É possível vender no e-commerce sem ter estoque?

por Alessandro Silveira Quarta-feira, 07 de abril de 2021   Tempo de leitura: 6 minutos

No varejo físico, o mais comum é vender o que se tem em estoque à pronta entrega — também havendo a possibilidade de encomendar produtos específicos. Essa lógica também é praticada no e-commerce, quando os sellers mantém seus estoques abastecidos para anunciar online. Mas, você sabia que é possível ter uma loja virtual sem estoque?

Atualmente existem opções eficientes para vender online sem a necessidade de um espaço de armazenamento próprio. Para seguir esse modelo, é necessário estudar bem o seu nicho, a relação com fornecedores e a estrutura do seu e-commerce.

Conheça as principais alternativas nos tópicos a seguir.

Dropshipping

Nesse sistema, o seller “terceiriza” os setores de estoque e logística com uma empresa nacional ou internacional, ou seja, a única preocupação é gerenciar seu e-commerce e anunciar os produtos. O pedido é realizado pela própria loja virtual e encaminhado ao fornecedor, que será responsável pela expedição e entrega da mercadoria.

Ao utilizar dropshipping, você estará vendendo produtos unitários — em vez de adquirir lotes dos fornecedores. Há menos chances de prejuízos, porém, também reduz sua margem de lucro. Outro ponto a ser considerado é que você não terá total controle da qualidade do serviço, portanto, escolha parceiros comprometidos e com boa reputação.

IMPORTANTE: antes de criar um negócio online com dropshipping, tanto a plataforma quanto o fornecedor precisam trabalhar com esse sistema. Além disso, saiba que o pós-venda terá participação do seller e do fornecedor, já que o envio do pedido será feito por terceiro.

Fulfillment

Assim como o dropshipping, o fulfillment envolve a terceirização de estoque. A diferença é que o lojista precisa adquirir um estoque e depois enviá-lo ao armazém da empresa que fará todo o processo de expedição e entrega.

Marketplaces como Amazon, Mercado Livre e B2W (Americanas.com, Shoptime.com e Submarino) oferecem essa possibilidade. Além de facilitarem o controle logístico para os sellers, oferecem mais visibilidade dentro das plataformas.

Just in time

Vendas no formato just in time não são muito populares, mas podem funcionar no e-commerce. O lojista (revendedor) compra os produtos para repassar ao consumidor final somente após o pedido ser concluído e tiver confirmação de pagamento (boleto, transferência, Pix, cartão de crédito/débito, etc.). A logística também fica a cargo do fornecedor, reduzindo ou eliminando a necessidade de estoque próprio.

Negociação a prazo

Nesse caso, você negocia volumes ou lotes específicos de mercadorias com condições e preços diferenciados junto ao fornecedor, que manterá essa quantidade reservada em seu próprio estoque. Ao receber as demandas de pedidos, ele fará os envios.

Vender como afiliado

Esse modelo funciona do seguinte modo: você aproveita seu blog, canal no YouTube ou página em redes sociais abordando assuntos de um nicho específico, como alimentação sem glúten, por exemplo. É possível utilizar a visibilidade desses canais para divulgar links de lojas virtuais parceiras, vender como afiliado e ganhar comissão por cada venda realizada.

Produtos digitais

Você já percebeu como estamos utilizando cada vez mais produtos digitais? E-books, revistas, cursos, pesquisas segmentadas, infográficos e até mapa astral ou projetos arquitetônicos ganharam versões que não precisam de produto físico nem de logística. Esse é um nicho que ainda tem muito espaço para ser explorado no comércio eletrônico — especialmente no momento de pandemia que ainda estamos vivendo.

É vantajoso não ter estoque?

Optar por uma loja virtual sem estoque tem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas antes de iniciar ou migrar para esse modelo.

Vantagens

  • Baixo investimento (você não precisa alugar ou comprar um espaço físico);
  • Flexibilidade (se decidir mudar de segmento ou nichar ainda mais sua operação, não precisa se preocupar com o que fazer com os itens estocados);
  • Diversidade (é possível expandir mais o portfólio de produtos, tanto na operação totalmente sem estoque quanto num modelo híbrido, ou seja, parte estoque próprio, parte tercerizado);
  • Otimização de tempo (não é necessário ter funcionários dedicados à expedição e logística).

Desvantagens

  • Prazo de entrega (em alguns casos, o tempo para o pedido chegar até o cliente costuma ser maior, portanto essa variável deve ser considerada);
  • Logística reversa (embora a maioria dos sellers prefira não se envolver com trocas e devoluções, esse procedimento é mais demorado quando feito pelo fornecedor);
  • Sincronia de estoque (é mais difícil, mas não impossível, sincronizar a disponibilidade de itens na sua loja virtual);
  • Controle de qualidade (você não será 100% responsável por todos os setores da operação);
  • Dependência (perde-se um pouco de autonomia, tornando-se dependente dos fornecedores).

Levando os prós e contras em consideração, avalie qual modelo será mais vantajoso para seu e-commerce com base nos critérios acima. Muitas vezes uma loja virtual sem estoque é vantajosa para quem está começando, com a possibilidade de criar seu próprio armazém conforme o crescimento da operação.

Sucesso nos negócios!

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