunto. Vamos primeiro examinar mais em detalhes quais são as mudanças que vão afetar significativamente nossas carreiras, a forma como nos relacionamos com o trabalho, as competências profissionais necessárias e, consequentemente, nossas vidas.

De forma geral, acredito que nosso conhecimento terá que se ampliar. Teremos que saber mais, sobre assuntos mais diversos. Será o fim das carreiras burocráticas, dos especialistas em pedaços de processos. Teremos que ser resolvedores. Voltarei a esse tema em seguida.

O World Economic Forum tem realizado debates e apresentado relatórios sobre o futuro do trabalho. Entre as principais conclusões é que o principal driver da mudança é a Quarta Revolução Industrial. Inteligência Artificial, Machine Learning, Robótica, Nanotecnologia, Impressão 3D, Genética e Biotecnologia irão convergir e amplificar seus efeitos nas vidas das pessoas.

E o mais impressionante é que espera-se que o efeito dessas mudanças deverão ser sentidos dentro de 5 anos. Como consequência, é prevista uma alteração significativa nos tipos de empregos e funções. Estima-se redução de empregos concentrados em gestão da rotina e funções de escritório e um aumento dos postos de trabalho relacionados à computação.

Startups das recém-criadas indústrias de Legaltech, Fintech, Healthtech, entre outras, já começam a pressionar indústrias consolidadas há décadas, que de forma desordenada tentam ingressar nesse novo universo, na busca por eficiência. Diversas são as inciativas dessas grandes empresas no mundo do empreendedorismo.

Mas, qual a real perspectiva delas conseguirem, ou terem a velocidade necessária, para acompanhar as mudanças? Não cito os nomes de algumas dessas iniciativas para preservar as empresas, apesar de apoiá-las incondicionalmente. Acredito que o declínio dessas empresas e o crescimento das novas indústrias irão naturalmente substituir o perfil dos postos de trabalho.

Vou mais além das conclusões do relatório do World Economic Forum. Como tenho falado em diversas ocasiões, o mundo estará baseado na utilização de plataformas digitais. Acredito que teremos profissionais especializados no uso de diversas plataformas e na integração de ferramentas existentes, promovendo soluções cada vez mais integradas, com dados transacionando entre elas e gerando maior eficiência e qualidade percebida dos serviços.

O estudo cita ainda 2 principais funções necessárias nessa nova economia: analistas de dados, para tratar e consolidar o volume de informações que está sendo gerado; representantes comerciais, técnicos e especializados em soluções cada vez mais avançadas tecnologicamente, que serão usadas rotineiramente em nossos problemas do dia a a dia.

A principal consequência da adoção dessas novas tecnologias é o aumento da produtividade. Isso significa que nós iremos trabalhar menos. Então, na minha visão, os principais pontos são: o trabalho como ele é hoje irá acabar; diversas novas funções surgirão; no resultado geral, teremos mais tempo livre. Ou seja, observaremos um aumento da qualidade de vida mundial.

Note o seguinte: segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os 5 países com as menores quantidades de horas trabalhadas são Alemanha, Dinamarca, Noruega, Holanda e França. Todos entre os países com melhor padrão de vida no mundo.

Sendo assim, temos que aprender as novas competências necessárias. Antes de tudo, temos que saber que seremos resolvedores. Temos que saber fazer algo muito bem feito, do início ao fim. Pergunte-se o que você sabe fazer de verdade. Se for a planilha que seu chefe manda você fazer toda semana, corra e volte a estudar.

Seremos contratados por competências específicas desenvolvidas em plataformas de e-learning, adquiridas em experiência prévia e recomendadas por nossos clientes (ou chefes), ou através de qualquer outra ferramenta onde conseguiremos pontuação por cada skill obtido.

O novo LinkedIn não trará somente seu currículo. Será muito mais importante os “selos” que conseguimos “colecionar” atestando nossas competências. Já falei sobre o assunto em uma entrevista (Blockcahin vai mudar também a educação) e podemos falar mais em próximos artigos.

Como exemplo do desenvolvimento das novas competências, em minha startup estamos estimulando que todos adquiram conhecimento de programação, soluções do Google para gestão de negócios online e propaganda (Adwords), desenvolvimento e utilização de sistemas de Business Inteligence (BI) e Inteligência Artificial, além de conhecer ferramentas disponíveis no mercado específicas para nosso setor e acompanhar o que está sendo desenvolvido por start-ups dos mais variados setores.

Além disso, vale ressaltar as competências sócio-emocionais. Minha amiga Tonia Casarin tem realizado um esforço para estimular esse aprendizado ainda na educação infantil, por estarem entre as principais competências do trabalhador do futuro (e do presente).

Por fim, apresento o I-commerce, o e-commerce de mim mesmo. É uma tendência que profissionais independentes, especialistas em certos temas, sejam contratados por empresas. Atualmente, isso já acontece, muitas vezes quando profissionais trabalham durante anos em algum setor e acabam montando sua própria empresa para prestação de serviços para sua rede de contatos.

Esse conceito será levado ao extremo, quando os novos profissionais já nascerem dentro da nova economia. Cada um de nós deverá possuir seu próprio e-commerce para apresentar suas competências para o mundo. Como falei anteriormente, seremos contratados por nossos skills e teremos que saber divulgá-los para o mundo. Seremos vendedores de nossas próprias competências.

Dessa forma, reforço que teremos que ser resolvedores, com conhecimentos técnicos sólidos, e também teremos que saber navegar nas mais diversas plataformas para conseguirmos suceder no trabalho do futuro. Programação, plataformas de e-commerce, marketing digital, criação de conteúdo, business inteligence e inteligência artificial farão parte das competências básicas dos profissionais do mundo novo.

E mesmo tendo que saber tudo isso, teremos mais tempo para aproveitar nossos dias e também para promover a inovação. Estamos, como sempre na história, criando um mundo mais promissor para as próximas gerações.

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