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E-commerce: futuro disruptivo e inovação em canais

por Ana Paula Andrade Quarta-feira, 07 de março de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Volta e meia ouvimos falar sobre o futuro das vendas online e do comércio eletrônico, que avança cada dia mais diante da adoção da tecnologia enquanto meio para resolver todas as questões do cotidiano. Vivemos conectados na maior parte do dia e integramos uma das populações mais ativas quando o tema é conectividade: 96% dos domicílios contam com pelo menos um celular por morador e nós já somos o quarto povo do mundo na adoção dos Apps.

Seja para acompanhar as notícias, escolher o melhor caminho, conferir a avaliação dos restaurantes desejados, reservar o hotel ou fazer compras, a internet tem mudado os hábitos e as regras do jogo. E aparentemente estamos longe de toda essa revolução parar!

Especificamente falando sobre o e-commerce, quando um potencial consumidor se interessa por algum item, alguns fatores são primordiais para influenciar a compra: a segurança do site, a confiança no canal, o prazo de entrega, a garantia e a compatibilidade do preço com o praticado no mercado. Entretanto, a conformidade com o que o cliente espera nesses quesitos já não é mais suficiente para encantá-lo e fidelizá-lo.

Estamos na era da disrupção (falei sobre isso aqui) e as marcas precisam entender que se conectar melhor e de forma mais conveniente e transparente com cliente é um ponto crucial, independente do segmento. Visto que o cenário do marketing e do consumo está mudando radicalmente por conta dessa dinâmica e fluidez que a internet oferece.

Um exemplo claro que vimos durante a edição 2018 da NRF Retail’s Big Show, em Nova Iorque, foi o case da Beauty Pie, uma plataforma que comercializa cosméticos. Até aí, poderíamos estar falando apenas de um e-commerce, mas seu modelo de negócios o transformou no que a sua fundadora, Marcia Kilgore, chama de “Netflix dos cosméticos”. O e-commerce chega com uma proposta provocativa, em que a promessa é entregar produtos de luxo aos consumidores a preços de fábrica.

A empreendedora explica que o custo de produção de um cosmético é de 10% do seu preço de varejo e sua inquietação foi pensar que isso não é justo com os consumidores. Por isso, sua plataforma funciona sem intermediários e sem canais de distribuição ou varejistas: os produtos vão da planta direto para a casa do cliente.

As pessoas podem entrar no e-commerce e comprar direto tudo que desejar. Porém, uma opção muito mais vantajosa será apresentada. Ao aceitar ser membro do programa, o consumidor pagará US$10 por mês e terá direito a descontos de até 85% nos itens.

Por exemplo: um batom que custaria normalmente US$25 sairá por US$3,57 para os assinantes. E, de forma agregada, eles têm acesso aos custos dos produtos para comprar com total transparência e visualizar as economias geradas em relação aos canais tradicionais do varejo.

Além disso, sua comunicação de marketing é tão ousada quanto sua proposta de valor. Os anúncios de rua anunciam “batom de luxo por menos do que você paga pelo seu café”.

Ou seja, a empresa não fabrica produtos. Ela compra diretamente dos laboratórios, cortando completamente a cadeia de suprimentos. Esta é a fórmula da Beauty Pie: antes da sua existência, a empresa era obrigada a lidar com muitas fases até que seu produto chegasse às mãos do consumidor. Sem este processo, o markup vai de 85% a 0%. É desta economia que vem o desconto benéfico à ela e ao consumidor.

A empresária já é conhecida da cadeia do consumo e está no ramo desde os anos 1990, quando fundou o Bliss Spa, que comercializa sua linha própria de produtos de banho e corpo, mas também é distribuída em grandes lojas internacionais, como por exemplo a Sephora. A ideia veio depois que Marcia decidiu fazer um curso de cuidados com a pele, em grande parte, porque sofreu com acne na adolescência. Ela abriu o primeiro escritório em 1996, no Soho, em Nova Iorque, e a partir de 1999 participou de aquisições de outras empresas estrangeiras, ramo em que atua ainda hoje.

Mas algo no seu DNA chama a atenção: para ela, é fundamental saber usar a tecnologia de forma inteligente, como trabalhar dados, APIs, AI e omnichannel a favor dos objetivos de uma marca. Além disso, a transparência agregada nesse processo faz com que os consumidores queiram fazer parte dessa dinâmica, uma vez que eles são capazes de observar para onde vai o seu dinheiro e os seus dados.

Tanto se fala em modelos omnichannel de negócios, mas talvez falte colocar o holofote em outras questões também, como modelos de negócio mais arrojados e concebidos com uma premissa principal do marketing: conectar coisas e pessoas independente da conexão com a internet.

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