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Confira cinco dicas para realizar uma boa validação do seu e-commerce

por Ariel Fahel Segunda-feira, 14 de maio de 2018   Tempo de leitura: 10 minutos

Subir o site do seu cliente em produção sem o Google Analytics instalado. Sair em uma fotografia com um pedaço de alimento preso entre os dentes. Assumir um prejuízo financeiro devido à uma cláusula não lida presente em um contrato assinado. O que essas três situações, por mais distintas que sejam, têm em comum? Todas poderiam ter sido evitadas com uma simples validação. Mas, afinal, o que é uma validação? No que consiste essa atividade? Discutiremos ao longo desta publicação cada um destes pontos.

Se recorrermos a alguns dicionários na internet, encontramos a definição do vocábulo validação como: 1 – declaração de validade; validamento; 2 – regularização do que não está de acordo com a lei; 3 – teste para comprovar a validade dos dados introduzidos num sistema de computador. Embora essas três definições possam gerar confusão ou até mesmo dar a sensação de se tratar de uma atividade complexa, em resumo, validação é conferir se algo está certo, dentro dos parâmetros requeridos. Ou seja, no caso dos três exemplos mencionados anteriormente, seria respectivamente conferir no código fonte da página se o código do Google Analytics está presente, se olhar no espelho para ver se sobrou algum resíduo após uma refeição ou realizar uma leitura atenciosa de um contrato.

Para termos uma dimensão da importância da validação em nosso dia a dia, podemos citar como exemplo a gafe cometida na Cerimônia do Oscar em fevereiro de 2017, onde o responsável pelos envelopes da premiação acabou não lendo os títulos neles contidos e entregou ao apresentador do evento um envelope incorreto, com o vencedor de uma categoria distinta. Uma simples leitura no título dos envelopes poderia em poucos segundos ter evitado o transtorno causado na cerimônia, que até colocou em xeque o contrato de longa data firmado com a empresa responsável pela auditoria dos resultados.

Abaixo, algumas dicas lhe ajudarão na execução dos passos que compõem uma validação impecável:

1 – Seja paciente

Essa dica pode parecer óbvia, mas é pouco praticada pelas pessoas durante a validação e pode comprometer com a qualidade da atividade executada. Vale pontuar: a validação é um processo vagaroso, minucioso e demanda bastante atenção por parte de quem a faz.

Durante a validação, busque realizar reflexões que permitam trazer luz a este processo. Faça a si mesmo perguntas como: “Por que eu estou fazendo isso?”, “Quais são os objetivos dessa validação?”, “O que eu devo validar?”. Procure também pensar fora da caixinha, levando em consideração diversas possibilidades de testes. Lembre-se de registrar sempre as novas ideias de testes que surgirem.

Para exemplificar, imagine-se como o responsável por validar o fluxo de compra de um determinado produto em um site de comércio eletrônico. Seu objetivo é garantir aos clientes do site condições de adicionar o produto desejado ao carrinho e efetuar a compra. Para tanto, você deverá validar o caminho do acesso à página de um determinado produto até a conclusão da compra. Uma das formas de se realizar a validação é acessando diretamente a página do produto pela URL. Mas existem diversas outras formas de se acessar essa mesma página, como por meio de um anúncio, da busca no próprio site, entre outras possibilidades.

Costumo dizer que a validação é bastante similar à prática do garimpo: mesmo após a execução desta atividade por horas, é possível simplesmente não encontrar nenhuma falha, o que é ótimo. No entanto, busque não se conformar com este cenário, pois embora possível, é pouco provável. O usual é encontrar alguma falha, por menor que ela seja.

Abaixo, deixo minha recomendação para reservar, dentro do possível, uma quantia de tempo razoável para a execução de uma validação. A dor de um cliente por precisar conceder mais tempo para a execução impecável de uma atividade tenderá a ser menor do que a dor obtida ao receber um produto ou serviço com falhas.

2 – Pratique no seu dia a dia

Não nascemos sabendo como resolver exercícios complexos de estatística ou matemática financeira. Para solucioná-los, devemos nos dedicar aos estudos destas matérias e realizar uma série de exercícios para assimilar o conteúdo com mais clareza. Com a validação não é diferente:  quanto mais você a pratica, mais precisa e eficaz ela se torna.

E se engana quem acha que o exercício da validação é feito apenas em âmbito profissional, quando por exemplo uma pessoa confere se o Google Analytics foi instalado corretamente em uma página. Experimente prestar mais atenção às coisas ao seu redor, no seu dia a dia. Certamente encontrará erros em locais inusitados, como placas de trânsito, contratos, apostilas ou até mesmo em aplicativos de empresas renomadas.

