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Bens de consumo digitais: seu e-commerce está preparado?

por Rogério Lima Terça-feira, 25 de setembro de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

É verdadeiro afirmar que os dispositivos móveis vêm se tornando uma extensão da mente, presentes nas principais atividades humanas. Isso faz com que muitas coisas que existem apenas no plano virtual acabem se tornando produtos de alto valor percebido. São os chamados “bens de consumo digitais”.

Para esse mercado de bens de consumo digitais não faltam consumidores. Em 2018 o número de internautas alcançou a metade da população mundial: 3,6 bilhões de pessoas, segundo o estudo Internet Trends Report 2018, da consultoria norte-americana Kleiner Perkins. Representando 24% da população mundial em 2009, os internautas chegam em 2018 como 49% do planeta.

Enquanto isso, o crescimento do uso da internet vem crescendo de forma consistente, saindo de 2,4 horas/dia em 2008 para 5,6 horas dias em 2018 nos EUA. Isto é, metade do mundo já está conectado à internet e tende a passar 1/3 do tempo em que está acordado nesse ambiente.

A partir daí, não é difícil imaginar a força dos digital goods comprados e utilizados no ambiente virtual, especialmente via smartphones. Em 2008, o acesso global à internet via dispositivos móveis era de 3 minutos/dia. Dez anos depois, essa média é 3horas e 30 minutos, tempo esse endereçado a trabalho, reserva de hotéis, meios de pagamento e ao consumo de entretenimento e serviços.

Afinal, os smarthphones estão se tornando mais baratos e melhores, assim como o acesso a redes de wifi mais rápidas e seguras, com apps cada intuitivos e fáceis de usar, sem contar as inúmeras alternativas de pagamento. No Brasil, segundo o ebit, 60% das transações financeiras utilizam algum meio digital.

Brasil é forte em smatphones e no consumo de serviços via códigos digitais

O e-commerce brasileiro reflete a concentração do celular como ferramenta cotidiana. O Ebit mostra que a participação de dispositivos móveis no e-commerce saiu de 4,3% em 2013 para 27,3% em 2017.

Códigos digitais de entretenimento e serviços (games, streaming de filmes, mobilidade urbana) já são utilizados maciçamente por 33% dos usuários de smartphones de acordo com o estudo Panorama Mobile Time. Vale salientar que entretenimento e serviços estão entre os mais notáveis bens de consumo digitais, que são adquiridos e usados via códigos digitais pré-pagos*. O estudo mostra 39% dos usuários tem aplicativos como Uber e Spotify na primeira tela de seus smartphones, lado a lado com principais apps como Youtube, Google, Facebook e Instagram. Num efeito cascata, 54% dos usuários de smartphone fazem compras de bens virtuais usando para isso outros aplicativos; por exemplo, baixando Netflix via loja Google Play.

Categorização de “bens de consumo digitais” no e-commerce

Como toda tendência disruptiva, não existe uma receita de bolo para fazer a melhor gestão de categoria dos códigos digitais. Isso, de certa forma, abre espaço para a criatividade e inovação, principalmente pela atenção à jornada do usuário. Contudo, é possível elencar medidas simples que já vêm sendo usadas por grandes varejos em todo o mundo:

  • Seja claro na categorização. Coloque os produtos digitais na tela inicial de sua loja de forma clara. Use nomes como “Códigos Digitais Pré-Pagos” ou “Cartões Pré-Pagos Digitais”. Os consumidores dessa categoria sabem o que querem, especialmente os gamers. Quanto mais clareza, mais clicks.
  • Exiba players relevantes. Netflix, Uber, XBOX e games de peso como Legue of Legend ajudam a fortalecer a relevância da categoria em sua loja. Coloque essas marcas em destaque e crie ranking de “mais vendidos” direcionando assim o comportamento de seus consumidores.
  • Quem compra, também compra… Se seu e-commerce comercializa bens de consumo associados ao uso desses serviços, deixe isso bastante evidente. São eles: eletroeletrônicos, consoles, computadores, smartTVs e smartphones são categorias de produtos tradicionais que casam como uma luva para ofertas conjuntas ou um simples “quem-compra-também-compra” direcionado para códigos digitais de entretenimento, softwares ou educacionais.

Ficar atento ao comportamento é uma constante, pois quando o assunto é digital code xp vale lembrar que o já tão conhecido mobile first já pode estar se transformando no mobile only.

*Digital Codes são meios de pagamento pré-pagos de conteúdos de serviços. Permitem compra, acesso e uso 100% online para jogos, entretenimento, filmes, música, etc. Após adquiridos, podem ser usados para compra desses produtos na plataforma do provedor do conteúdo ou para enviar de presente à outra pessoa. Não requer uma conta bancária para usar os créditos digitais.

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