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Como PMEs podem se expandir globalmente e permanecer seguras

por Arthi Rajan Quarta-feira, 26 de janeiro de 2022   Tempo de leitura: 10 minutos

Um em cada quatro consumidores continuará a comprar em lojas online estrangeiras, mesmo depois da pandemia. Esse dado é da pesquisa recente da Ipsos, com 13 mil entrevistados nos maiores mercados de comércio eletrônico do mundo¹. Tal mudança demonstra que é chegado o momento de os comerciantes garantirem que seus negócios sejam adaptáveis à nova economia digital — e estejam prontos para competir pelo mercado de varejo online global, estimado em mais de US$ 4,28 trilhões, e que deve crescer rapidamente nos próximos anos².

A pandemia da Covid-19 acelerou, em cerca de cinco anos, a digitalização de quase todos os setores e; ao mesmo tempo, essa onda digital também criou um cenário ideal para os fraudadores, que aproveitaram a oportunidade para explorar as vulnerabilidades tanto dos consumidores quanto dos comércios. Pesquisa recente com 632 líderes empresariais nos EUA, realizada pelo Ponemon Institute e patrocinada pelo PayPal, revelou que as empresas estavam perdendo uma média de US$ 4,5 milhões por ano devido a transações fraudulentas. Outros estudos observaram que o crime cibernético se tornou a terceira maior economia do mundo, atrás apenas de EUA e China — e isso custará cerca de US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025.

Os fraudadores têm uma série de táticas para conseguir informações pessoais e financeiras dos consumidores diretamente dos bancos de dados. Porém, preferem avançar sobre uma brecha mais humana e, por isso mesmo, mais propensa a falhas: a falta de educação cibernética das pessoas. E aqui me refiro tanto a phishing (tentativa de conseguir os dados do usuário mediante o envio de mensagens de e-mail ou em redes sociais), quanto a smishing (versão do phishing para smartphones).

Quando o alvo são as empresas, não é de surpreender que os fraudadores prefiram atacar as PMEs, sobretudo devido à falta ou limitação de recursos dedicados à proteção contra fraudes. E aquelas que vendem internacionalmente podem ficar expostas a vetores de ameaças ainda maiores se não tomarem as precauções necessárias.

Embora o potencial de fraude seja alto em transações online, ao colocar ferramentas e processos certos em funcionamento, os comerciantes automaticamente ajudam a manter seus negócios e clientes seguros, ao mesmo tempo em que reduzem os riscos de se “afogarem” em altas taxas de estorno e receitas perdidas. Abaixo, reuni sete dicas para ajudar as PMEs a se tornarem mais seguras.

Fique alerta

Fique atento a sinais suspeitos, como um pedido maior do que o normal ou o recebimento de um número incomum de pedidos internacionais em um curto período de tempo. Outras “bandeiras vermelhas” incluem vários pedidos para o mesmo item ou vários pedidos de diferentes clientes com envio para o mesmo endereço.

Use um sistema de verificação de endereços (AVS)

O AVS compara as partes numéricas do endereço de cobrança armazenado em um cartão de crédito com o endereço registrado na administradora de cartão de crédito. Esta é uma ferramenta de fraude incluída na maioria das soluções de processamento de pagamentos, mas verifique com seu processador de pagamentos para ter certeza de que é compatível com o seu sistema. Desconfie se um cliente solicitar a alteração do endereço de entrega após o pagamento do pedido. Criminosos tendem a fazer pedidos para serem entregues no endereço de despachantes de carga, empresas de transporte ou caixas postais — para que possam permanecer anônimos.

Exija o CVV dos cartões

Você está familiarizado com esse código de segurança de três ou quatro dígitos impresso nos cartões de crédito. Mas o que talvez não saiba é que os padrões do setor de cartões de pagamento impedem que você armazene o CVV com o número do cartão de crédito e o nome do cliente. Por isso a exigência desse número é tão eficaz, porque é virtualmente impossível para os fraudadores obtê-lo, a menos que tenham roubado um cartão de crédito físico. A maioria dos processadores inclui uma ferramenta para exigir CVV como parte de seus modelos de checkout. Use-o sempre.

Mantenha seus softwares atualizados

Certifique-se de que está executando a versão mais recente do seu sistema operacional, pois os provedores atualizam continuamente seus softwares com patches de segurança para protegê-lo de vulnerabilidades recém-descobertas, bem como dos vírus e malwares mais recentes. Da mesma forma, instale e atualize regularmente software antimalware e antispyware de nível empresarial (softwares antivírus gratuitos não são suficientes) para evitar ataques que explorem vulnerabilidades de softwares desatualizados. E prefira usar programas que triangulam a localização do cliente com o endereço de entrega e cobrança.

Eduque seus clientes e seus funcionários

Eduque seus clientes sobre como podem comprar com você com segurança, não usando a mesma senha em vários sites e optando por senhas complexas. Novos compradores online podem ser inexperientes e precisam ser lembrados dos princípios básicos de segurança. Além disso, eduque seus funcionários sobre a importância de proteger os dados dos clientes, pois, como já frisei, os criminosos procuram pontos fracos nos sistemas e nas pessoas.

Escolha o provedor de pagamento certo

Encontre o equilíbrio entre a confiança do consumidor, a experiência descomplicada e a proteção do seu negócio. Por exemplo, a arquitetura do PayPal requer o que descrevemos como “defesa volumétrica”, e nossos recursos de análise de big data e aprendizado de máquina executam verificações para identificar se uma transação está segura em frações de segundos. Só assim é possível proporcionar uma experiência tranquila ao cliente.

Esteja ao lado de bons parceiros

A proteção contra fraudes deve ser feita em parceria com especialistas internos e parceiros do setor. A colaboração pode melhorar o tempo de detecção, reduzindo os custos financeiros e de marca. Se você for afetado por uma fraude, não hesite em denunciá-la às autoridades.

Em última análise, o gerenciamento de fraudes não consiste apenas em administrar sua exposição financeira ou a eventual perda de mercadorias. Na economia de hoje, baseada na confiança do consumidor, é extremamente importante que seus clientes possam se sentir seguros ao comprarem na sua loja online.

¹ Comércio Eletrônico Global – relatório Comércio sem Fronteiras 2021, que inclui uma análise aprofundada de 13.000 consumidores para identificar as maiores oportunidades para os comerciantes que desejam expandir além da fronteira. O estudo inclui Austrália, Brasil, China, Hong Kong, França, Alemanha, Índia, Japão, México, Rússia, Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos
https://www.paypalobjects.com/marketing/web/hk/business/borderless-commerce/Borderless-Commerce-Report-2021.pdf

² Insider Intelligence/eMarketer, Retail Ecommerce Sales Worldwide, 2019-2024

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