Assistentes virtuais: Por que o varejo está apostando nessa tendência?

por Israel Nacaxe Terça-feira, 26 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

A transformação digital do varejo brasileiro tem avançado de forma muito rápida, e possui inúmeras vantagens. A principal delas é o aumento da eficiência operacional nas empresas que têm trazido resultados muito satisfatórios. Segundo o relatório Digital Vortex, da Cisco, cerca de 40% do ganho financeiro das marcas vêm desses ganhos de eficácia.

Para alcançar esse objetivo, uma das alternativas está no uso de assistentes virtuais, que conseguem automatizar tarefas, acelerar a resolução de problemas, aumentar a produtividade no atendimento ao cliente e ajudar na entrega de experiências personalizadas. Tudo isso é possível graças às informações pessoais e das preferências de consumo fornecidas pelos próprios consumidores às organizações.

Assistentes virtuais: benefícios

Entre os principais benefícios, podemos destacar também a redução de até 50% nos custos, a economia de tempo em tarefas repetitivas e a possibilidade de adequar a escala da operação às necessidades do momento, trazendo eficiência, evitando que a relação com o cliente fique mecânica. Por isso, as inovações continuam a surgir em ritmo acelerado.

Por isso, cada vez mais inovações tecnológicas estão surgindo em ritmo acelerado para ajudar as assistentes virtuais a melhorarem o atendimento ao cliente. Seguindo essa teoria, seguem algumas soluções que devem estar no seu radar:

Uso de machine learning

Como em diversas outras áreas, o uso de machine learning terá um grande impacto sobre o desempenho dos assistentes virtuais, que serão cada vez mais inteligentes.

Atualmente, eles realizam tarefas mais básicas, mas o amadurecimento do processamento de linguagem natural aumentará sua capacidade de compreensão e resposta, fazendo com que seu uso seja ampliado para atividades mais complexas, incluindo o aprendizado do comportamento dos clientes com o intuito de prever demandas.

Interoperabilidade

Hoje, o mundo dos assistentes virtuais é separado em silos. A Siri da Apple não conversa com a Cortana da Microsoft, nem com a Alexa da Amazon, por exemplo. O mesmo acontece nas empresas.

Por isso, para os próximos anos é esperado que tudo se unifique em prol das necessidades dos consumidores, o que levará ao desenvolvimento de integrações (especialmente por meio de APIs) e a experiências realmente conjuntas das marcas em torno dos clientes.

O impacto da Internet das Coisas

A integração dos assistentes virtuais à IoT é uma avenida a ser percorrida por empresas de todos os segmentos. Dispositivos de “casa conectada” e wearables são alguns exemplos de como essas inovações estão assumindo novos papéis e estão disponíveis para ajudar os seres humanos em suas demandas.

Apoio às tarefas cotidianas

Atividades como coordenar reuniões com muitas pessoas ou tarefas administrativas que levam muito tempo e são repetitivas têm grande potencial de serem deixadas à cargo dos assistentes virtuais.

Isso gera um enorme impacto sobre a produtividade das equipes, que pode se encarregar de atividades mais complexas e de maior valor agregado.

Voice shopping

A compra de dispositivos de voz é considerada uma das grandes tendências do varejo global. É um mercado em expansão e que irá gerar novos desafios e oportunidades para as empresas.

De um lado, pode ficar mais difícil alcançar o público, já que um equipamento como o Amazon Echo, o Google Home ou mesmo seu celular fará a interpretação de seu pedido para entregar as melhores respostas.

Por outro, essa é uma enorme oportunidade de coletar mais dados sobre os clientes e não somente em seus momentos de compra, mas nos mais variados aspectos de suas vidas.

Leia também: Nos EUA, um a cada dez consumidores já realiza compras usando assistentes de voz

Mesmo com todas as evidências de que a transformação digital e o uso das assistentes virtuais é o futuro e ele está mais próximo do que se imagina!

Porém, ainda há muitos empreendedores que são resistentes e acreditam que essas mudanças ainda estão muito distantes. Essa mentalidade precisa mudar para que as organizações possam usufruir dessas novas ferramentas e performar cada vez melhor no mercado.

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