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Façamos diferente e a diferença e não mais do mesmo

por Eduardo Oliveira Quinta-feira, 27 de dezembro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

Todos os anos nos deparamos com muitos desafios e novidades apresentados pelo mercado, sejam eles tecnológicos, de processos ou outro tipo de tendências. Seja a nova estratégia de SEM, de SEO, Retargeting, Machine Learning ou seja lá qual for a bola da vez.

Essas questões sempre por perto, seja em eventos, artigos e muitas vezes nas nossas redes sociais e demais fontes de informação online, gerando de forma dicotômica um movimento de necessidade coletiva, em um mercado onde fazer diferente pode ser questão de sobrevivência e continuidade do negócio.

Mudar o Mindset e pensar fora da caixa exige um esforço enorme na mudança desses paradigmas, além de gerar um sentimento de que ‘se não estou com a manada, estou fora’. Pensamento este que é totalmente contrário aos dos exemplos e casos de sucesso do nosso tempo, em sua maioria disruptivos (palavra da moda, mais falada do que praticada). E é exatamente essa característica o principal fator do sucesso.

Parece distante? Devaneio? Então te provoco a pensar comigo; e não precisamos ir longe. Vamos só olhar para as 4 (The Four, como nominado por Scott Galoway): Google, Amazon, Facebook e Apple.

Você acredita mesmo que elas teriam chegado lá repetindo as estratégias comumente utilizadas pelo mercado? Corro risco de parecer ingênuo e bobo na provocação proposta, pois se o modelo por estes escolhido fosse o de seguir a manada teríamos outro Altavista, Book Stacks , Orkut ou MySpace e Motorola.

Trazendo a questão para o nosso mercado, vamos falar de e-commerce.

Há 5 anos, ou mais, falamos em e-commerce B2B e iniciativas de digitalização para a indústria. São muitos artigos, espaço em eventos, uma das salas com maior público no Fórum do E-Commerce Brasil e mesmo assim engatinhamos nesse processo, mesmo estando em vias de completar duas décadas do comércio eletrônico no Brasil.

Podemos ainda trazer à tona a questão do Omnichannel, no qual a discussão sobre o tema, de maneira global, tem tomado espaço cada vez de maior destaque e ainda com poucas iniciativas efetivamente operacionais.

Talvez, nesse caso, seja a tendência de maior mudança e que nos provocará uma série de desafios provocados pela grande mudança e desconstrução de paradigmas ou ainda formas, no mínimo interessantes, de fazer funcionar nossa forma de se relacionar adicionando uma pitada da complexidade do nosso modelo fiscal, tributário e legal em terras Tupiniquins.

Poderia seguir listando… Mobile First, Relacionamento, Humanização e tantas outras que já foram a bola da vez…

A questão é que os pontos tidos como tendências acima citados se tornaram ou tornarão realidade pelo simples fato que são adequações ao comportamento dos consumidores e dos quais não podemos fugir.

Esses novos hábitos e comportamentos de consumos são a visão de mundo de uma geração que vê as relações de formas inconcebíveis caso seja dessa forma: como para uma criança entender por que nem tudo que tem tela que projeta uma imagem imagem é touch.

Sendo boba primeira provocação que fiz, proponho agora uma provocação a la Sócrates onde nos permitamos mais o “só sei que nada sei”, por ele proposto. Vou tentar me explicar.

O volume de informação cada vez maior, somado às mudanças de direcionamentos de forma vertiginosa versus a necessidade, mesmo que não proposital, de estar antenado e sabendo de tudo, por vezes nos apresenta armadilhas de repetir os erros dos outros.

Temos mais de um caso DO-QUE-NÃO-FAZER sendo repetido em nosso mercado, essa repetição de forma descontrolada e na maioria das vezes impensada é que nos provoca a parar e lembrar de Sócrates.

Uma das grandes vantagens de ter acesso à informação e poder aprender com os aprendizados e por vezes erros dos outros, encurtando caminhos e acelerando nossa jornada. Porém, é importante fazer reflexões, ajustes, críticas e validação de que faz sentido a nossa realidade. Sem isso, a repetição sai da esfera de aprendizado caindo na esfera de repetição em massa. E mesmo sem conhecer o negócio de cada um, sei que isso pode não ser um bom caminho.

Não nos falta vontade de fazer diferente, a cada informação, a cada evento vários insights são gerados e muitas vezes nos vemos empolgados e entusiasmados com as possibilidades que aquele momento nos desperta. Mas nossa rotina por vezes nos sabota, inibe nossa criatividade e nos faz esquecer que não somos máquinas, embora em muitos casos pareçamos.

Parece muito fácil olhar de fora, falando sobre essa anestesia coletiva, mas o dia-a-dia nos consome, com tempos, prazos, metas e objetivos, mas PRECISAMOS efetivamente agir.

Aprofundar discussão, trocar experiências, dialogar sem o medo de parecer “o por fora” questionando sobre assunto do meu interesse, mas sobre o qual  você não tem conhecimento, ajudariam muitas operações e projetos a alcançar seus objetivos.

Temos também muitos casos de sucesso em nosso meio que merecem atenção e são fonte de grandes aprendizados, que estão fazendo diferente e a diferença, conseguindo o tão falado modelo disruptivo. Porém, talvez não estejam tão perto dos holofotes mas a estes precisamos dar a devida atenção.

O fazer diferente nos desafia, pois não há um modelo a ser seguido e talvez por isso os que conseguem mudar esse paradigma, conseguem vencer. Onde vencer pode ser, reduzir custo, aumentar margem, otimizar tempo enfim, fazer melhor.

Gostaria de dividir uma técnica inspirada no método proposto pelo Avinash Kaushik para avaliação de métricas, que vou chamar de “E DAÍ?” e falaremos a seguir da sua utilização.

Agora, proponho focar 100% no seu objetivo, naquilo que motiva a execução de um projeto seja ele, atender uma necessidade do seu cliente, resolver um problema da operação, ou desenvolver um canal, mas que você tenha esse objetivo bem claro.

Feito isso, qualquer informação e exemplos que leiamos, assistamos, conversemos, ou seja lá o que for, voltemos ao método do Avinash Kaushik por mim adaptado nesse texto e aplicamos ele por meio da simples perguntinha “E DAÍ?”.

Caso a resposta lhe faça algum sentido para o seu objetivo, sugiro que avalie a utilização e aplicação desse conhecimento adquirido. Por outro lado, se a resposta à simples pergunta não fizer sentido, descarte – simples assim!! E por mais que tenha sido um sucesso para o outro ele não está alinhado, ou não ajudará você a atingir seu objetivo.

Tendo bem claro o O QUE, não é o COMO que irá nos parar!

Pratiquemos mais “E DAÍ?”, saibamos que nada sabemos e que venham as conquistas!

Artigo publicado originalmente na Revista E-Commerce Brasil

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