Cometa esses erros e seus produtos estarão fora da buybox

por Igor Castanho Terça-feira, 02 de maio de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Com um número crescente de lojistas aderindo aos marketplaces, é natural que a disputa pela buybox se torne mais acirrada a cada dia.

Curiosamente, ainda há muitos comerciantes que negligenciam esse aspecto das vendas em marketplace, seja por distração ou desconhecimento.

Mas estar fora desse espaço pode ser fatal para as vendas.

Só para citar um exemplo, mais de 80% das vendas realizadas no marketplace norte-americano da Amazon são feitas diretamente na buybox.

Embora a conquista da buybox envolva diversas variáveis, deixar de cometer alguns erros simples pode tornar sua loja mais competitiva nesta disputa.

Listamos a seguir alguns dos equívocos mais comuns que prejudicam a disputa por este espaço, bem como dicas para evitá-los:

1) Ruptura constante de estoque

A ruptura de estoque ocorre sempre que o consumidor deseja comprar um produto e ele não está disponível em determinada loja.

No e-commerce isso costuma se traduzir com mensagens como “produto esgotado” ou “produto indisponível”.

Além de gerar frustração, esse tipo de situação faz com que o site em questão perca uma conversão altamente qualificada.

Para evitar esse tipo de problema, os marketplaces não permitem que uma loja conquiste a buybox sem que ela possua itens para pronta entrega.

Assim, é importante possuir profundidade de estoque, contando com reforço extra para sazonalidades como a Black Friday.

Isso só é possível por meio de um bom planejamento, capaz de garantir previsibilidade nas compras sem prejudicar o fluxo de caixa do negócio.

2) Condições de frete pouco competitivas

O prazo e o valor do frete são dois aspectos observados pela maioria dos consumidores antes de concretizar uma compra. Por essa razão, os marketplaces também levam em conta esse fator na definição da buybox.

Um prazo de envio muito elevado ou um custo desproporcional de frete podem prejudicar o posicionamento da loja.

Outro ponto relevante é a pontualidade e o êxito nas entregas. Atrasos ou cancelamentos em excesso podem influenciar o posicionamento da loja nos canais de venda.

Para contornar essas questões, a loja precisa oferecer condições competitivas de frete. Uma boa opção é firmar um contrato com os Correios e com transportadoras.

É interessante realizar simulações de frete para regiões mais populares, com o objetivo de verificar como a loja está posicionada frente aos concorrentes.

3) Falta de zelo com a reputação da loja

As avaliações dos consumidores são um aspecto essencial para o sucesso nos marketplaces. Em alguns canais, isso também já está influenciando a buybox.

Uma loja com um volume reduzido de avaliações ou uma nota média muito baixa tende a perder a buybox para concorrentes com melhor reputação.

Assim, é fundamental que a loja tenha foco total no bom tratamento do cliente, visando conquistar mais avaliações positivas.

Também é importante contar com um serviço de atendimento ao cliente (SAC) bem estruturado, de modo a resolver possíveis problemas de forma ágil e prática, evitando reclamações.

4) Preço superior ao dos concorrentes

Muitos lojistas são tão obcecados por oferecer o menor preço possível nos marketplaces que acabam se esquecendo dos fatores citados acima.

Não é raro encontrar casos de lojas que conquistam a buybox mesmo praticando preços mais elevados que os concorrentes dentro do marketplace.

Ainda assim, o preço não pode ser desprezado nessa análise.

Uma divergência muito grande de valores frente aos concorrentes pode prejudicar a disputa pela buybox.

Por isso é importante monitorar os preços sem que isso se torne uma obsessão, praticando valores que mantenham a viabilidade do negócio.

Conclusão

Não é possível conquistar um bom volume de venda nos marketplaces desprezando a buybox.

Deixar de cometer os erros acima é o primeiro passo ampliar a competitividade da loja virtual, garantindo maior visibilidade e potencial de conversão para os anúncios.

Ao conhecer as regras de cada canal de venda e utilizar ferramentas de gestão complementares, como o Olist, esse controle se torna ainda mais completo.

Isso permite que as vendas ocorram de modo constante e previsível, explorando todo o potencial dos marketplaces.

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4 comentários

Comentários

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  1. Caro Igor, existe alguma minúcia ou impedimento legal que lojistas e operadores de marketplace tenha que atentar quanto a prática do comissionamento?
    Ou seja, existe alguma proibição quanto a se estabelecer contrato de comissionamento sobre o valor de venda do terceiro (lojista dentro do marketplace) para com o marketplace que fica com X parte e repassa a parte do lojista?

    Responder
  2. Olá Igor, eu estou na área de suporte ao cliente de uma empresa que está em alguns marketplace, e eu gostaria de ter algum software que me atendesse de maneira organizada e simples, para que a área seja ágil e eficaz, você conhece algum que cubra essa minha necessidade? Obrigada

    Responder
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