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Será que o brasileiro quer usar wearables para fazer compras?

por Marcelo Jose Hernandes de Abreu de Oliveira Segunda-feira, 14 de Maio de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

O dinheiro de papel já tem sua morte decretada. Pelo menos na Suécia: por meio do seu Banco Central, anunciou que as cédulas de papel sairão de circulação até 2030. O principal termômetro de que essa tendência está cada vez mais presente no cotidiano dos suecos está no fato de 75% das agências bancárias já operarem sem dinheiro, segundo dados do Banco Central do local. O país europeu é reconhecidamente uma liderança naquilo que ficou conhecido como “Sociedade sem dinheiro” e inspira outras potências mundiais na adoção de tecnologias para facilitar a vida das pessoas na hora das compras.

É nesse cenário que entra em jogo a Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things). O conceito de “tudo conectado” tem atraído cada vez mais adeptos no mundo e o potencial de crescimento do mercado de IoT é imenso. De acordo com o Gartner, teremos mais de 50 bilhões de objetos conectados até 2020, ano em que o volume de negócios pode chegar a US$ 3 trilhões. A disseminação de aparelhos conectados à rede está impactando significativamente o modo de consumo. Se antes o uso de moedas e dinheiro dava lugar para cartão de débito e crédito, agora presenciamos o avanço dos dispostos vestíveis, ou wearables, como meio de pagamento.

No mundo, o protagonismo das pulseiras inteligentes para pagamentos mobile já é uma realidade. No Brasil, apesar de tímida, temos visto uma movimentação interessante de novos projetos inovadores para suportar pagamentos via dispositivos vestíveis. As melhores opções de pulseiras inteligentes disponíveis no mercado estão integradas a um aplicativo de celular, que permite ao usuário controlar os gastos, receber notificações de compras, histórico de pagamentos, além de eliminar a necessidade de impressão de recibos.

Mas apesar do avanço da tecnologia wearable, o mercado brasileiro ainda precisa superar alguns gargalos. E um dos maiores desafios é a baixa adesão dos consumidores no uso de dispositivos conectados para fazer compras. Mas ainda bem que esse cenário vem mudando significativamente.

De acordo com a pesquisa realizada pela consultoria Wordplay e apresentada no final de 2017, 87% dos brasileiros se dizem preparados para realizar suas compras por meio de dispositivos conectados. Uma prova de como esse número é relevante: estamos na frente de países como China, com 61% da população interessada em usar IoT, e do Reino Unido, que apesar de ser reconhecidamente uma potência tecnológica, tem apenas 23% dos usuários confortáveis para usar a tecnologia. No estudo, é possível identificar que a aceitação está muito associada ao fato que o IoT torna a vida dos consumidores mais fáceis e reduz o tempo que as pessoas gastam com atividades relacionadas às compras.

Não resta dúvida que uso do wearable vai, aos poucos, se tornando um método de pagamento usual entre os clientes. E a aceitação do público alvo vai impulsionar uma onda de projetos que visam tornar a experiência de compra mais agradável e satisfatória aos consumidores.

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