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Terceira idade: quem são os consumidores com mais de 60 anos?

por Julio Moretti Terça-feira, 04 de junho de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Nos últimos anos, marcas, produtos, serviços e empresas de todas as áreas buscam desvendar o comportamento dos millennials (nascidos entre o início dos anos 80 e meados dos anos 90) e da Geração Z — nascidos entre meados dos anos 90 e 2009. Enquanto isso, a Geração X (entre meados dos anos 60 e início dos anos 80) e os Babies Boomers (1945 e meados dos anos 60) estão se sentindo invisíveis, segundo estudo realizado pela consultoria Hype60+. O que é um erro, pois consumidores da terceira idade são os maiores detentores da renda e mais de 63% deles ainda são os provedores da família.

Esqueça tudo o que você imagina sobre os maduros. Acredite, eles não estão em casa assistindo a programas de culinária ou novelas, muito menos jogando dominó. Em março, a consultoria realizou uma pesquisa abrangente sobre a chamada Economia Prateada — envolveu quase 2.500 pessoas acima dos 60 anos. Nesse estudo, a maioria dos pesquisados declarou estar bem de saúde física e mental, muitos ainda trabalham, além de serem bem ativos no dia a dia. Passeiam, namoram e navegam com cada vez mais facilidade na internet. Muitos, inclusive, são superativos em redes sociais como Facebook e WhatsApp, entre outras plataformas, como games.

Geração economicamente ativa!

Você ainda não se convenceu do potencial dessa faixa etária? Então veja isso: a “economia prateada” é considerada a terceira maior atividade econômica do mundo, indústria que movimenta US$ 7,1 tri anuais. Nos EUA, esse segmento já representa mais de 25% do consumo. No Brasil, o público maduro movimenta cerca de R$ 1,6 tri ao ano.

De acordo com o grupo financeiro multinacional Goldman Sachs, se comparado aos mais jovens — millennials e geração Z — o consumo dos 60+ cresceu três vezes mais rápido nos últimos dez anos. Ainda assim, 63% dos negócios não posicionam este público como alvo de suas estratégias. E isso pode ser contraditório: apesar de essa indústria movimentar a economia, ainda existem poucos produtos e serviços desenvolvidos e pensados na perspectiva das pessoas mais velhas. E, por vezes, consomem produtos que são mais ou menos adequados.

De frente com o seu público

Se na oferta de produtos falta atenção a este público, o mesmo vale nos aspectos de atendimento e relacionamento: as empresas também estão perdidas nessas estratégias. É preciso urgentemente que as marcas tenham empatia, pois só isso alinhará esses processos. Segundo o estudo, a empatia tem o poder de curar relacionamentos desfeitos, derrubar preconceitos, entre outros benefícios.

Os 60+ ainda são uma novidade para o mercado. Com grandes oportunidades, basta apenas às empresas entenderem as novas necessidades desse público mais maduro. Nas propagandas, uma simples imagem de pessoas reais, sem estereótipos, já aproxima o público da marca. A pesquisa comprovou que eles não se sentem representados em comerciais. No atendimento, processos bem desenhados e treinamentos específicos para as equipes vão criar diferencial ao lidar com esse público — e certamente podem colocar uma empresa um passo a frente da concorrência. Uma dica: dê protagonismo a eles! Não faça propagandas com pessoas jovens ajudando um idoso a usar o celular, por exemplo. E nas interações, ouça mais esse público e crie fluxos especiais para atendê-los.

Outro ponto importante revelado no estudo diz respeito ao UX (Experiência do Usuário, em português). No design dos produtos e dos serviços, para eles, menos é mais. Se sua empresa oferece aplicativos e interfaces digitais de atendimento, use letras maiores, cores fortes e com contraste para facilitar a leitura do público 60+. Encurte o número de cliques do seu e-commerce e o fluxo de venda para ter mais conversão desse consumidor.

Você pode achar exagero falar de aplicativos e e-commerce para essa turma, mas as pesquisas dizem o contrário. Eles estão na internet, principalmente nas redes sociais, como Facebook e WhatsApp. O público maduro é digital e quem ainda não se atentou para isso muito provavelmente está perdendo vendas. E se isso não te impressiona, saiba que um estudo sobre os Babies Boomers, feito pela U.S. News & World Report, apontou que 72% dos chamados novos idosos já realizaram ao menos uma compra online. Além disso, 83% já pesquisaram um produto na internet antes de realizar uma compra offline.

Conclusão

As empresas perdem grandes oportunidades se simplesmente incluem o público 60+ como uma fatia a mais na quantidade do seu público-alvo. Esse consumidor deve ser uma persona em suas estratégias de negócio — principalmente para os SAC das empresas. Vale, portanto, apostar em uma consultoria em design de atendimento para esses casos. Afinal, é nítido a importância de desenhar a forma correta de atendimento a cada público em específico.

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