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Segurança: fragilidades que ainda geram fraudes no e-commerce

por Thiago Bordini Quinta-feira, 06 de setembro de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Com o advento da Internet, não só as compras online aumentaram como também os perigos e as vulnerabilidades que esse modelo de comércio pode oferecer. Embora a praticidade do segmento esteja atraindo cada vez mais consumidores, o e-commerce ainda apresenta uma série de falhas e lacunas que precisam ser melhoradas.

No ano passado, o segmento de e-commerce faturou R$ 47,7 bilhões, representando um aumento de 7,5% em relação a 2016, segundo dados do relatório Webshoppers. Para 2018, a estimativa é que o comercio eletrônico brasileiro apresente um crescimento de 12%, o que significa 60 milhões de compradores virtuais e um faturamento acima de R$ 50 bilhões. Além disso, as previsões do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam maior estabilização do cenário econômico do País e uma pequena redução da taxa de desemprego, o que deverá contribuir para a expansão do comércio eletrônico.

O aumento substancial do volume de transações feitas online possibilitou o surgimento de novas vulnerabilidades. Diante disso, se tornou imperativo para as organizações encontrarem meios de garantir a segurança de seus clientes. Com um sistema robusto e seguro, empresas são capazes de conquistar e preservar a confiança dos consumidores. No entanto, muitos padrões de segurança de portais de compra, no Brasil e no exterior, não possuem mecanismos rigorosos para validação dos dados bancários. Isso significa que uma parte das valiosas informações fornecidas por consumidores, como dados pessoais e bancários, não são verificadas e checadas de maneira adequada.

Outra importante fragilidade é encontrada na forma de pagamento via boletos bancários, que são alvo de muitas tentativas de golpe. Novamente, o grande de volume possibilita a proliferação de fraudes. Segundo dados da Febraban, cerca de 4 bilhões de boletos são emitidos por ano no País. Compõem o número empresas fantasma que comercializam mercadorias que não são entregues e propagam códigos maliciosos (malwares) que alteram o código de barra dos boletos e desviam o pagamento das vítimas para outras contas bancárias. Esse sistema, praticamente exclusivo do Brasil, é extremamente frágil. Pode até ser considerado um diferencial do comércio nacional, porém necessita de mais controle, fiscalização e segurança.

Fator que também merece mais atenção são as credenciais, formadas pelas senhas e nomes de usuários. Quase toda a atividade na Internet exige a criação de uma credencial. Para torná-las seguras, cada conta existente em redes sociais, e-mails, sistemas financeiros ou qualquer outro registro online deveria ter uma senha única e considerada forte, que precisa ser alterada regularmente. Mas, no dia a dia, essa medida de segurança não é seguida pela maioria dos consumidores brasileiros, o que facilita a ocorrência de ataques cibernéticos.

Um levantamento realizado no ano passado sobre fraudes no e-commerce apontou que o comércio eletrônico no Brasil sofre uma tentativa de fraude a cada cinco segundos, a partir de compras feitas com cartões de crédito clonados. O estudo apurou, ainda, que o índice de tentativas de golpes virtuais foi de 3,03% do total de operações realizadas por brasileiros. Isso significa que uma transação fraudulenta ocorreu a cada trinta e três processadas. Se compararmos esses números com os mais de 200 milhões de pedidos recebidos pelo e-commerce nacional ao longo de 2017, é possível afirmar que mais de seis milhões de transações foram feitas por golpistas utilizando cartões clonados.

Diante de todos esses fatos, os desafios de segurança para organizações, sobretudo financeiras, são significativos. Portanto, o que as instituições devem fazer para evitar um golpe ou uma tentativa de fraude envolvendo informações de seus clientes?

Cabe às empresas oferecerem plataformas seguras e confiáveis, implantando sistemas robustos de inspeção de prováveis ameaças criptografadas (DPI-SSL / TLS). Outra medida fundamental para a transação segura de dados é evitar fragmentar os controles de segurança, mas priorizar um modelo integrado que habilite profissionais de todos os níveis para tomar as decisões certas. Líderes precisam entender que estratégias e planos de prevenção são traçados e colocados em prática antes mesmo do ocorrer uma tentativa de fraude.

Criar hábitos para aumentar a segurança exige disciplina, treino e prática diária. Uma nova cultura organizacional começa com pequenas ações. Empresas e seus clientes precisam estar informados e conscientes sobre as melhores práticas de prevenção para usufruir de toda a facilidade e comodidade proporcionadas pelo e-commerce. Com segurança, as compras tendem a aumentar de forma substancial no Brasil. Com isso, todos deverão ganhar e entraremos de vez em uma nova era de comércio digital.

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