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Como fazer SEO para E-commerces micros, pequenos e médios

por Daniel Bender Segunda-feira, 16 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 6 minutos

Lendo este site e outros da área, às vezes me parece que SEO para E-commerces é uma solução mágica. “Faça SEO e alavanque suas vendas!”. A verdade não é bem assim, principalmente para o pequeno e médio lojista que precisa fazer tudo sozinho ou com equipe limitadíssima.

Por outro lado, entendo que SEO é um processo fundamental em qualquer estratégia sustentável de marketing digital. Empresas que não investem nisso eventualmente acabam sendo engolidas por custos de cliques inflacionados e precisam fechar suas portas.

Leia também: SEO para e-commerce: ‘Qualquer empresa pode montar estratégia analisando dados’

Neste ano tive a honra de integrar o time de consultores de e-commerce o SEBRAE/RS, dentro de um programa direcionado a pequenos empresários online. Meu objetivo era ensinar aos empresários como fazer para otimizar seus sites para buscas orgânicas.

Muita estratégia e SEO onpage

Ao contrário do que vão dizer 10 entre 10 gurus, um dos maiores problemas de SEO para E-commerce não era a plataforma. Nem a falta de tags ou qualquer outra coisa misteriosa. O maior problema é a falta de estratégia!

Em todos os atendimentos, bastava explicar que SEO é basicamente realçar o que as pessoas buscam no Google para que os lojistas começassem a me questionar das melhores formas de fazer.

“Publique suas descrições de produto atendendo à relevância de cada termo na busca”. Em termos práticos, se você for vender camisetas, precisa escrever “camiseta” no nome do produto, listar seus atributos e descrevê-la adequadamente a seguir.

SEO focado em vendas

Outro ponto interessante é o impacto negativo que gurus de SEO tem tido no trabalho de SEO. Os lojistas estão executando estratégias para conteúdo, em especial pesquisa de palavras-chave com maior volume e menos concorrência e deixando de lado oportunidades mais rentáveis.

Vi o caso de uma loja que executou uma estratégia de conteúdo e com isso possui uma determinada página com mil visitas por dia de pessoas sem condições de comprar seu produto.

Minha recomendação nesse caso também foi bem simples “só invista tempo em conteúdo depois que seus produtos e categorias estiverem ótimos”. Ao fim e ao cabo, uma página de conteúdo só faz sentido se trouxer vendas. Então, foque antes em trazer tráfego para seu detalhe de produto.

Google Search Console não é um bicho de 7 cabeças

O painel de busca do Google às vezes é ameaçador para alguns lojistas, mas basta alguma conversa e eles se tornam melhores amigos! Isso porque a interface força alguns enganos comuns.

Cliques não são necessariamente competitivos!

De que adianta dobrar o tráfego orgânico de uma loja se a única busca que ela aparece é seu próprio nome? Para tirar interferência do trabalho de branding (que também é muito valioso!) vá em Desempenho, no filtro por Consulta e escolha consultas sem o nome da loja.

CTR alto não é necessariamente bom!

Outra armadilha é avaliar apenas o CTR (ou taxa de cliques). Considero CTR muito elevado um sinal de que a loja não está competindo em termos muito interessantes. Algo entre 2 a 4% já é bom para uma página competitiva.

Posição média alta não é algo bom!

Novamente, uma posição média alta no geral significa que a loja não está competindo. É preciso acompanhar a posição média na palavra-chave (ou consulta) e não no URL.

Otimização é um diferencial imenso

Outra descoberta foi o impacto de um pouco de otimização em lojas que até então só tinham buscas por sua própria marca. Faz muita diferença!

Uma loja em particular aumentou em 5 vezes as vendas de um produto, mês a mês, apenas otimizando a página de produto!

Outra loja conseguiu emplacar alguns link na 1ª página de uma busca por categoria (foram algumas variações) e está tendo vendas com CPA zero, sendo que antes precisava pagar o Google e Facebook para vender.

Outro dos clientes agora estão com 2 links na 1ª página da busca por sua categoria e, embora seja algo bem nichado, estas posições lhe garantem 15% do faturamento mensal. São vendas que a loja não tinha antes, conquistada trabalhando apenas com orientação.

Roteiro básico de SEO para E-commerce

Com base nessa experiência recomendo o seguinte roteiro para fazer SEO para E-commerce:

  • Tenha o Google Analytics e Search Console em seu site
  • Descreva com clareza e extensão seus produtos e categorias
  • Otimize PRIMEIRO os produtos e categorias com maior chance de gerar vendas
  • Controle semanalmente os indicadores do Google Search Console

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