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E-Wallets: o futuro dos meios de pagamentos e os avanços no e-commerce

por Ari Gorenstein Sexta-feira, 27 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

As discussões e as novidades envolvendo os meios de pagamentos digitais crescem a cada dia. Há iniciativas do Banco Central, com o projeto de “pagamento instantâneo”. Empreitadas de grandes bancos, como o Iti do Itaú, ou as soluções proporcionadas pelas fintechs, também confirmam isso. Portanto, vivemos sim um momento de grandes inovações e transformação.

No e-commerce, a penetração dos meios pagamentos digitais assume um ritmo mais acelerado. As carteiras eletrônicas, também chamadas de e-wallets, desembarcaram no Brasil em meados de 2018. Hoje, já são uma realidade em diferentes segmentos, com tendência de um avanço exponencial para os próximos anos.

Caminho sem fricção

Podemos elencar uma série de fatores que justifica esta expectativa. Os principais deles são a melhora da usabilidade para o cliente e um número crescente de plataformas que aceitam as novas opções de pagamento. Um dos grandes ofensores de conversão de vendas em um e-commerce é o que chamamos de fricção na jornada de compra. O caminho para o cliente, até a finalização, deve ser o mais amigável e intuitivo possível. E as carteiras eletrônicas eletrônicas fazem com que uma das etapas que, normalmente, pode apresentar mais atrito — que é o checkout — seja muito facilitada. Muitas empresas e varejistas entenderam os benefícios e passaram a oferecer os modos de pagamento eletrônicos aos seus clientes.

Com este modelo, o cliente precisa registrar menos dados na hora de efetuar o pagamento. O fluxo fica muito mais prático e, indiretamente, podemos dizer que as carteiras eletrônicas favorecem o processo de conversão de vendas.

As e-wallets foram desenvolvidas exatamente para os dispositivos móveis. Tratam-se de aplicativos que criam uma identidade digital com dados financeiros e utilizam soluções criptografadas e “tokenização” para trazer segurança às transações.

Universo dos smartphones

Um levantamento da Adyen — empresa global de pagamentos online de soluções como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay para o Brasil — mostra que quase 40% das transações intermediadas por ela em território brasileiro já são feitas via smartphones. No mundo, este percentual chega a 70%. Existe portanto ainda bastante espaço para crescer.

Se tivermos como benchmark o avanço dos meios eletrônicos no mercado chinês, o potencial de penetração impressiona. Estima-se que cerca de 70% da população economicamente ativa chinesa utilizam as carteiras digitais como principal meio de pagamento.

E-wallets e os desbancarizados

Outro ponto extremamente importante, e que favorece este avanço, é o fato de o Brasil ainda contar com uma população desbancarizada muito grande. Os últimos levantamentos do Instituto Locomotiva mostram que mais de 45 milhões de brasileiros não possuem conta em banco. Em contrapartida, o Brasil possui 230 milhões de celulares ativos no País — ou seja, mais de um dispositivo por habitante.

Hoje, as carteiras digitais ainda não fazem o papel de inclusão desta população desbancarizada. No entanto, seguindo o movimento chinês e considerando a abrangência dos smartphones no País, seguramente haverá um momento que as carteiras eletrônicas assumirão este papel.

Os custos envolvidos são mais um fator que favorece este movimento. Com a taxa de juros básica no menor nível histórico, a busca por meios de pagamentos mais baratos será constante. E as carteiras eletrônicas utilizam um modelo muito mais acessível que o sistema tradicional.

E-wallets no Brasil

No Brasil, assim como na China, o ambiente atual é propício e as transações caminham para o smartphone. Aqui na empresa, por exemplo, vemos uma enorme progressão neste sentido. Atualmente, mais de 50% das vendas já são feitas via aplicativo. Como meio de pagamento, aproximadamente 10% de todas as compras do e-commerce, considerando site e aplicativo, são realizadas via e-wallets. Considerando as expectativas de avanço das carteiras digitais e, simultaneamente, o avanço das vendas via aplicativo, nada mais natural que uma migração e uma conjunção de objetivos.

Como resultado, todos ganham: melhor jornada de compra para o cliente; mais rápida a conversão da venda; menores taxas envolvidas. Um cenário perfeito que favorece o comércio eletrônico.

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