CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos): De que forma isso vai influenciar as operações de marketplaces?

por Carlos Alves Quarta-feira, 30 de agosto de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

O mercado de comércio eletrônico cresce ano após ano, tornando-se cada vez mais atrativo para novos negócios que buscam acompanhar o avanço do setor, assim como novas medidas que passam a regulamentar o segmento.

A partir da recente determinação do Banco Central do Brasil (Bacen), que inclui os marketplaces como um intermediário de pagamentos, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) centralizará as transações que antes eram realizadas diretamente nessas grandes plataformas de vendas.

A CIP é uma associação civil que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), cujo objetivo é prover confiabilidade, disponibilidade e segurança ao mercado financeiro.

A partir da nova interpretação do Bacen, esses pagamentos devem ser feitos por meio da CIP a partir de 4 de setembro, data limite para regularização dos canais que já atuam nesse meio.

Atualmente, inúmeras instituições utilizam diretamente as soluções e serviços da CIP, como bancos, credenciadores, cartórios, fundos, gestores de bancos de dados, governo estadual de São Paulo e o público em geral, dentre outros.

A regulamentação pode prejudicar novos negócios no setor de marketplaces, por burocratizar o processo. Além disso, as empresas atuantes nessa modalidade terão a necessidade de se adaptar à tecnologia necessária para fazer a integração e, também, precisarão passar por um processo de homologação ou contratação de subadquirentes que realizem o serviço.

Tal mudança aumentará a lista de intermediadores, subindo o custo das operações, as quais já estão no limite para que o negócio seja, de fato, praticável.

A segurança é um dos principais motivos para que o Bacen altere a norma. No entanto, no modelo de atuação em vigor, os negócios já possuem a estrutura necessária para atender à demanda sem que haja risco para as partes envolvidas.

O que mudará, no entanto, será a clareza para o Banco Central em relação a quem é o cliente final que irá receber determinada transação financeira, deixando de ser uma movimentação restrita às empresas gestoras dos fluxos de pagamento utilizadas pelas intermediadoras.

A burocratização do modelo comercial proposto pelo Banco Central do Brasil, pode dificultar a entrada de novas empresas e, consequentemente, a criação de mais oportunidades de negócio, impactando diretamente na economia, não só das empresas, mas do país como um todo.

As companhias que, hoje, são caracterizadas como marketplaces terão que se adaptar ao novo cenário, precisando contabilizar um custo adicional de curto, médio e longo prazos, os quais não estavam previstos, sejam eles para a adaptação ao modelo ou a contratação de uma organização que realize esse serviço.

Com a nova medida, os estabelecimentos que forem enquadrados nessa caracterização não poderão realizar suas transações fora do sistema centralizado de compensação e liquidação escolhido pelo instituidor do arranjo.

Dessa maneira, devido ao encarecimento, o mercado interno poderá se tornar menos competitivo para pequenos lojistas e ingressantes nesse meio, que vem crescido a passos largos nos últimos anos.

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