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As boas perspectivas para o e-commerce no Brasil e na América Latina

por Thiago Chueiri Sexta-feira, 03 de novembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Boas notícias para o varejo online na América Latina, especialmente no Brasil, estudos recentes apontam que, seguindo uma tendência mundial de consolidação e expansão, o comércio digital continuará a crescer na região.  

De acordo com pesquisa da eMarketer, a porcentagem de usuários de internet latino-americanos que farão pelo menos uma compra online será de 51,1% em 2021. Em 2016 eram 47,2%, e este ano são 48,8%, sendo que, ao final de 2017, o país com maior índice de compradores online na região será a Argentina (55,7%). O Brasil fechará com 47,7%, mas irá gerar a maior receita de vendas, chegando a US$ 16,05 bilhões.

Isso demonstra, de maneira inequívoca, que os consumidores e varejistas brasileiros estão prontos para absorver o e-commerce e, principalmente, as novas tecnologias de pagamentos eletrônicos, que garantem rapidez e segurança ao processo.

Os dados da eMarketer também revelam as peculiaridades dos países da América Latina no que diz respeito às tendências de compras e aos métodos de pagamento. No Brasil, os consumidores preferem comprar roupas, sapatos e dispositivos eletrônicos, enquanto na Argentina e no México predominam ingressos e passagens.

Na hora de finalizar a transação, cerca de 60% dos compradores mexicanos já utilizaram PayPal como forma de pagamento, enquanto, no Brasil e, principalmente, na Argentina, o cartão de crédito é o método preferido (77% e 88%, respectivamente).

Nesse contexto, é importante lembrar o crescimento do uso do celular como ferramenta de compras online: os smartphones já respondem por 20% das receitas do comércio digital latino-americano, segundo estudo da comScore. Mas é preciso observar que, embora os usuários de dispositivos móveis gastem mais tempo visitando e-commerces, são os clientes na frente do computador que compram mais.

Ainda de acordo com a comScore, mais da metade dos internautas latino-americanos visita sites de comércio eletrônico. No entanto, no momento crucial da transação, apenas 35% das compras são feitas no ambiente virtual. Ou seja, um dos desafios para os negócios online da região é fazer com que os internautas optem por comprar via web, em vez de ir até uma loja física para adquirir o produto.

O custo de entrega é um dos obstáculos para que isso aconteça, já que os pesquisadores da comScore descobriram que 3 de 5 compradores estão dispostos a abandonar a transação quando há uma taxa extra para envio da mercadoria.

Outro ponto crucial é a segurança: a Euromonitor apurou que cerca de 47% dos brasileiros ainda preferem não compartilhar suas informações financeiras em ambientes virtuais. Contudo, é um índice que tende a cair com a disseminação das carteiras digitais como o PayPal, que não compartilha os dados financeiros dos compradores com as lojas virtuais.

Além de realizar protege a compra online por meio da criptografia de  dados pessoais e monitoramento em tempo integral das transações, o que reforça o trabalho de prevenção de fraudes e roubo de informações. Já são 7,8 milhões de usuários ativos na América Latina e 3 milhões no Brasil. As digital wallets são a “senha” para que o e-commerce no País e na região fique cada vez mais forte.

 

Veja mais desses no Paypal.

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