Olhe através de sua janela.
Está chovendo? Dependendo da natureza de seus produtos, é provável que seu e-commerce apresente uma oscilação de vendas, afetando sua taxa de conversão e seu ticket médio. Uma conclusão que poderia se retirar desse caso em especial seria que, pela influência da chuva, seu consumidor preferiu ficar em casa e desistiu da compra, ou preferiu ir até sua loja online, do que ir na loja física comprar o produto e arriscar se molhar no caminho. Um estudo realizado em Seattle em 2012 utilizou este acontecimento como exemplo – alertando os varejistas do e-commerce para que comecem a se preocupar com esses momentos, além dos tradicionais feriados (Dia dos Namorados, Natal) e eventos (Black Friday, Cyber Monday). Entretanto, podem existir diversos outros fatores que podem influenciar o processo de compra dentro de seu negócio, exigindo que, para que se acerte na adoção de estratégias, seja necessária a análise profunda de dados em tempo real e não sua intuição.
Dentro do estudo, a autora percebeu que uma tendência havia se estabelecido ao descobrir que dias ensolarados nos finais de semana em Seattle resultavam em uma queda significativa (entre 10 e 12%) nas vendas para varejistas dos setores de itens para casa, mobiliário, atacadistas e roupas, indicando que os moradores da cidade preferem ir até o local de compra com um clima menos quente. Conclui-se que as condições climáticas podem interferir diretamente na decisão do seu consumidor de comprar online ou não, fazendo com que o clima comece a se consolidar como mais uma variável que os profissionais de marketing da sua empresa precisam se preocupar, no mundo do e-commerce.
Uma análise da Trefis, publicada pela NASDAQ, mostra como o impacto do clima pode ser desastroso em algumas situações. As vendas dos varejistas de rua foram severamente impactadas pelo desempenho ruim da economia americana em 2013, junto às fortíssimas nevascas do início de Janeiro, resultando em uma queda de 15% no volume de transeuntes nas ruas, durante a temporada de Natal. Uma das grandes prejudicadas pelo clima extremamente ruim no e-commerce foi a Amazon, pois seus serviços de entrega (UPS e FedEx) sofreram com a mesma nevasca, forçando a distribuição de brindes para os clientes afetados e insatisfeitos, para evitar a perda dos mesmos para concorrentes.
A análise do clima também permite que os esforços da empresa sejam concentrados nos momentos corretos. Em 2007, a Ace Hardware, tradicional empresa de ferramentas dos EUA, contratou uma empresa para poder se planejar na venda de dois produtos: pás de neve e limpadores de neve. Quando uma nevasca se aproximou com maior intensidade, a Ace Hardware já sabia para onde direcionar seus esforços de reposição de estoque e se tornou a empresa com maior número de vendas de produtos em locais onde não era esperada uma nevasca forte (houve um aumento de venda em 600% nas pás de neve e uma redução de 35% do estoque dos limpadores de neve, em um período de duas semanas).
Cada vez mais o mercado de e-commerce e varejo procura utilizar ferramentas que otimizam o marketing e a logística através de data mining/análises de Big Data (veja aqui no blog) e a nova vantagem se estabelece sobre a análise do clima em tempo real, que ajuda a planejar estratégias de acordo com a previsão/atual tempo. A quantidade de variáveis que afetam o e-commerce, desde prospectar o potencial cliente para o seu site até a entrega do produto, é grande demais para que sua análise seja realizada sem o apoio de um software dedicado para tal – principalmente porque retorna a análise dos dados em tempo real, o que nunca seria possível sem ele.
Usando esses dados, varejistas poderão prever o comportamento do consumidor através de sua localização, seu histórico de compras e flutuação de tendências sobre produtos, baseados nas condições do clima e variação de temperatura (como por exemplo, a flutuação do ticket médio de acordo com os diferentes climas, quais são seus produtos mais vendidos e a partir de quantos ºC suas vendas começam a aumentar/diminuir). Com isso, a análise de Big Data de clima se torna um fator-chave para disparo de CTAs (call to action) personalizados, como e-mails, campanhas PPC (pay per click) no Google Adwords (onde campanhas aparecerão somente de acordo com determinado clima naquele exato momento – a IKEA já aplicou este conceito em sua estratégia) e também sites personalizados, visando uma maior taxa de conversão e consequentemente uma maior receita.