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No que prestar atenção para não ser notificado pelo Procon nesta Black Friday

por Alice Wakai Segunda-feira, 04 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

Recentemente o Procon de São Paulo enviou uma notificação ao iFood para que a empresa prestasse esclarecimentos sobre uma oferta que circulou durante a transmissão do jogo de futebol entre Flamengo e Grêmio.

A empresa prometia desconto no valor do pedido de refeições correspondente ao número da camisa do jogador que fizesse gols na partida. Muito legal a ação, não é? 

O problema foi que durante a ação os consumidores reclamaram não ter conseguido usar a promoção por conta da queda do sistema do aplicativo. Bastaram apenas alguns instantes de instabilidade para os consumidores irem até o Reclame Aqui pedir reembolso acusar a empresa de propaganda enganosa.

Para evitar esse tipo de problema, criamos um checklist rápido para você se precaver e não ter problemas com o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor durante e depois da data.

Garanta um site estável e sempre no ar

Durante a edição de 2015 da Black Friday, um dos problemas mais recorrentes foi a indisponibilidade e as quedas das lojas. 

A dica é verificar com seu fornecedor de hospedagem de sites e servidores, quais são as garantias de disponibilidade (uptime) — e se ele está reforçando o monitoramento dos serviços para a Black Friday.

Se você não teve tempo de migrar para um servidor mais robusto ou não tem planos para fazer isso tão cedo, vale a pena pedir para que a empresa envie um teste de estresse do servidor para assegurar que sua loja não vai cair em plena Black Friday. 

Estes testes conseguem simular o aumento repentino de requisições no seu site. Ou seja, especialistas e técnicos “lotam” o servidor com pedidos simultâneos de carregamento de página e avaliam o tempo de resposta e a estabilidade. Lembre-se, com consumidores cada vez mais exigentes (e menos pacientes) é importante que o site não fique fora do ar.

Cuidado redobrado com vazamento de dados e ataques hackers

Você sabia que o Brasil é o país que mais sofre ataques phishing em todo o mundo? De acordo com os dados da Kaspersky Lab, quase 30% dos usuários de internet brasileiros sofreram ao menos uma tentativa de golpe entre 2017 e 2018.

E se antes os criminosos virtuais atacavam por e-mail, agora eles estão mais sofisticados e também usam SMS, redes sociais, WhatsApp e até anúncios do Google para roubar dados ou dinheiro dos consumidores e lojistas. O Nubank, por exemplo, sofreu recentemente tentativas de phishing quando golpistas enviaram e-mails falsos de aprovação para novos clientes.

Este cenário é ainda mais assustador durante a Black Friday, quando os ataques hackers relacionados à sites falsos, por exemplo, chegam a dobrar. 

E se engana quem pensa que apenas grandes varejistas como Casas Bahia, Magazine Luiza, Amazon e Mercado Livre estão na mira dos fraudadores. 

Mais da metade dos ataques cibernéticos de 2017 tiveram como alvo os pequenos negócios, segundo a National Cyber Security.

Por isso, além de investir na própria educação dos consumidores sobre segurança digital, os lojistas precisam se blindar contra estes ataques de todas as formas possíveis. 

Proteger os dados da sua empresa e do seu cliente, inclusive, virou lei. Agora, quem negligenciar a importância do tratamento de dados está sujeito à multa de 4% sobre o faturamento da empresa a partir de 2020 no Brasil.

No passado, grandes empresas como a Netshoes tiveram que enfrentar denúncias sobre vazamento de dados. De acordo com o G1, apesar de não terem sido reveladas informações como cartão de crédito ou senhas, o incidente de segurança comprometeu dados pessoais, como nome, CPF, e-mail, data de nascimento e histórico de compras. 

Além destes, existem muitos outros tipos de ataque muito comuns nesta época do ano. Vale a pena investir em ferramentas de segurança para proteger sua loja virtual, como o Certificado SSL e firewalls. Não se esqueça também de inserir informações sobre como sua loja faz a coleta de dados e cookies nas suas páginas.

Monitore os descontos para evitar reclamações de ‘maquiagem de preço’

Um zero a mais (ou a menos) ou um pequeno deslize na porcentagem de desconto no seu site e você já pode ser convidado a dar explicações ao Procon sobre “maquiagem de preços”. 

Este foi o principal problema relatado por consumidores ao órgão durante a Black Friday 2016. Isso acabou prejudicando a reputação da data naquele ano, quando as promoções foram marcadas como “metade do dobro”.

Além de redobrar o cuidado na conferência dos preços, também pode ser interessante participar de iniciativas como a “Black Friday de verdade”. 

O site surgiu em 2014 para ajudar os consumidores brasileiros a comparar e monitorar preços nas maiores lojas da internet — além de aplicar cupons de desconto automaticamente.

Cadastrar-se neste e em outros programas é uma ótima demonstração de transparência e uma estratégia para aumentar a confiança dos clientes de que seus preços são reais. 

Além disso, lembre-se que a Lei de divulgação de preços no ecommerce (13.543) impõe que o lojista deve divulgar o valor à vista junto com a imagem ou descrição do produto, em caracteres legíveis (com fonte não inferior ao tamanho 12).

Há também a lei de histórico de preço que foi promulgada no Paraná em 2016. Ela obriga todos os sites de comércio eletrônico do Estado a criarem uma página específica para mostrar o histórico dos últimos 6 meses referente ao preço de tal produto ou serviço. Inclusive, demonstrando para cada mês o menor preço ofertado, constante em nota fiscal.

Além destas dicas, é sempre bom apostar na comunicação clara sobre as regras das suas promoções, independente da Black Friday. Dizer de forma clara para quem os descontos são válidos, sua abrangência geográficas, regras de aplicação de desconto, entre outros, são boas práticas que podem te salvar nessa hora.


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