Como monetizar o e-commerce com produtos complementares?

por Alessandro Gil Segunda-feira, 30 de agosto de 2021   Tempo de leitura: 6 minutos

Seu e-commerce não precisa ganhar dinheiro somente com seus próprios produtos. Com suporte tecnológico, é possível criar oportunidades de geração de receita.

No varejo físico, é comum que a venda de produtos não seja a única fonte de receitas de uma loja. As empresas costumam aumentar seu faturamento por outros meios, como a venda de espaços privilegiados de exposição de produtos, a comercialização de mídia dentro do PDV e mesmo o desenvolvimento de serviços de análise de dados.

Até pouco tempo atrás, o e-commerce tinha que basear seu faturamento no negócio principal de venda de produtos e serviços. Varejistas mais avançados já conseguiam, por meio da análise dos dados de comportamento dos clientes, aumentar o volume e a recorrência das vendas, mas outras fontes de receitas eram pouco acessíveis.

Com o crescimento dos marketplaces, o jogo mudou. E, assim como acontece nos grandes shoppings virtuais, em que a plataforma fatura não somente com a venda de produtos, mas também com a comercialização de espaços publicitários, o e-commerce passou a ver essa linha de faturamento com outros olhos.

Como monetizar meu e-commerce?

Atualmente, todo e-commerce pode atuar como um marketplace. E a lógica é cristalina: em vez de contar com produtos de todas as categorias em seu estoque – e imobilizar capital que poderia ser usado em outras atividades -, o e-commerce pode aproveitar seu fluxo de visitantes para oferecer produtos de outras categorias, complementares ao negócio principal.

Dessa forma, um e-commerce de brinquedos pode comercializar espaços publicitários para que marcas de alimentos infantis, fraldas e vestuário, por exemplo, tentem aproveitar esse tráfego para vender. A vantagem é que, quando o consumidor encontra nos anúncios algo que o interessa, o e-commerce é remunerado por esse clique. Ao longo do tempo, isso representa receita adicional.

Para o consumidor, esse modelo de negócios também faz sentido, pois aumenta a conveniência da compra. Em vez de fazer outra busca, o cliente já é exposto a um produto que está relacionado ao seu comportamento de navegação e compra. É uma praticidade adicional e a certeza de que aquele e-commerce está ajudando na jornada de consumo. E isso tende a aumentar a fidelidade do consumidor.

Para que se tenha uma ideia do quanto esse é um mercado em crescimento, em 2019, os investimentos em formatos digitais de publicidade ultrapassaram pela primeira vez a mídia tradicional nos Estados Unidos. Já no Brasil, a Internet respondeu por 26,7% dos investimentos em publicidade em 2020, quase cinco pontos percentuais mais do que no ano anterior. Além disso, 45% dos entrevistados em um estudo do IAB Brasil pretendiam aumentar seus investimentos em publicidade online em 2021.

Dessa forma, ao criar oportunidades de mídia dentro de seu e-commerce, o varejo pode atrair uma parte do crescente investimento em publicidade digital. Isso aumenta seu faturamento de forma orgânica.

Feito para somar, não para dividir

Ao fazer parte de uma rede como o Ads for Publishers, o varejista tem o poder de definir que categorias, produtos e empresas poderão anunciar naquele espaço. Dessa forma, com controle total, é possível evitar que negócios que não sejam interessantes para você ou que seus clientes apareçam naquele espaço.

Assim, é possível criar uma estratégia para que somente apareçam na publicidade em seu site aquelas categorias complementares aos produtos que você vende. Ou, ainda, que o e-commerce estabeleça parcerias estratégicas para a oferta dos melhores produtos para os consumidores.

Dessa maneira, o e-commerce adequa ainda mais sua oferta ao público e passa a ser visto como um marketplace de nicho. Além disso, ele apresenta soluções em um conjunto de categorias e aumenta sua relevância no mercado. Nesse caso, o e-commerce não é responsável pela venda ou pelo fulfillment. A partir do clique, o cliente é direcionado para o site do parceiro, onde fecha a compra. O e-commerce é remunerado simplesmente por direcionar o tráfego.

Cada vez mais, o varejo é um negócio de escala. No digital, com a possibilidade de saltar rapidamente de uma loja para outra, o e-commerce precisa estar sempre atento às oportunidades de manter o cliente em seu ecossistema e oferecer soluções, para que seja visto como alguém que resolve a vida do consumidor. Incorporar ferramentas de mídia nativa amplia a relevância do seu e-commerce e impulsiona visitas e faturamento.

 

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