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Cross Border: o que é e como fazer

por Luane Silvestre Quarta-feira, 01 de junho de 2016

Todos conhecemos a maior vantagem de vender pela internet: a possibilidade de ampliar sua audiência em proporções muito maiores do que no caso de uma loja física. Mas já considerou enviar seus produtos para além do Brasil?

Conhecida como Cross Border, a prática pode ser uma boa alternativa em meio à atual crise econômica. Afinal, quanto mais abrangente o seu mercado, maior o poder de compra dos seus consumidores. Uma pesquisa da Fierce Retail, inclusive, declarou que 82% das pessoas entrevistadas já compraram do exterior.

Além disso, ter seu próprio negócio permite independência financeira – se você souber como gerenciar o dinheiro. Parece interessante? Confira uma lista dos principais cuidados que você precisa ter para expandir os limites do seu e-commerce:

Conheça as formas de exportação

Antes de mais nada, é preciso saber qual será a sua logística. Há duas formas principais de exportação: direta e indireta. Dedique-se a entender os detalhes de cada uma para conhecer as implicações legais e práticas que serão exigidas do seu negócio.

Em linhas gerais, a exportação direta ou ativa é aquela em que você se responsabiliza por todo o processo de envio para o consumidor final. Ocorre isenção do IPI e não incidência do ICMS para o transporte. Trata-se, portanto, da alternativa com maior margem de lucro.

A exportação indireta é mais comum. Nela, seus produtos são adquiridos por empresas nacionais intermediadoras que se comprometem a exportá-los. Requer, contudo, que você participe de um Consórcio de Exportação e perca o relacionamento direto com o consumidor.

Escolha o produto certo

Independentemente da forma de distribuição escolhida para as suas mercadorias, é preciso que elas sejam adequadas para o mercado em que você deseja adentrar. Por isso, antes de abrir sua loja, faça uma pesquisa para entender que tipos de produtos atendem às necessidades e preferências dos consumidores desse país específico.

Considere questões como:

  • O custo médio do produto;

  • Sua utilização em diferentes épocas do ano;

  • Sua compatibilidade com o clima local;

  • A concorrência externa;

  • O investimento necessário para produção ou compra de fornecedor;

  • Sua pericibilidade (vai resistir à viagem?).

Você pode, inclusive, consultar os termos relacionados no Planejador de palavras-chave do Google e no Google Trends para saber se os usuários da internet realmente pesquisam por esse item.

Use uma plataforma flexível

Optando pela exportação direta, é preciso contar com uma solução de e-commerce que, de fato, ofereça a possibilidade de vender em diversos idiomas e moedas. Afinal, seus clientes estarão nas mais diversas regiões do mundo!

Além da conversão e da tradução em si, sua loja virtual deve contar com meios de pagamento seguros que também atuem no exterior. Então, analise suas opções com calma e não abra mão dessa adaptabilidade que, no Cross Border, é fundamental.

Encontre parceiros confiáveis

A credibilidade da sua loja virtual, infelizmente, não depende apenas da sua própria competência, mas também dos seus colaboradores. O que adianta, por exemplo, você enviar seu produto com rapidez se o serviço de frete se atrasa com frequência (ou pior, não toma os devidos cuidados com o manuseio)?

Para garantir a satisfação dos seus clientes, seja seletivo e exigente na hora de escolher os parceiros com quem irá trabalhar. Consulte referências e, acima de tudo, veja se os valores de conduta deles estão de acordo com os seus. Caso não conheça transportadoras confiáveis, você pode começar fazendo um contrato com os Correios para entregas internacionais.

Planeje seu orçamento

Já sabemos que abrir uma empresa requer planejamento financeiro – e que o e-commerce, particularmente, tem impostos específicos. Tenha em mente que, ao escolher vender para outros países, você também contará com taxas alfandegárias e o frete dos seus produtos terá um custo mais alto.

Portanto, é importante analisar todos esses fatores para entender o quanto você precisará pagar. Apenas depois do cálculo é que você deve de fato precificar as suas mercadorias para evitar prejuízos ou valores fora da realidade do mercado.

Capriche nas informações

Toda loja virtual precisa de uma boa apresentação de mercadorias e detalhes esclarecedores a respeito de compras, trocas, prazos de entrega e política de privacidade. Uma página internacional, então, exige uma atenção extra!

Dedique-se a fazer páginas de FAQ não apenas com as perguntas mais comuns no e-commerce, mas também outras mais específicas relacionadas à importação. Descreva seus produtos em inglês ou outros idiomas para facilitar a compreensão, e disponibilize uma tabela comparativa com todas as medidas (clientes dos Estados Unidos, por exemplo, podem ter dificuldade ao mensurar centímetros).

Diferencie-se da concorrência

Essa dica é óbvia, mas não custa lembrar. Destacar-se entre os inúmeros concorrentes online é um desafio necessário, que se torna ainda maior quando estamos falando de negócios do mundo todo.

Ofereça atendimento ao cliente em diferentes canais, informe-se sobre as tendências de mercado em todos os países para os quais você vende, estude empresas similares à sua e sempre procure aperfeiçoar seu produto e sua embalagem.

Entendido?

Aplicar cada uma dessas ações ao seu negócio não será fácil, mas sem dúvida trará um grande retorno. Já pratica o Cross Border? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários!

Caso você pretenda fazer o caminho inverso e vender produtos do exterior no Brasil, aproveite para aprender mais com o curso gratuito Como vender produtos importados legalmente.

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1 comentário

Comentários

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  1. Olá Luane!
    Gostei da sua iniciativa em trazer este assunto para discussão. Mas como falar disso se este comércio internacional, no Brasil, não tem políticas públicas que contemple? Na Europa esta é uma discussão em andamento na União Européia porque é um tipo de exportação, que até pode ser B2B (conteiner) mas que no e-commerce, em geral, são pequenos itens e quantidades, B2C.

    Você pode me orientar por favor, nestes dois problemas:

    1) como as lojas podem vender com segurança, para estrangeiros, se a chave da gestão de risco é o CPF? Qual a sua sugestão?

    2) Burocracia alfandegária (aqui e na maioria dos países)? Como resolver ou melhorar este ambiente?

    Dê sequência, por favor, neste tema, abordando os pilares:
    a) logística (inclusive a reversa, tracking,etc);
    b) financeiro (recebimento de moedas estrangeiras e recebimento no caixa da empresa através dos bancos e considerando o regime tributário da loja); recebimento de cartão estrangeiro com gestão de risco; devolução do valor pago;
    c) tecnológico
    d) Fiscal (pagamento de impostos para o país de destino; aduana aqui no Brasil e no outro país; fiscal e tributário junto a Receita Federal; etc
    e) Jurídico (acordos comerciais, fragmentação jurídica já que as regras das relações de consumo são muito diferentes, entre as nações, relação com o consumidor, etc)
    f) Comunicação (regras de publicidade por produto, barreiras culturais, etc)

    Obrigada

    Responder

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