E-commerce na contramão da crise

por Felipe Martins Quinta-feira, 20 de abril de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

No ano de 2016, o Brasil sofreu uma intensa crise econômica que gerou tumultos e transtornos em diversas áreas do cenário nacional: indústria, educação, agropecuária e, claro, varejo. Vimos o número de vendas despencar em diversos segmentos. Mas, em contrapartida, o mercado virtual manteve-se atuante e vendedor.

Sem deixar a “peteca cair”, as vendas virtuais tiveram um crescimento de 7,4% em comparação com o ano anterior, registrando assim, R$44,4 bilhões de faturamento. Vale detalhar, entretanto, que houve muito trabalho, divulgação, estratégia de preço, pagamento e mercado para manter os consumidores consumindo. E deu certo.

O relatório WebShoppers, em sua 35ª edição, registrou que 48 milhões de consumidores compraram no comércio eletrônico pelo menos uma vez no ano, ou seja, uma alta de 22% em relação a 2015. Esses números representam, nada menos, que 1/4 da população nacional fazendo do e-commerce a sua modalidade de consumo, revelando a oportunidade de crescimento ao varejo nas lojas virtuais.

Estratégias que vieram para ficar

Vendas por dispositivos mobile

Um total de 21,5% das transações online foram realizadas através de smartphones em 2016; sendo que no ano anterior, o share do m-commerce teve alcance registrado de apenas 12%.

O que antes era apenas uma tendência, hoje se faz realidade para os consumidores do mercado virtual. Fica, portanto, o alerta: Se você não investir em MOBILE agora, se odiará [ainda mais] depois. Prepare, portanto, o seu e-commerce para realizar negociações completas e simples através de smartphones e tablets.

Ofertas da Black Friday

Outra estratégia que auxiliou o e-commerce a driblar a crise econômica em 2016, e veio para ficar são as ofertas da Black Friday. A última sexta-feira do mês de novembro já se tornou famosa pelos preços promocionais e pelas oportunidade de consumo de produtos antes das negociações natalinas.

E, no último ano, foi registrado um faturamento de R$1,9 bilhão em 24 horas de negociações, o que equivale a 13 vezes a média de um dia de vendas comum. Diante disso, revela-se o poder desta data, que não pode mais ser ignorada pelos empreendimentos que desejam manter seus rendimentos altos.

Conhecimento de público e mudança de mercado

Um fator de grande relevância no mercado sofreu mudanças interessantes. O querido frete grátis caiu dois pontos percentuais e 61% das compras foram feitas com frete pago em 2016.

Essa alteração revela consumidores mais maduros na hora de comprar, mais preocupados com a qualidade do produto e com o período de entrega das mercadorias. A partir de agora, vale estudar ainda mais o público consumidor para entender suas preferências e oferecer aquilo que, justamente, eles desejam e esperam da sua loja virtual.

As expectativas permanecem crescentes

A consultoria E-bit prevê que o e-commerce deverá crescer 12% neste ano de 2017, com estimativas que alcançam a faixa dos R$50 bilhões. Esse total é completamente possível de ser alcançado uma vez que novas estratégias de consumo chegam ao mercado.

Cabe, portanto, aos lojistas certificarem-se de que seus e-commerces estão devidamente preparados para atender às demandas do mercado e às exigências dos consumidores. O brasileiro continua consumindo, basta entender as condições ideais para levá-lo a sua loja virtual.

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