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Serviços enfeitados que usamos no e-commerce

por Mauro Tschiedel Terça-feira, 15 de maio de 2018   Tempo de leitura: 7 minutos

Dias atrás refleti sobre como evoluímos tecnologicamente em alguns setores, enquanto em outros estamos operando igual a “idade de pedra lascada”.

“Mas tu tá sendo pessimista”, sim, mas se olharmos só as coisas boas nunca vamos evoluir. Meu sócio diz que quando está tudo bem não temos o que fazer. É hora de parar e olhar para o que tá errado, pois ali tem oportunidade.

Vou explicar melhor: imagine uma casa construída nos anos 90 e uma construída hoje. O que mudou em quase 30 anos? Vou citar alguns pontos:

  • janelas, mudança de material, de vidro, mas continua sendo janelas;
  • os pisos continuam pisos, riscam, mancham trincam;
  • tijolos e cimento, mudança de tamanho, da tecnologia do material, mas as paredes continuam ali, depois de pronto, não importa do que é feito.

Conceito

Sim, a casa foi feita para se viver dentro. Como nada mudou demais, porque está cada dia mais caro construir uma casa? O “conceito” central de residência não mudou muito, então por que o custo subiu?

Podemos ir para carros: 4 rodas, motor, direção e caixa de marchas. Pronto, temos um carro na visão simplista. Sim, mas tem airbag (alguns por obrigação da lei), motor de 3 cilindro, etc. Tá, quando você senta para dirigir, qual a função dele? Te levar aonde você quer ir. Para o usuário, têm coisas intangíveis, mas o “conceito” não mudou muito.

Então, sobre essa mesma reflexão que fiz dias atrás sobre e-commerce, alguns vão dizer que estou ficando louco.

Oscommerce

Nos idos anos 2000, existia e ainda existe uma plataforma chamada de Oscommerce, que era da mesma “geração” do phpnuke, xoops, joomla/mambo, etc. Ela permitia vendas pela internet. Sim, em 2000. O que ela fazia: permitia a pessoa escolher um produto, colocar no carrinho, pagar e você enviava. Sim, isso em 2000.

Pare e olhe seu e-commerce. Veja se ele não é a mesma coisa que “antigamente”. Possivelmente, se dará conta que estamos fazendo mais do mesmo. Mudamos o material da janela, pintamos com outras cores a casa, colocamos um cimento de secagem mais rápida, mas o principal está igual. Temos ajax, plugins, SaaS, API, etc, que facilitam a vida, mas no final das contas, ainda estamos fazendo o que o Oscommerce fazia.

Se você vende um serviço para e-commerce e for vender algo para um lojista, leia este artigo até o fim e pense: isso  vai realmente agregar algo ao lojista ou este serviço está fazendo a mesma coisa que antes, só mudando o material da janela?

Quando receber o contato de um serviço para o seu e-commerce, perceba se ele não está oferecendo o básico e não passa de um “tijolo enfeitado”.

Algumas dicas para prestar atenção nesta decisão:

  • se o custo de usar esse “tijolo enfeitado” será recorrente e se você ficará refém deste custo;
  • verificar se sua plataforma já não tem o recurso e você não o usa por desconhecer sua existência;
  • caso sua plataforma realmente não o tenha, quanto custa para ser implantado?

Muitos serviços, em uma análise simples, fazem o que muitas plataformas já fazem, só mais “bonitinho”.

Quer um exemplo? Os scripts que abrem popup oferecendo produtos ou cadastro de e-mail quando você vai fechar o navegador. Aquilo é básico. Pagar por isso chega a ser uma afronta ao velho oscommerce, ou seja, é um “tijolo engomadinho”.

Quer mais exemplos? Ter um recuperador de carrinho abandonado feito por um terceiro. Nada mais é do que um e-mail enviado ao cliente que se cadastrou no seu site e colocou um item no carrinho.

Mais um exemplo então: deixar que os comentários nos produtos sejam administrados por um terceiros e pagar por isso. Para mim, é meio incoerente, sendo o básico de quase todas as plataformas.

Precisamos realmente evoluir e melhorar nossos e-commerces. Como fazer isso? Não sei. Mas pagar para algo básico com o cenário financeiro de nossos e-commerces é desnecessário e incoerente.

Decida você qual a melhor alternativa para o seu negócio, mas lembre-se que o básico ainda é básico, por mais bonitinho que seja, e pagar caro para isso não é saudável para o seu negócio.

DICA 1:

Se você acha que seu negócio irá sobreviver por ter serviços de terceiros, está equivocado. O seu negócio existe por outros diferenciais. Eles podem ajudar, mas não vão te salvar.

DICA 2:

“Não entendo nada de programação. Como vou avaliar o serviço?” O seu braço de programação do e-commerce é a plataforma, quando terceirizada. Ligue para eles e pergunte, pergunte, pergunte e se não entender, pergunte novamente e decida qual o melhor caminho.

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