3 – Adote um filho

Assim como os pais de uma criança tendem a conhecer como ela se comporta, quais são suas características ou qual é seu histórico médico, devemos conhecer plenamente o que estaremos validando. Busque armazenar o maior número de informações sobre o assunto, para compreender com clareza o que está lidando. Isso facilitará sua validação atual e possíveis validações futuras.

No curto prazo, esta prática permite ao validador realizar um serviço de maior profundidade, devido ao conhecimento dos pormenores. Consequentemente, os testes serão mais refinados e a qualidade de sua entrega superior. No entanto, também é possível observar ganhos no longo prazo. Diante do amplo conhecimento sobre o assunto e de como testar um comportamento de diversas formas, o profissional terá mais agilidade ao executar uma validação.

Novamente para ilustrar este tópico, trago um exemplo de um site de comércio eletrônico. Imagine-se novamente como responsável pela validação do valor total de um carrinho de compras deste site. Ao ler o regulamento da loja, descobre que inserindo um determinado cupom de desconto, o valor total do carrinho reduz em 20%. Portanto, diante desta informação, você já tem condições de realizar dois testes distintos, um sem o cupom de desconto e outro com o cupom. No futuro, portanto, se precisar validar uma outra etapa do fluxo de conclusão de compra, como a emissão de boletos, saberá de antemão que terá de realizar no mínimo dois testes.

4 – Documente sempre que possível

Como a prática da validação requer muita atenção e cuidado, é de suma importância registrar esta atividade, seja com anotações, fotografias ou até mesmo vídeos. Um simples detalhe despercebido em um primeiro momento pode ser o responsável por uma falha encontrada na validação. Portanto, registre cada clique, cada mudança de página realizada que leve à ocorrência de um determinado comportamento.

A adoção desta prática visa trazer clareza ao processo de validação, onde, diante de uma transcrição de todas as ações tomadas, o responsável pela validação pode isolar uma a uma para localizar a fonte de um possível problema. Além disso, a documentação também busca facilitar a transmissão deste conhecimento entre os demais colegas de equipe e até mesmo com o cliente, explicando quais ações foram tomadas até ocorrer a falha durante a validação.

A documentação também tem um papel muito importante no que diz respeito ao histórico de problemas, como mostram os exemplos a seguir:

Caso alguma modificação seja realizada e alguma falha já vista volte a ocorrer, a documentação previamente realizada evita o retrabalho, trazendo não só um diagnóstico mais ágil sobre o problema encontrado, como fornecendo insumos para uma discussão mais rica sobre o porquê da repetição da falha.

Se a falha encontrada colocar em xeque alguma variável sensível ao negócio de seu cliente, a documentação permitirá o diagnóstico do problema relatado para a rápida correção, além de garantir a proteção por parte do validador, que apontou previamente um possível problema doloroso para seu cliente.

5 – Nem tudo na vida são falhas

Por fim, é de suma importância compreender que nem tudo o que reluz é ouro. Em outras palavras, o que para alguns pode ser considerado como falha ou erro, para o seu cliente pode ser considerado como o comportamento esperado, e vice-versa. Portanto, ao realizar uma validação, vale compreender quais são os parâmetros desta atividade. Ou seja, quais resultados permitem concluir se uma situação observada trata-se de uma falha ou não. Sinta-se à vontade para sanar quaisquer eventuais dúvidas sobre a validação com seu cliente. Afinal, como já mencionei, “a dor causada a ele ao ter que sanar os possíveis questionamentos tende a ser menor do que a de ele receber um produto ou serviço com falhas”.

Ilustro este ponto com um caso que ocorreu comigo dias atrás, quando inseri no aplicativo colaborativo de GPS o endereço de minha casa. Durante o percurso, recebi uma notificação informando um aumento no tempo estimado até o destino por conta do trânsito em uma avenida paralela, fora do meu trajeto. De imediato pensei se tratar de um erro do App, mas entendi que outros motoristas pudessem “fugir” daquele trânsito utilizando a minha rota, o que influenciaria no congestionamento. Logo, para quem elaborou o aplicativo, a mensagem apresentada pode fazer sentido e não necessariamente está errada.

Após essas dicas, reforço que a validação é tão importante quanto o planejamento e a execução de um projeto. Se realizada de maneira equivocada (ou até mesmo se não for executada), pode comprometer parcial ou totalmente um trabalho de dias, semanas, meses e até anos. Busque sempre valorizar a execução dessa tarefa, pois não só a reputação da sua empresa estará em jogo, como a sua reputação enquanto profissional no mercado!

Para o texto original acesse aqui.

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