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Big Data: não, a inteligência não está nos dados!

por Flavia Pini Segunda-feira, 07 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

É uma realidade cada vez mais comum no ambiente corporativo: mais do que produtos e serviços, os dados são coletados em diversas fontes, que se transformaram nos principais ativos de uma organização.

A questão é que muitos pensam que basta adquirir soluções de Big Data e realizar a coleta de quaisquer informações para  se destacar ou, no mínimo, não ficar para trás em seus setores. Na verdade, é justamente o contrário: as empresas bem sucedidas são aquelas que conseguem vislumbrar que a inteligência não está nos dados em si, mas naquilo que se consegue extrair deles.

Inteligência de dados

Os números comprovam a dificuldade das companhias em trabalharem com grandes volumes de informações. Uma pesquisa global realizada pela Serasa Experian mostrou que 89% das empresas consideram o gerenciamento de dados como um dos grandes desafios no mundo corporativo, sendo a confiabilidade e a precisão as principais dificuldades.

Isso mostra porque 70% delas admitem não ter controle direto sobre seus dados – ainda que seja muito importante para o sucesso do negócio.

É preciso enxergar que a verdadeira inteligência está na capacidade de saber quais respostas os dados podem fornecer. O mais difícil, portanto, não é a consulta, mas a construção das perguntas. Para isso, é preciso garantir a veracidade e a organização das informações.

Quantas vezes, por exemplo, você preenche um cadastro em uma loja, mas o atendente coloca qualquer dado em um determinado campo solicitado no sistema? Pois bem, esse é um exemplo simples, mas que reflete também em grande escala.

Além disso, ainda que a coleta seja automática, é preciso armazenar de forma estruturada para construir indicadores. O problema é que as fontes são diversas e não há um armazenamento comum e muito menos um pensamento de consulta ágil capaz de levantar parâmetros estratégicos. Os dados viram meros papéis de parede em dashboards bonitos, mas inúteis.

Big Data

Sem essa preocupação com a veracidade e a organização das informações para consulta, as empresas seguem derrapando quando o assunto é Big Data e a utilização de dados na estratégia do negócio.

Isso faz com que seja mais difícil construir indicadores , principalmente atrelando-os a metas e promovendo cadência. Não adianta ter um monte de gráficos; o empresário quer saber o que ele precisa fazer e qual direção deve tomar.

E isso deve envolver todo o time, para que o KPI fique disponível e cobre engajamento de cada um para atingir o objetivo, que aliás, também deve ser o mais claro possível.

Para isso, é preciso dar a importância e relevância que os dados merecem, com protagonismo em qualquer estratégia.

Em um mundo cada vez mais conectado, saber trabalhar com dados torna-se essencial tanto para empresas que atuam no ambiente online quanto as que operam no offline – se é que ainda conseguimos distinguir esses dois canais.

Aliás, seja qual for a origem das informações, o importante é que façam parte de um mesmo data lake. Quanto mais o empreendedor conhecer o seu público-alvo, suas ineficiências e onde estão as oportunidades perdidas, mais chances ele terá de se destacar da concorrência e melhorar sua rentabilidade.

Para isso, é necessário ser inteligente e compreender que os dados são apenas as ferramentas (e não o objetivo principal) na estratégia da organização.

 

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