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Entrega de livros e pequenas encomendas desafiam transportadoras

por Bruno Tortorello Sexta-feira, 15 de abril de 2022   Tempo de leitura: 6 minutos

O mercado editorial vive um grande momento, e parece ter abandonado os resultados ruins do passado. O crescimento do hábito de leitura do brasileiro durante a pandemia continua neste ano, depois de levar o mercado a vender 55 milhões de livros em 2021, 29,3% a mais do que no exercício anterior. Em 2022, até o final de fevereiro, foram vendidos 10 milhões de exemplares, 19,5% acima do mesmo período do ano passado, confirmando que a demanda segue firme e em crescimento.

Os dados, da pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil, realizada pela Nielsen Bookscan e divulgada pelo SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), demonstram que a pandemia impactou positivamente o mercado editorial, como impulsionou o e-commerce, que cresceu 27% em 2021 em relação a 2020, segundo o relatório Webshoppers da Ebit Nielsen. Inclusive, boa parte das vendas de livros no Brasil ocorre via comércio eletrônico, de modo que livrarias chegaram a dobrar o faturamento com as vendas de exemplares pela Internet.

Em relação à logística, as entregas de livros cresceram na mesma proporção nas transportadoras e nos operadores logísticos que atuam com o e-commerce e são especializados nos envios de pequenas encomendas. Esse movimento traz ainda mais oportunidades de negócios, mas, por outro lado, exige que as empresas de entregas de última milha ofereçam soluções e infraestrutura para otimizar as operações e aprimorar a experiência de compra dos e-shoppers.

A infraestrutura necessária começa com a mecanização e a automação dos centros de distribuição, hubs ou terminais de cargas das transportadoras, que devem possuir esteiras e sorters capazes de realizar triagens ágeis e seguras dos livros e das demais pequenas encomendas. Com isso, muito mais remessas são processadas em menos tempo, permitindo os despachos para as praças de destino no mesmo dia ou no dia seguinte.

Ter capilaridade nacional, com filiais, franquias e centros de operações espalhados pelo país, em todas as capitais e principais centros econômicos, e contar com uma frota robusta de caminhões e veículos mais leves e utilitários são também requisitos essenciais em termos de infraestrutura para atender ao e-commerce e ao mercado editorial.

No que diz respeito às soluções, uma infraestrutura robusta viabiliza a oferta de vários tipos de entregas, o que significa conveniência para toda a cadeia logística e a concretização de mais vendas em varejistas virtuais e marketplaces. Para isso, os investimentos em tecnologia permitem oferecer, por exemplo, as soluções Out of Home (fora de casa), que são alternativas ao delivery.

Por meio de PUDOS (pontos Pick up e drop off) ou lockers, a solução fora de casa, além de ser prática e conveniente, reduz significativamente o insucesso e os custos logísticos para os embarcadores e os consumidores, já que é, em média, 20% mais barata do que a entrega domiciliar. Com ela, o frete grátis de livros pode ser mais facilmente oferecido.

Nesses pontos, os sellers de marketplaces podem agilizar as entregas de pequenas encomendas, imprimindo diretamente a etiqueta de identificação do produto a ser depositado e enviado ao comprador.

Outro fator importante, este na oferta dos serviços de delivery, é que as transportadoras estão enviando mensagens via SMS para os dispositivos móveis dos consumidores avisando o horário de entrega da encomenda, com precisão de até uma hora do informado. Esse serviço digital proporciona conveniência e previsibilidade na logística dos livros e de pequenas encomendas, já que o consumidor consegue se programar.

Portanto, oferecer facilidade e previsibilidade é uma tendência de mercado que precisa ser acompanhada pelo varejo da Internet e pelas transportadoras que atuam com o e-commerce.

No mercado editorial, a alta na venda de livros caminha de forma interligada à expansão do e-commerce e, consequentemente, ao setor de logística de entregas. Por isso, embarcadores e transportadoras devem aproveitar o bom momento para incrementar a experiência de compra e de entrega dos consumidores, a fim de elevar conversões de vendas e a fidelização nas lojas virtuais e nos marketplaces.

Leia também: Sete dicas para agilizar a entrega de produtos na sua loja online

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