Cross Docking: saiba por que esta pode ser a solução para seu e-commerce de nicho

por Galleger Ilhe Segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Mesmo sendo um campo bastante promissor, o e-commerce nacional vem ficando cada vez mais competitivo. A alternativa para este alto nível de competição têm sido os nichos, atender públicos e necessidades específicas. Isso porque existem inúmeros “grupos” de consumidores espalhados e que se interessam por uma infinidade de itens e assuntos muito específicos que os grandes varejistas não conseguem atender, pois, financeiramente, não é viável.

Os e-commerces de nicho têm, no entanto, que levar em consideração algumas particularidades em relação à gama de produtos com a qual trabalham e ao público ao qual atendem. Alguns nichos, por exemplo, têm relação com um tipo de público muito exigente, como o de vinhos e, portanto, neste caso, a possibilidade de fidelização é ainda maior. Além disso, se o produto e o atendimento forem excelentes – e nada menos do que isso -, este tipo de consumidor pode não se importar em esperar um pouco mais do que o normal.

Dessa forma, o lojista tem mais possibilidades para trabalhar em relação à armazenamento e estoque. Uma destas possibilidades é o Cross Docking, uma modalidade na qual as mercadorias não são armazenadas pelo e-commerce, ficando diretamente com o fornecedor e sendo enviadas a um centro de distribuição que, por sua vez, as direcionará aos clientes finais. No caso dos pequenos e-commerces, este centro de distribuição pode ser sua própria sede.

Em termos de custo, o Cross Docking é bastante vantajoso, já que os investimentos em relação à estrutura e logística própria são muito baixos ou quase nulos. Por outro lado, o fato de a modalidade exigir a existência deste “centro de distribuição” faz com que os produtos passem pela conferência do e-commerce, garantindo que estejam de acordo com os pedidos e sem qualquer tipo de avaria antes de serem enviados aos consumidores. Além disso, é possível caprichar no fator embalagem para agregar valor ao produto e melhorar a experiência do cliente.

Outro ponto positivo é a variedade. Mesmo trabalhando em um nicho específico, a opção pela operação em cross docking permite que o lojista trabalhe com uma gama maior de produtos, atendendo os mais diversos consumidores que possam se interessar dentro da proposta oferecida. Seguindo o exemplo dos vinhos, o lojista pode oferecer variedades argentinas, chilenas, bem como portuguesas, italianas, além de queijos, salames, conservas, geleias, chocolates etc.

O principal empecilho que o cross docking impõe ao e-commerce é em relação ao tempo das operações, já que o produto não estará estocado. Por isso, é preciso trabalhar a comunicação de forma clara, sempre expondo ao cliente os prazos corretos e, se possível, por quais etapas o produto passará até que chegue a seu destino. Por outro lado, como dito anteriormente, o consumidor de itens de nicho é exigente, mas pode ser flexível, considerando pagar e esperar a mais para ter um produto seleto, exclusivo, raro.

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2 comentários

Comentários

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  1. O Cross Docking é um tanto quanto prejudicial para os e-commerces, principalmente do jeito que é trabalhado no Brasil. Onde os lojistas não compram praticamente nada do fornecedor/importador, e este por sua vez fica com sua operação super carregada, muitas vezes deixando a desejar. Sem contar que o controle de estoque é praticamente impossível manter atualizado, se muitos tem dificuldades para manter padrão seu estoque físico, quem dirá manter diariamente o estoque do fornecedor. E o pior ponto para os lojistas, você ensina para seu fornecedor como é fácil fazer vendas diretas, e muitas vezes acabamos de gerar um monstro concorrente, seu próprio fornecedor começa criar asas e cria seu site, faz seus market places com grandes sites, e você acabou de ganhar um concorrente de peso, que irá te atrapalhar e muito. Enquanto o fornecedor pode fazer market place até com esses absurdos que cobram 30% do valor de venda, pois o mark up dele é imenso. Posso ficar falando mais meia hora aqui ainda , mas já me estendi demais … Só vejo pontos negativos para prática do cross docking.(Minha opinião) Com experiências que já tive.

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  2. Não podemos ter opiniões diferentes? tem que excluir o comentário quando não concordamos com o texto? afinal, não existe uma receita pronta para nada, o que pode ser certo para um e-commerce, pode não ser para outro. Parabéns por excluir meu comentário. Aproveita e exclui este também.

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