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Drones, livestreaming e compras por voz: veja as exigências do consumidor na economia

por Tiago Girelli Quarta-feira, 03 de julho de 2019   Tempo de leitura: 8 minutos

A velocidade crescente das transformações digitais tem impacto diretamente nas expectativas dos consumidores. Se antes mudanças significativas demoravam anos (e até mesmo décadas) para acontecer, hoje esse período de atualização é muito mais rápido — e os consumidores têm se adaptado cada vez mais rapidamente a elas.

É só pensarmos nos antigos aparelhos de VHS. Demoraram anos até que os DVDs se popularizassem e substituíssem as antigas fitas que precisavam ser rebobinadas. Entre essa nova tecnologia, o Blu-ray e as plataformas de streaming em full HD, poucos anos se passaram. Hoje parece extremamente arcaico depender de uma mídia física para assistir a um novo lançamento.

A mesma tendência se repete em diversos meios: do discman para o iPod e então os serviços como Spotify e Deezer. Dos computadores que ocupavam grandes espaços para os notebooks e, hoje, os smartphones que concentram grande parte da vivência digital da maioria dos usuários.

Com o comércio não poderia ser diferente. A consolidação do e-commerce trouxe novas possibilidades de consumo e o que é novidade em um dia, torna-se praticamente o padrão poucos meses depois. Para o consumidor atual é praticamente indiferente onde ele teve contato com uma nova forma de ação — ele espera que todos os outros canais adotem rapidamente o mesmo padrão de serviço.

Leia também: Como o livestreaming está transformando o e-commerce na China

Quem experimentou os benefícios do omnichannel considera uma viagem de volta ao tempo descobrir que uma loja física pratica preços diferentes de seu componente virtual e que não recebe a devolução de um produto comprado online.

Promessas para o futuro

A tendência é que esse processo se intensifique cada vez mais. Com o surgimento de novas tecnologias e possibilidades em um ritmo acelerado, é fundamental que os lojistas estejam preparados para essas mudanças e saibam que a sobrevivência do seu modelo de negócios depende da correspondência com as expectativas crescentes dos consumidores.

Integração de canais, sites completamente otimizados para o mobile, novas possibilidades de entrega de pedidos e a mesma experiência entre os diferentes pontos de contato entre a empresa e os seus clientes. Esses são alguns elementos que já se consolidaram como o padrão mínimo de jornada de compra no final da segunda década do século XXI.

Para os próximos anos, esperam-se saltos ainda maiores e que prometem mudar ainda mais a experiência de consumo. Alguns deles já estão em progresso:

Entrega por drones

Está cada vez mais próximo o momento em que os drones integrarão o modal aéreo com uma alternativa econômica de despacho para pequenas encomendas.

Em abril, o regulador australiano de aviação aprovou que o Project Wing, parte do grupo da Google, realize pequenas entregas como transporte não tripulado no norte de Camberra. A companhia já realizava testes de frete local de alimentos, bebidas e medicamentos.

A previsão é de que nos próximos anos cresça o número de iniciativas como essas bem como a regulamentação para esse novo tipo de transporte de mercadorias.

Livestreaming

O mercado de livestreaming tem revolucionado o e-commerce chinês — e promete ser uma tendência a ser adotada pelo resto do mundo. O Taobao, marketplace do grupo Alibaba, tem capitaneado essa transformação com um canal que reúne mais de 1000 apresentadores.

Os programas online ao vivo são comandados por influenciadores que testam produtos, apresentam novas tendências e até mesmo a maneira como alguns itens são produzidos, oferecendo uma forma direta de compra enquanto a transmissão é realizada.

Outro braço da compra intermediada por serviços de streaming está no iQiyi, uma espécie de Netflix chinês. Nele, é possível que os espectadores comprem facilmente itens utilizados pelos apresentadores e atores dos programas exibidos, por meio de links exibidos no rodapé ou de QR codes.

Compras por assistentes de voz

A pesquisa por voz já uma tendência que vem se consolidando gradualmente entre os usuários. Segundo o Google, 20% de todas buscas realizadas em seus aplicativos móveis e em sistemas Androids são feitas por voz. E a previsão é de que esse número cresça cada vez mais.

Com a popularização dos assistentes pessoais, como Alexa e Siri, esse comportamento tende a dar um passo além e passar a abarcar cada vez mais as compras por voz. Nos Estados Unidos, isso não só é possível como é uma prática a cada dia mais comum. De acordo com um estudo realizado pela OnBuy.com, os itens mais comprados por meio desses dispositivos são produtos para casa (25,11%), vestuário (21,15%) e entretenimento (músicas e filmes, com 21,15%).

Conclusão

Essas são apenas algumas tendências que já passaram a ser empregadas localmente e que prometem atingir o mundo todo nos próximos anos.

Seja como for, no final, existem três tipos principais de empresas: as que lideram o caminho da inovação, as que seguem os novos padrões estabelecidos e aquelas que largam muito atrás dessa corrida. A maioria faz parte do segundo grupo. Assim, mesmo que seu negócio não consiga integrar a linha de frente, como gigantes como a Amazon, é fundamental que ele não deixe as mudanças passar e mude tarde demais.

Quem não estiver preparado para empreender essas transformações no momento certo, dificilmente terá espaço em uma economia da inovação constante. As expectativas crescentes e mutantes dos consumidores certamente não deixarão.

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