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E, M, L... não importa qual letra venha antes de “commerce”, é tudo comércio

por Jose Larrucea Segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Se pensarmos na origem da palavra “commerce”, veremos que ela data do período entre 1530 e 1540 e vem de uma mistura do latim com o francês commercium, que significa ‘troca entre pessoas’. Esse conceito se manteve praticamente inalterado por séculos até, muito recentemente, sofrer uma transformação com o surgimento de um novo e poderosíssimo canal de vendas. Sim, estamos falando do universo digital, o e-commerce.

Desde o início, o novo canal foi testado e explorado por inúmeras empresas. De  grandes companhias a pequenas start-ups, quase todas fizeram suas apostas no novo mercado e, ainda hoje, muitas se lançam neste modelo de negócio de inúmeras maneiras.

O comércio eletrônico acostumou o usuário a comprar de uma forma muito mais simples, disponibilizando catálogos inteiros para os usuários e detalhadas descrições dos produtos. A possibilidade de finalizar a compra do conforto de casa era a cereja do bolo. Além disso, a entrega e troca dos produtos era feita dentro de um período razoável de tempo (de 2 a 5 dias).

Se focarmos apenas no Brasil, veremos que o comércio eletrônico ainda é uma tendência, com previsão de crescimento de 15% em 2017 independentemente da crise econômica, impostos, logística e quaisquer outros problemas que tanto as empresas quanto os consumidores possam enfrentar nesse meio tempo.

Conhecendo os desafios do país,  entidades públicas como os Correios, por exemplo, criaram modelos para incentivar esse tipo de comércio por aqui. O e-Sedex, por exemplo, é um modelo de serviço de entrega mais barato oferecido com exclusividade para as lojas virtuais para fomentar o setor. Porém, no final de 2016, a estatal anunciou a descontinuidade do serviço, gerando uma verdadeira dor de cabeça para muitas empresas com relação a logística e entrega. Posteriormente, uma entidade conseguiu liminar que mantinha o e-Sedex, mas o caso ainda está na Justiça.

Mas o que isso significa para o e-commerce, uma vez que a gestão do frete será muito mais agressiva para as empresas e usuários se o serviço dos Correios realmente acabar?

Vamos olhar agora para o oriente, mais especificamente a China. Lá, observamos o avanço do Same-Day-Delivery (SDD). Trata-se de um novo modelo de e-commerce para supermercado, comida, farmácia, entre outras categorias de produtos e serviços, com entregas feitas no mesmo dia – ou em apenas algumas horas. O crescimento deste novo segmento é meteórico se comparado com o e-commerce tradicional.

Trata-se de uma tendência disruptiva que está começando a tomar corpo no Brasil e promete transformar completamente o modelo de logística do comércio online por aqui. Players como iFood e o Uber estão investindo seriamente nesta oportunidade, principalmente no que diz respeito à entrega de comida, que movimentou 9 bilhões de reais em 2015 de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Esses números já fazem saltar os olhos mas, se olharmos para todo o mercado de pequenos negócios que ainda podem se beneficiar desse serviço e que correspondem a 30% do PIB nacional, vemos o potencial de crescimento que este modelo de entrega mais eficiente pode oferecer.

Mas, como nem tudo são flores, nós compreendemos que, embora as possibilidades de negócios sejam infinitas, ainda existem muitos entraves neste modelo – como, por exemplo, entregar uma televisão ou um freezer dentro de um dia em um país de dimensões continentais. Pequenos empresários, grandes varejistas e outros players terão de enfrentar obstáculos para fazer acontecer.

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