Como a quarentena atraiu varejistas para o e-commerce

por Alessandro Silveira Sexta-feira, 17 de julho de 2020   Tempo de leitura: 5 minutos

Pelo computador ou smartphone, você abre o navegador de Internet, pesquisa um produto ou serviço e… lá está! Centenas de resultados em questão de segundos. Prático? Muito! Comprar online se tornou tão comum que às vezes nos esquecemos do tempo em que se utilizava conexão discada de 56 kbps – perrengue que parte das novas gerações de empreendedores e consumidores provavelmente não experimentou. MUITA coisa mudou de lá para cá, então, lembranças à parte, vamos focar no presente: o reflexo da quarentena no e-commerce brasileiro.

Neste período de distanciamento social, portanto, o e-commerce se reafirmou como poderosa ferramenta de vendas, atraindo a atenção de empresas de todos os portes para essa promissora fatia do mercado. Motivados pelo equilíbrio dos negócios, empreendedores dos mais variados segmentos estão (re)descobrindo o e-commerce. Se em algumas cidades é inviável abrir as portas do comércio não essencial, como manter as operações? Para muitos gestores, o varejo online foi a melhor resposta para essa preocupação, seja reforçando a presença em aplicativos e redes sociais, seja lançando loja virtual própria ou ingressando em grandes marketplaces.

Interesse dos brasileiros pelo e-commerce

De acordo com alguns dados extraídos do Google Trends, é real o interesse dos brasileiros pelo varejo online: entre janeiro e fevereiro de 2020, quando a pandemia de coronavírus ainda não havia ganhado tamanha repercussão no país, o termo “ecommerce” (sem travessão) alcançou sua maior posição com 77 pontos. “Vender online” chegou a 46 pontos e “e-commerce” (com travessão), a 45. A partir de março, o cenário mudou bastante: “ecommerce” chegou ao topo do gráfico, com 100 pontos, “vender online” registrou 51 pontos e “e-commerce”, 69.

Além disso, um levantamento divulgado pelo Mercado Livre que mostra as categorias mais buscadas por nós em tempo de coronavírus: Saúde (300%), Alimentos (164%) e Casa, Móveis e Jardim (84%). Nesse sentido, aparentemente, estamos procurando por conforto para estar em casa (home office e lazer), praticidade para comprar comida (delivery de mercados e restaurantes) e evitando ir a farmácias para preservar a saúde. Percebe como hábitos de consumo que antes eram presenciais estão ganhando outro formato e abrindo novas possibilidades?

Não é apenas uma vitrine

Antes da pandemia, ainda havia certa resistência em relação ao e-commerce: será que vale a pena o investimento? Não é apenas uma vitrine? Bem, os números mostram que essas dúvidas não têm mais espaço entre nós. Evidentemente que dar esse passo demanda investimento e alguns riscos, assim como qualquer decisão de quem decide empreender. Não tenha medo! Minha dica é estudar segmento, concorrentes, logística e plataformas para encontrar as melhores estratégias para O SEU negócio. O varejo online não é apenas uma vitrine, nem mesmo uma tendência, é realidade.

A hora de aprender é agora

Do ponto de vista técnico, acredito que esse movimento do mercado tem muito a nos ensinar sobre gestão, comportamento do consumidor, marketing digital e tecnologia. Sim, não podemos esquecer a importância da tecnologia a favor do e-commerce, afinal, é preciso contar com uma boa estrutura de hardware e softwares. Explico: totalmente online ou multiplataforma, suas operações devem estar sincronizadas para evitar imprevistos com estoque, fluxo de caixa, pagamentos/cobranças, emissão de nota fiscal, prazos de entrega e outros. Felizmente, o mercado brasileiro conta com diversas soluções voltadas para o varejo online – desde os pequenos até os mais robustos, dos iniciantes aos mais experientes.

Para ingressar logo no mundo do e-commerce e vencer a pandemia, consulte conteúdos gratuitos disponíveis na Internet, como e-books, lives e webinars de especialistas, pois são materiais ricos em know-how e insights. Outra dica é pesquisar os diferentes tipos de ferramentas para otimizar sua gestão (existem diversas opções para todos os nichos e orçamentos). Se necessário conversar com uma consultoria, vá em frente e acredite no potencial da sua empresa para se reinventar em meio às dificuldades!

Sucesso e até a próxima!

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