Como os algoritmos de recomendação podem ajudar no e-commerce?

por Welington Sousa Segunda-feira, 02 de abril de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

A frase “as pessoas não sabem o que querem até você mostrar à elas” é muito conhecida e pode até gerar espanto. Mas trata-se de uma afirmação de uma das mentes mais brilhantes dos últimos tempos. Seu nome? Steve Jobs.

E ela tem peso semelhante a de Henry Ford, que diz assim: “Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: um cavalo mais rápido”.

Mas o que essas afirmações têm a ver com e-commerce? Absolutamente tudo, e tentarei explicar um pouco sobre este meu ponto de vista.

Lojas virtuais que trabalham com algoritmos com capacidade de recomendar produtos aos seus clientes têm, em média, 40% mais conversões e ainda ganham 60% mais fidelidade dos seus clientes.

Mas o que é algoritmo de recomendação e como ele pode ajudar no e-commerce?

Existem duas formas para obter informações sobre o seu cliente. A explícita, quando o consumidor é apresentando a um formulário com algumas perguntas sobre seus hábitos de consumo de forma totalmente deliberada; e a implícita, onde um algoritmo mapeia todo e qualquer tipo de comportamento do cliente em seu site e, após o levantamento de informações, organiza interações em tempo real com eles.

Analisar o comportamento do cliente é fundamental para qualquer e-commerce. Saber seus gostos, suas necessidades e mais do que isto, predizer uma determinada reação ou comportamento, faz com que a experiência do cliente em sua loja torne-se única, exclusiva.

Além de analisar o comportamento (ação), um bom algoritmo de recomendação deve ter recursos para interagir com seu cliente (reação) em qualquer canal de comunicação, seja por e-mail marketing, mobile marketing, social ou simplesmente em sua vitrine virtual.

Alguns poucos sites já trabalham com este tipo de algoritmo, mas se limitam ao conhecido “abandono de carrinho e navegação” e esquecem de todas as etapas do ciclo de vida dos seus clientes — que passam por ativação, conversão, engajamento, recompra, reconquista e comunicações transacionais.

Agora, vamos trazer a afirmação de Jobs para o mundo do e-commerce. Imagine um algoritmo capaz de analisar comportamentos apresentados por um grupo de cliente com inúmeras similaridades e, com base nestas informações, propor alternativas ou até mesmos produtos ainda não procurados por um consumidor específico. Ou melhor, com base no comportamento de vendas de um produto, apresentá-lo a um possível comprador que ainda não manifestou interesse.

Isto já é possível, e algumas empresas já trabalham com tecnologia capaz de analisar o comportamento de clientes, grupos e produtos, aumentando as possibilidades de oferta e mostrando aquilo que ele ainda não viu, mas tem uma boa probabilidade de gostar e comprar.

Em um mercado cada dia mais competitivo, a comunicação 1:1 é um caminho inevitável. Conhecer os hábitos do seu cliente é uma obrigação. Sabemos que 85% de nossas tomadas de decisões são fundamentadas em escolhas emocionais. Portanto, crie uma relação que surpreenda positivamente o seu cliente e você será o primeiro a ser lembrado na próxima compra.

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