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O comércio online B2B de alimentos e bebidas

por Leonardo Almeida Quarta-feira, 23 de agosto de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Comer fora de casa virou uma prática muito comum entre os brasileiros. Hoje, já são mais de 34% que fazem parte dessas estatísticas. Segundo dados do IBGE, 25% da renda total é gasta com alimentação fora do lar.

Esse setor representa cerca de 2,7% do PIB brasileiro, com um crescimento médios de 14%, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias (ABIA). O mercado de Food Service fatura 178 bilhões por ano, atendendo 80 milhões de consumidores mensalmente – dados do Instituto Brasileiro de Food Service.

A estimativa é de que até 2019 esse mercado alcance os 230 bilhões de reais, com um crescimento médio de 8% na categoria, em levantamento feito pela GS&MD.

Segundo estudo realizado em 2015 pelo Instituto de Food Service (IFB), para acompanhar as tendência do mercado e dos consumidores, o resultado foi de que o principal canal de abastecimento é o Cash & Carry, conhecidos no Brasil como atacadistas e atacarejos do Brasil.

O ponto principal do estudo é: nos próximos 10 anos mudanças drásticas vão acontecer no setor. O comportamento dos consumidores vai mudar o panorama desse mercado.

Por trás da empresas que realizam compras para os estabelecimentos há pessoas comuns, com necessidades e hábitos de consumo muito similares a população, esses profissionais precisam ser atendidos de maneira eficiente, para entregar melhores resultados em menos tempo.

As novas gerações representam cada vez mais os comerciantes do país, e com essa mudança as empresas do setor vão ser obrigadas a se reinventarem e utilizar as novas tecnologias para sobreviver.

O e-commerce tem crescido exponencialmente em diversos setores da economia, graças aos benefícios do modelo de negócio, afinal o canal de vendas está sempre aberto, maior oferta de produtos, preços disponíveis para consulta, estoques sob demanda, custos operacionais reduzidos e a possibilidade de ampliar a visibilidade do empresa.

Em 2016, o comércio eletrônico movimentou 44,4 bilhões de dólares frente aos 41,3 bilhões de 2015, segundo relatório do Webshoppers nº35, um registro de aumento do ticket médio de 8% em comparação ao ano anterior.

O número de consumidores conectados cresceu 22%, assim como as vendas em dispositivos móveis (tablets e smartphones) chegaram a 21,5% de transações, versus 12,5% em 2015. A previsão é que para 2017 o faturamento chegue a 49,7 bilhões, com crescimento de 8% do ticket médio.

O mundo já entendeu que a digitalização dos seus canais de venda é essencial para a sobrevivência em um mundo conectado. As relações de compra e venda se transformaram, o consumo de informação também e o mundo digital é irreversível. As vendas são mais eficientes e as demandas dos clientes estão mais assertivas, eles buscam soluções para os seus problemas.

Vários fatores estimulam o crescimento do e-commerce B2B – os elevados tickets médio (valor dos pedidos) e as maiores taxas de conversão fazem com que o mercado seja muito atrativo, a taxa média de conversão do B2B é de 7%, enquanto o B2C fica em 3%.

A previsão é que até 2020 esse mercado tenha atingido aproximadamente 6,7 trilhões de dólares em todo o mundo. Mas para alcançar esses resultados, é essencial trabalhar com B2B dentro do ambiente digital.

Cada empresa possui um ciclo de vendas específico, vender para clientes profissionais tem um formato diferente de consumidores finais. No modelo B2C, as lojas ficam disponíveis e o consumidor se desloca. Já no B2B, o cliente fica disponível e o vendedor vai até ele oferecendo seus produtos.

O maior desafio do e-commerce B2B é criar a mesma dinâmica dos mercados profissionais em um ambiente digital. Para isso, o caminho mais curto é aproveitar o conhecimento do comprador (que também é um consumidor e já navegou em outros sites de compras) e conduzi-lo a um processo tão confiável quanto o anterior, onde ele se sinta seguro em comprar com o melhor preços e condições.

Os clientes B2B desejam informações extras, comprar on demand, conveniência de horários de atendimento e compra, experiência full service e omnichannel, agilidade e bom atendimento.

O canal digital proporciona milhares de possibilidades. Algumas indústrias já enxergaram a mudança em curso e saíram na frente. A maioria ainda discute o tema com distanciamento e está aguardando o amadurecimento do canal B2B online para ingressar no mercado.

O problema disso é: quando as empresas decidirem dar esse passo, pode ser tarde demais. Um exemplo comum foi a vinda das montadoras francesas para a América do Sul. Quando elas decidiram vir, as montadoras Norte-Americanas e Alemãs já haviam dominado o segmento e a jornada de crescimento ficou muito mais difícil e custosa.

É preciso ser ágil para acompanhar as mudanças mais evidentes, resistir a grandes transformações quase sempre é desastroso no médio prazo.

Comprar e vender no mundo digital tem sido desafiador para muitas empresas. Contudo, encontrar uma fórmula próspera e rentável de realizar isso certamente é para poucos.

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