A importância do brinde na experiência do consumidor

por Fabricio Klug Sexta-feira, 02 de julho de 2021   Tempo de leitura: 9 minutos

Estamos dentro de casa há um ano e meio. O e-commerce virou um dos principais canais de vendas, o ponto de venda físico teve que ficar estancado e a experiência do consumidor precisou ser reinventada. Nesse último quesito, costuma aparecer um objeto de fidelização muito importante para as marcas: o brinde.

Quem nunca comemorou pelo famoso “recebido pago” quando ele chega em casa? Quando fazemos uma compra online, a sensação é de que estamos nos presenteando. Afinal, por mais que eu saiba exatamente o que comprei, o tempo de espera pela chegada do produto se torna uma expectativa dos próximos dias. E, quando o “recebido” chega, parece até que é uma surpresa. A mesma sensação de se presentear vale pro ponto de venda físico. Sim, aquela experiência de ir até a loja, experimentar o produto, se admirar numa prova de roupa.

Imagem de uma embalagem de presente maior com duas outras menores ao lado
Receber uma compra em casa e receber um “algo a mais” é realmente gratificante.

Mas melhor que isso é quando junto com a nossa compra, vem o brinde de marca, uma extensão daquela experiência. Receber em casa ou ir comprar algo que queremos muito e junto com a compra ganhar algo a mais, é realmente gratificante. E como as marcas têm se dedicado a isso? Esse brinde, que precisa fazer parte de toda a jornada do consumidor, mudou nos últimos tempos? E o gift pack? Sim, são muitas as perguntas porque também são muitas as exigências do nosso comportamento omnichannel.

Como ganhar relevância com o brinde

Primeiro precisa ficar claro que é necessário investir no desenvolvimento completo de produtos promocionais proprietários. Afinal, o próprio uso da palavra brinde atrapalha esse entendimento. Se você quer fazer parte da jornada de compra e experiência, dê algo que faça a diferença para seus consumidores. E nesse cenário não damos um brinde, mas sim presenteamos os nossos consumidores com uma extensão da experiência que aquele produto ou serviço representam na rotina das pessoas.

E para isso, o processo de criação e produção precisa ser tão criterioso quanto um processo de compra online. Fazer pesquisa de tendências e mercado é o básico para qualquer segmento, e para o os gifts não é diferente. Quais são as necessidades que o consumidor está tendo no momento? Portanto, fazer essa sacada de casar um gift com o momento de vida das pessoas alinhado à proposta da marca é fundamental. Investir em design criativo e técnico também é indispensável. Ou seja, as empresas precisam pensar no gift como um objeto de utilidade que tem significado e significância na rotina de quem o recebe.

O gift pack precisa ser memorável

Vamos lembrar aqui: é um “recebido pago”? Sim, é. Mas não é por isso que o pacote vai ser do simples ao básico. A última grande data que movimentou o varejo foi o Dia dos Namorados. Em uma pesquisa feita pela Score, foi visto que 52,7% das pessoas iriam comemorar a data em casa. Sobre onde seria comprado o presente (para aqueles que compram), o resultado foi de 36,9% pela Internet e 21% na loja física.

Ou seja, já sabemos que o e-commerce tem aumentado exponencialmente e se tornou um dos principais canais de compra. Então, como não pensar no pacote como parte da experiência? Uma pessoa que recebe em casa uma compra tão bem embalada — ao ponto do consumidor nem ter que se preocupar com isso caso tenha comprado o produto para presentear alguém —, definitivamente irá se lembrar da marca.

O gift pack precisa ser reinventado na mesma velocidade que o processo de compra vem sendo. Além do fator ‘evitar sair de casa’, a praticidade virou uma necessidade na vida dos consumidores. E pensar na experiência toda do processo de se receber um gift é essencial na fidelização do cliente. Afinal, o pacote não pode ser esquecido e precisa ser introduzido na experiência de compra do consumidor — ele deve ser parte do produto.

Aplicar tecnologia e experiência para uma experiência única

Com essa ressignificação do presentear, a lembrança em si passa a valer tanto quanto o objeto, acompanhando a valorização das coisas mais simples da vida, que também temos observado. Proporcionar uma ocasião marcante demonstra cuidado e intenção, agregando ainda mais valor ao produto. O consumidor se sente cuidado, criando uma conexão emocional que reforça o branding e consolida a presença da marca nas histórias e consciência de nossos consumidores.

Para transformar o ato de abrir um produto em uma experiência sensorial precisamos pensar em cada detalhe — um passo a passo planejado que constrói uma narrativa. Com isso, eu possibilito um momento único e significante, que se destaca em meio às banalidades do dia a dia. Ou seja, consolido ainda mais a relação entre minha marca e o consumidor através da conexão emocional criada.

Como essa caixa é por fora? E por dentro? Como ela abre? Como os objetos estão dispostos? Qual é a primeira coisa que se vê ao abri-la? A forma de usar está clara e intuitiva? Essa embalagem serve para algo além de embalar? Ela tem um uso após o desembrulho? Se não, como pode ser descartada corretamente? Perguntas como essas são relevantes para se ter atenção com o percurso completo ao desenvolver um promopack ou embalagem. Ao projetar esse tipo de dinâmica, nos deparamos com algumas etapas:

First impact

Por ser o primeiro contato entre a marca e consumidor, precisamos causar uma percepção positiva e impactante, que traga interesse pelo que existe dentro. É importante considerar também a mensagem que será divulgada para não gerar desinformação que confunda o consumidor em relação ao que vem dentro, e com isso desapontá-lo.

Unwrapping

Aqui eu posso explorar o prazer de ser surpreendido. Abrir a embalagem pode engajar e entreter o consumidor ao apresentar o conteúdo em etapas, por exemplo. Sem contar que é uma oportunidade para divulgar uma mensagem ou instruções de uso.

Unboxing

É o primeiro contato do consumidor com os produtos. Neste caso, posso torná-lo uma experiência espontânea e agradável ao estruturar de forma que o entendimento seja intuitivo, sem causar disrupção e oferecendo assim uma experiência seamless. E nesse momento a experiência pode começar a ser ainda mais omnichannel. Ou seja, posso utilizar tecnologias para gerar interação, como conteúdos exclusivos de marca ativadas por QR code, gatilhos de realidade aumentada ou ainda mensagens personalizadas.

Discovery

Agora ele vai entender o que é, como funciona. Como vai ser a descoberta do primeiro uso, ou da integração das partes do produto? Eu devo continuar surpreendendo, como deve ser em todas as etapas dessa jornada.

Showing

Passar por esse caminho de surpresas e descobrimento pode ser um conteúdo interessante que as pessoas terão vontade de compartilhar. Esse é o retorno que a marca pode conseguir ao ter cuidado no planejamento dessa experiência. Afinal, além de agradar quem recebe, involuntariamente divulga essa mensagem que vai impactar possíveis compradores.

São muitos os detalhes que fazem parte da experiência do consumidor omnichannel. Estar atento e se dedicar a cada um deles é um dos grandes diferenciais que você pode proporcionar. Portanto, invista na estratégia e criação do seu brinde de marca e capricho na embalagem. Se precisar de ajuda, conte comigo.

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