Acesso rápido

Cross Border: futuro ou presente do e-commerce?

por Leandro Ratz Terça-feira, 07 de maio de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

O comércio entre fronteiras, ou mais conhecido como Cross Border, é um dos maiores desafios do e-commerce. Existem dois cenários nessa modalidade:

  • Compra em sites internacionais
  • Venda para consumidor internacional

Para entendermos um pouco mais sobre essa tendência, abordando primeiramente as compras feitas em sites internacionais, voltamos para 2017, quando mais de 22 milhões de brasileiros fizeram compras em sites fora do Brasil.

Sendo pouco mais da metade (54%) no AliExpress (China), onde se registrou um aumento de 9% em comparação ao ano anterior.

Outro gigante do e-commerce que atravessou fronteiras é a Amazon. Hoje 30% da receita da empresa no comércio digital é fora dos EUA.

Atualmente a Amazon opera diretamente no Brasil e já possui o modelo marketplace em grande crescimento.

O mercado Cross Border no Brasil

É um mercado crescente. E não deve ser diferente para os próximos anos. Mas, apesar disso, existem diversos desafios para que essas lojas internacionais ofereçam seus produtos aos brasileiros, e sabemos que um dos maiores deles é a logística no País, a qual ainda é bastante deficiente, com um custo alto principalmente para regiões mais afastadas das grandes capitais e centros.

Além da logística, temos carga tributária, regulamentação fiscal, meios de pagamento e ainda uma desconfiança grande por conta de atrasos. Ao falar sobre vendas internacionais, isso tende a ficar mais complicado. Primeiro por conta dos nossos preços de venda final e depois pela conversão de pagamentos, novamente operação logística para que isso aconteça e também uma desconfiança internacional com o consumo de produtos de origem brasileira.

O que busca o consumidor?

Os consumidores buscam sites de fora para consumirem produtos exclusivos, produtos com melhores preços ou produtos para revenda, as vezes mais específicos, produzidos apenas na região do vendedor.

Como as empresas estão acompanhando o crescimento do Cross Border

Existem movimentos recentes de grandes empresas que estão de olho nesse mercado Cross Border e estão se adaptando a esse modelo de negócio.

Por exemplo: A B2W recentemente lançou o Americanas Mundo, onde anunciantes internacionais podem oferecer seus produtos na plataforma de marketplace para consumidores brasileiros.

Também recentemente o Correios parece ter facilitado a vida de quem quer consumir produtos internacionais e trazer para o Brasil. Não que faça sentido consumir os produtos de fora com tantos impostos assim que essa mercadoria chega aqui, mas é um movimento que a empresa faz para mostrar que está se antecipando e já oferece soluções no modelo Cross Border.

Outras empresas brasileiras também estão se movimentando com iniciativas de expansão.

Por exemplo: A Vtex recentemente fechou parcerias com empresas internacionais de pagamentos online, as quais devem facilitar essa internacionalização e transações financeiras das lojas.

A Anymarket já sinalizou intensão de expansão LATAM em países como Argentina, Chile e México, e deve oferecer oportunidade a lojas internacionais de oferecerem seus produtos nos canais de marketplace no Brasil, além da possibilidade de realizar Cross Border do Brasil para outros países.

Para concluir, fica muito claro a intensão do mercado e-commerce brasileiro nos próximos anos, onde as fronteiras devem ser cada vez menores e o comércio digital cada vez mais livre e justo.

Você recomendaria esse artigo para um amigo?

Nunca

 

Com certeza

 

Deixe seu comentário

0 comentário

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.