Fintechs: o que elas podem ensinar aos e-commerces

por Rodrigo Ramos Terça-feira, 12 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

Com a onda mundial das startups, as fintechs passaram a ganhar espaço. O nome, que remete a finanças (Fin) e tecnologia (tech), é dado para as startups que oferecem soluções digitais voltadas para o mercado financeiro.

Fintechs brasileiras

O maior case desse perfil de empresa que temos no país é a famosa startup dos cartões roxinhos. Fundada em São Paulo em 2013, a Nubank estabeleceu como meta transformar a indústria de cartões de crédito. Para isso, permitiu que todo o controle fosse feito por meio de um aplicativo.

O resultado? Se tornaram a primeira aposta do renomado fundo de investimentos Sequoia Capital no Brasil. Esse grupo é responsável por proporcionar grandes quantias para empresas como Google, Facebook, Oracle e Cisco.

Estima-se que o valor de aporte recebido pela Nubank naquele momento foi algo em torno de US$ 14,3 milhões. Em 2017, a fintech lançou o seu programa de benefícios e a Nuconta, que foi também um produto muito promissor.

O que o e-commerce pode aprender com as fintechs

Ao invés de se tornar mais um em meio à uma massa de fornecedores, empresas como o Nubank trouxeram uma proposta de valor realmente inovadora. Além disso, aprenderam a abraçar de forma inteligente o público desbancarizado. O NPS de 87 pontos da Nubank mostra isso.

O E-commerce já passa dos seus vinte anos, e agora começa a viver o início da maturidade. Marketplaces de nicho são a tendência do momento e devem durar por algum tempo, mas o que fazer quando esse modelo de negócio começar a perder sua alta rentabilidade?

Uma lição importante que aprendemos com as fintechs é nunca se dar por satisfeito. Apesar da chegada de novos bancos digitais, a Nubank continua crescendo a todo vapor — e ganha uma multidão de novos lovers a cada dia.

No Brasil, infelizmente — pela falta de qualidade de serviços, de forma geral —, se tornou comum considerar a compra baseada na opção “menos pior”. As startups têm mostrado que o jogo não funciona mais assim. Afinal, em um mundo onde tudo é online, os reviews valem ouro. Isso tem feito as grandes empresas tradicionais se mexerem.

Leia também: A era da experiência customizada: clientes querem soluções personalizadas

Internet das coisas

Nesses poucos anos de mercado digital, muitas coisas evoluiram e certamente não iremos parar nos marketplaces.

Empresas como a Samsung, já apostam em geladeiras inteligentes, um mercado que deve movimentar cerca de US$ 1 trilhão. Você tem alguma dúvida de que as fintechs já estão se preparando para isso?

Qual a saída para o e-commerce?

Infelizmente no Brasil, quando se trata de e-commerce, ainda temos uma série de barreiras, as principais são tributação e logística. Soluções como o Amazon Prime (que fazem entregas em até 2 dias úteis) devem elevar o nível de serviço logístico nos próximos anos.

É inaceitável um cliente demorar mais de 5 dias para receber suas encomendas. Esse tipo de transtorno acaba com o conceito inovador e funcional do e-commerce.

As mudanças são constantes e não podemos ficar estagnados em conceitos que deram certo no passado.
Uma lição que fica para nós:

As fintechs surgiram com um objetivo: aprimorar a experiência do usuário por meio da desburocratização de processos. E isso eles perseguem de forma incansável.

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