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Assinatura no e-commerce compensa?

por Felipe Morais Sexta-feira, 20 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 6 minutos

Assinatura para as lojas virtuais não é nenhuma enorme novidade, nem uma inovação. Mas será que elas funcionam? Com certeza, na sua mente passou a frase “ah, depende do mercado e produto…” e acho que você está certo em pensar assim. Aliás, é como eu penso.

Eu não vejo, por exemplo, aderência para a Panasonic criar uma assinatura de itens para a cozinha. Ou a Sony para produtos para a sala ou a Chevrolet para peças de carro. Porém, para a Gillete, supermercados ou qualquer vendedor de produtos de uso diário, como fraldas, por exemplo, ai tem na minha visão aderência total.

Recentemente, a Revista Exame publicou um estudo sobre esse mercado. Nesse artigo vou usar alguns pontos da pesquisa para ilustrar o meu pensamento sobre o assunto.

Segundo a revista, este é um mercado que movimenta, no Brasil, R$ 1 bilhão, mas ainda é um nicho que representa apenas 2% das vendas digitais. Porém, segundo a McKinsey, nos EUA, o mercado de assinaturas cresce 100% ao ano.

Como diz Walter Longo, “trata-se de uma pendência e não tendência”. Isso, claro, dentro do segmento e produto em que você atua, como dito acima. Estou agora, envolvido em um projeto de bebidas naturais, o qual, na visão da equipe que está comigo, a aderência ao modelo de assinatura deverá ser o carro-chefe da loja.

Mercado de softwares aderiu

De acordo com a Gartner, até 2020, 80% dos provedores de software mudarão para o sistema de assinatura. Além disso, 50% das maiores empresas do mundo vão depender de produtos, serviços e experiências aprimorados digitalmente, com enorme potencial de serem oferecidos por assinaturas.

Ah, as startups…

As startups, sempre antenadas no mundo digital, já descobriram esse “filão” de mercado e já oferecem assinatura de tudom como flores, fraldas e cosméticos. Ou seja, como disse acima, tudo que é produto de uso diário e que seja barato pode ser oferecido como assinatura. Remédios e comida devem entrar nessa.

Eu sou um fã da Montblanc e penso que cargas de caneta ou os potes de tinta para caneta tinteiro são produtos com potencial para assinatura, já que as cargas não duram muito e quem tem uma Montblanc a usa diariamente.

Mas quem ganha com isso?

Não é nenhuma surpresa que vivemos na era do cliente. A cada dia mais ele é o centro de tudo. Um livro que li esse ano, chamado Guiados Pelo Encantamento, conta como a Mercedes-Benz trabalha seus esforços para deixar o cliente encantando, pois na sua visão, cliente satisfeito não e o suficiente.

A Mercedes-Benz, nos EUA, tem um serviço de assinatura para manutenção de seus carros. Serviços entram como uma excelente oportunidade para a assinatura. Isso é ótimo para o varejista, a sonhada “renda recorrente”.

Para o consumidor, ainda, há o conceito de experiência, algo que ele valoriza cada dia mais. Não há nada melhor do que chegar em casa, numa quarta-feira, quente, em que o seu time vai jogar e ter, na portaria do seu prédio, uma caixa com cerveja e alguns petiscos para comer durante o jogo, né? Então, já há assinatura que permite isso!

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