Como e-commerces pequenos precisam agir para sobreviver à pandemia

por Carolina Peres Segunda-feira, 14 de setembro de 2020   Tempo de leitura: 3 minutos

Quase seis meses após o primeiro caso confirmado da Covid-19 no país, tudo mudou, inclusive a situação dos pequenos e-commerces brasileiros.

A boa notícia é que de janeiro a abril de 2020, 32% do resultado do e-commerce de todo o ano anterior já foi atingido, de acordo com Ebit|Nielsen em parceria com Elo. Com os desdobramentos da pandemia, ainda há espaço para as compras virtuais continuarem expressivas.

Já a notícia não tão boa assim, ao menos para os pequenos, é que as compras online ainda se concentram nos grandes sites — a exemplo do Mercado Livre, que acaba de se tornar a maior empresa da América Latina em valor de mercado.

Apesar das adversidades, pequenos negócios presentes na Internet têm chances de se destacar em seu nicho de atuação.

Aqui, sugiro algumas dicas para que seja possível driblar as problemáticas desta fase da melhor forma.

Evitar oportunismo

Muitas marcas foram criticadas por estimular o consumo, realizar promoções e criar relações com a pandemia para vender mais. A atitude realmente não pegou bem pois as empresas foram oportunistas.

Em um momento tão delicado para a população, a solução é esperar a nova dinâmica de consumo se estabilizar. Após a fase inicial, a empresa pode passar a ser mais agressiva em suas promoções, mas tendo o cuidado de avaliar a reação de seus clientes.

Prestar atenção no comportamento e interação dos consumidores permite que uma estratégia seja bem sucedida, pois respeita o timing e os novos hábitos do público-alvo.

Estar aberto a mudanças

Ninguém sabia quanto tempo a pandemia duraria — e ninguém imaginou que duraria tanto! Por essa razão, foi preciso mudar algumas práticas já consolidadas a fim de atrair mais consumidores e garantir a compra dos itens com segurança.

Alguns e-commerces alteraram o prazo de troca de 30 para 60 dias. A medida deixou os clientes mais confortáveis para comprar os calçados já que, com a ampliação da troca, seria possível sair de casa no momento mais seguro para fazer a logística reversa.

Além disso, marcas também começaram a enviar mimos e frases inspiradoras junto com os produtos, tudo para alegrar o dia de quem abrir a caixa. É uma solução simples, mas que fortalece o vínculo com a empresa e gera uma experiência única para o consumidor.

Vai passar

Em abril, quando o comércio começou a fechar e os casos de coronavírus subiram, os pequenos comerciantes, independente de serem e-commerce, ou não, sofreram uma queda nas vendas. Isso ocorreu principalmente nas capitais do país, que são o principal destino dos produtos.

Desde o início desse período, no entanto, era necessário estar confiante de que as vendas iriam se normalizar, visto o que ocorreu em países como China, Itália e Inglaterra, onde o vírus chegou primeiro.

Marketing digital como aliado

Para chegar aos consumidores, é preciso ser visto, ouvido, lembrado… Ainda mais em um momento tão crítico e em um ambiente tão disputado quanto a Internet.

A empresa não pode ter medo de se reinventar e alterar constantemente toda a sua estratégia. Aumentar a presença online; atingir o público-alvo; fidelizar quem já é cliente; oferecer descontos e promoções; otimizar o seu site e realizar parcerias para o design de produtos foram algumas das ações implementadas.

Online como novo normal

Na quarentena, houve a aceleração do processo de digitalização em todos os setores econômicos, mas principalmente no varejo. A mudança também foi cultural, de forma que trabalhadores e consumidores tiveram que se adaptar para fazer suas compras online.

A tendência é que o online ganhe mais relevância, em sinergia com o varejo físico, com o início dessa nova era sendo observado já na retomada do comércio.

De agora em diante, portanto, há tempo suficiente para que os pequenos e-commerces possam ter cada vez mais sucesso na hora de vender.

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