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Os autênticos Nativos Digitais estão batendo à porta de seu e-commerce

por Rogério Lima Segunda-feira, 19 de março de 2018   Tempo de leitura: 6 minutos

Quem são exatamente os verdadeiros nativos digitais? Até pouco tempo, o dream target dos negócios digitais eram os afamados Millennials, jovens adultos entre 18 e 34 anos que estavam voltando drasticamente seu comportamento de vida e consumo para o meio online.

Estudos mostravam a força do novo modo de agir de um grupo que viveu a transição: atividades cotidianas como ler revistas, ver TV e ir ao shopping estavam sendo substituídas pelos “online micro-moments”, em redes sociais, games, vídeos, streaming… Incluindo, é claro, o avanço significativo das compras online, que nos trouxeram até aqui.

Segundo dados do Google, números de atividades digitais como pesquisa de informação, entretenimento, busca e compra já variavam em taxas altíssimas nesse grupo: 65 a 93% no final de 2016.

Em 2017, a Comscore mostrava que os Millennials do EUA consumiam 50% de suas roupas, sapatos e acessórios via internet. Os dispositivos eletrônicos estavam na faixa de 35%, enquanto digital codes* já batiam os 34% do consumo da categoria, usando o PayPal como forma de pagamento. Inclusive por aqui: a pesquisa apontava que 69% dos millennials brasileiros se mostravam propensos ao uso do dinheiro eletrônico como meio de pagamento ideal.

Contudo, nestes novos tempos, esse grupo parece estar perdendo o trono para os absolutamente mais conectados, os verdadeiros Nativos Digitais. Entre as muitas diferenças que poderiam ser traçadas, a mais importante é o fato de que a geração de agora, de 8 a 16 anos de idade, não “migrou” de uma forma de comportamento presencial para a online: ela simplesmente nasceu no mundo totalmente digital!

Segundo estudo recente da UNICEF, 30% dos usuários de internet no mundo são menores de idade, e a cada 2 segundos uma nova criança ou adolescente inicia sua primeira experiência na rede. Ou seja, eles não abandonaram a TV pelos smartphones, apenas nasceram e estão vivendo suas vidas ligadas a esses devices, consumindo games, filmes, música e toda a espécie de entretenimento desses ambientes.

E assim como os Millennials vêm se tornando adultos, bem remunerados e, portanto, consumidores, os autênticos Nativos Digitais devem seguir pelo mesmo caminho, só que mais cedo. Mesmo mais jovens e um pouco distantes de uma performance econômica própria, já mostram com bastante vivacidade seu estilo: trafegam com tranquilidade dentro do ambiente digital, seu primeiro mundo, acessando muito entretenimento.

Não é difícil prever o que acontece quando esse pequeno grande exército brinca, se comunica e se diverte 100% dentro do ambiente digital, individualmente ou em grupo. Para atender à essa voracidade infanto-juvenil, os pais buscam alternativas seguras e controláveis através de acessos à marcas e portais confiáveis e meios de pagamento pré-pagos. Tudo para a liberdade de escolha da criança ou adolescente, em troca de um relativo sossego quanto ao uso direcionado de cada conteúdo, com limite de gastos.

Essa positiva união de interesse entre a geração que tem a quase totalidade de suas atividades sócio-culturais dentro do ambiente virtual e seus pais ou responsáveis, tem sido um fator de grande alavancagem para marcas como Google Play, Netflix, XBOX Live, entre outras.

Empresas estabelecidas como realizadoras ponta a ponta da cadeia de acesso a conteúdo (aquisição – download – utilização) inteiramente dentro do processo digital, permitem a compra do digital code do conteúdo, seu pagamento no varejo online e o resgate do crédito na sua página. Isso, então, permite ao usuário vivenciar toda a experiência sem sair um só instante do cerco digital.

Se nos “idos” de 2016 os Millennials eram tidos como o público-alvo certeiro do e-commerce, essa boa nova se confirma. Eles se mostram consumidores maduros e, segundo as previsões do próprio IBGE, serão 75% da população economicamente ativa em 2025. Agora, em pleno 2018, os verdadeiros nativos digitais começam a chegar às portas das universidades.

Logo deixarão de ser alvo de presentes essenciais por parte dos pais, como roupas, sapatos e alimentos, e passarão a ter a missão comum dos adultos de decidir sozinhos sobre suas necessidades básicas de consumo, e as não tão básicas também. E naturalmente tendem a fazer isso junto às marcas varejistas com as quais possuem mais afinidade.

Sem querer parecer um largo exercício de futurologia, é seguro afirmar que as marcas de varejo que dão acesso a conteúdos digitais hoje aos “nativos” para baixarem seus códigos de entretenimento e utilizarem seus créditos, fazem um investimento certo para estar entre as mais lembradas num futuro bastante próximo pelos verdadeiros “digital first”. A propósito, futuro esse cada vez mais presente nas mesas de nossas decisões de negócios.

*Digital Codes ou Digital Gift Cards são meios de pagamento pré-pagos de marca própria da rede varejista ou de conteúdos de serviços. Permitem compra, acesso e uso 100% online para jogos, entretenimento, assinatura de filmes, música, educação… Em sua modalidade de “Cartão Presente”, esses meios de pagamento de marca própria da rede varejista permitem compras online e off-line de bens e serviços (como um cartão de débito). Seu uso permite um total controle de gastos e do conteúdo a ser utilizado.

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