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A hora do e-commerce nos marketplaces é agora!

por Elaine Ciolari Quarta-feira, 04 de abril de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Números recentes publicados pela Ebit revelam que, juntos, marketplace e e-commerce faturaram 121,1 bilhões em 2017, com destaque para os marketplaces com alta de 21,9% em relação à 2016.

Tivemos recentemente o fenômeno de busca e de não compra nestes canais, onde o cliente navegava, porém, efetuava a compra na loja física. Em um estudo da MindMiners sobre o futuro do varejo, 67% dos entrevistados afirmaram já terem usado o smartphone dentro de uma loja física para comparar preços de um produto que queria comprar.

Este comportamento ainda não morrerá, mas a tendência de fechamento da compra online influenciada pela maior segurança proporcionada, possibilidade de devolução e preços menores é clara e seus produtos precisam estar onde o cliente está acostumado a navegar. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) calcula que o Brasil atingiu a taxa de um (01) smartphone por habitante em 2017.

É fundamental às empresas que já possuem processos de precificação e entregas ajustados e conseguem administrar bem seu estoque estarem nas grandes vitrines de marketplaces. Não é difícil vermos “cases” em que a estratégia de vender nos marketplaces se torna mais importante para a empresa do que o próprio “e-commerce” — muitas vezes devido ao volume de vendas desses canais. Mas, e o lucro? Trabalhar com esta modalidade requer um controle minucioso de margem e deve ser analisada a composição de impostos, comissões e principalmente custos com logística, já que recentemente tivemos uma alta sem precedentes nos preços de tarifas dos Correios que atende a maior parte dos lojistas de e-commerce.

Serviço de assinaturas de categorias com compras recorrentes

Este ano veremos ainda uma nova modalidade de consumo crescendo em marketplace: o serviço de assinaturas de categorias com compras recorrentes. Este mercado é promissor, pois gera fidelização do cliente e uma recorrência mensal importante para o fluxo de caixa. Um exemplo relevante no mercado nacional é a de distribuição de vinhos com players que possuem esta estratégia bem definida.

Porém, haverá espaço para outras categorias, como maquiagem, cuidados pessoais, higiene, rações para animais, suplementos alimentares e cursos didáticos, que poderão ser comercializados com cobranças automatizadas. Outro crescente para grandes players é o serviço de coleta e fullfilment oferecido por alguns marketplaces. Uma grande aposta será a “retirada em loja”, onde o consumidor fecha o pedido online e retira por conta própria na loja mais próxima, diminuindo custos com logística e reclamações por atraso na entrega.

Em qual marketplace?

O empreendedor deve, no entanto, analisar quais marketplaces fazem sentido à sua categoria de produtos. Se vende móveis, por exemplo, faz muito sentido estar na Via Varejo, onde há lojas como Casas Bahia, Extra e Ponto Frio e o consumidor correlaciona facilmente este sortimento na hora de comprar. Ainda para esta categoria, entendo como relevantes os marketplaces B2W, Walmart, Carrefour, WebContinental, Buscapé e Mercado Livre.

No caso da moda, uma das sugestões frequentes é procurar por marketplaces como Dafiti ou Netshoes — se tiver uma linha mais esportiva. Outra dica é o Mercado Livre: ele está investindo nesta categoria com bons resultados. Os marketplaces de nicho também são uma opção para diversas categorias com um ticket maior. Estas avaliações são fundamentais para não perder tempo nem dinheiro.

Como gerenciar tantas variáveis: canais, estoque, status e preço

Para conseguir trabalhar com todos estes canais, controlar seu estoque online e adequar uma política de preço para cada um (já que as comissões são diferentes), uma solução fácil e prática é ter como parceiro um HUB de integração. Existem alguns no mercado para fazer as atualizações de preço, prazo e estoque, e outros mais avançados, com funcionalidades estratégicas que permitem escalar suas vendas. Entre as mais inovadoras, estão: como fazer campanhas pontuais ou atualizações com um clique, e mostrar onde o e-commerce está tendo consultas de frete, porém sem fechamento do negócio (apontando falha de competitividade em logística). Funcionalidades que garantem a integridade das transações, com retentativas de atualizações e ferramentas em constante evolução. Afinal, os Marketplaces lançam funcionalidades diferentes o tempo todo e, claro, suas vendas não podem parar!

É tempo de expandir seu negócio e expor seus produtos em mais vitrines: este ano temos Copa do Mundo (inclusive com previsão de aumento de 20% para categorias esportivas e televisores) e boas perspectivas econômicas, com inflação sob controle e crescimento do PIB. A hora é agora!

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1 comentário

Comentários

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  1. Compartilho da visão da Elaine Ciolari, a entrada em marketplaces é uma ótima oportunidade para varejistas, onde consegue ter seu produto sendo exposto nos maiores canais de vendas do mercado.
    Com os consumidores mais familiarizados com as compras online, podemos ver que pessoas que tinham receio de acessar um site para realizar uma compra, esta cada vez menor e consequentemente trazendo bons resultados neste segmento como bem apresentado no artigo.

    Responder

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