As 10 maiores tendências para entrega de e-commerce em 2017

por Bruno Tortorello Quinta-feira, 02 de março de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Os números registrados pelo e-commerce no Brasil, nos últimos anos, são animadores para o setor. Mesmo com a economia estagnada, o mercado teve um grande movimento de transportadoras privadas que está adequando sua estrutura para atender as empresas. O negócio está cercado de desafios estratégicos e particularidades que exigem um acompanhamento constante das novas dinâmicas.

O segredo é estar sempre por dentro das novidades. Saber o que nosso setor está oferecendo e estar por dentro das tendências, faz toda a diferença. Nós queremos ser a resolução para os e-commerces e, para isso, precisamos saber tudo que está acontecendo.

Em 2017, algumas dicas precisam ser seguidas por profissionais que atuem na área. Confira as 10 maiores tendências para o setor:

1 – Fim do e-SEDEX

O serviço mais popular de entregas para o e-commerce de pequeno e médio porte deu seu último suspiro no final de dezembro, de acordo com anúncio dos Correios. Para atender empresários órfãos do serviço, transportadoras privadas começam a lançar novos serviços de frete para atender este público, com mais qualidade e preço competitivo.

2 – Aumento do número de embarcadores regionais

O cenário de crise despertou em muitos profissionais o desejo de empreender, e os custos atraentes de colocar um e-commerce no ar fizeram com que o negócio tenha se tornado a principal escolha dos que querem começar um negócio próprio.

O SEBRAE, por exemplo, estima que 42% das lojas virtuais já estão localizadas fora do Sudeste. Uma realidade que expõe um dos principais desafios logísticos das transportadoras, que é acertar a equação entre coletar e entregar com qualidade e agilidade a carga dos milhares de e-commerces espalhados pelo Brasil, sendo que muitos ainda trabalham de maneira informal e com baixos volumes.

3 – Mudança de localidade de alguns embarcadores devido às novas regras de partilha tributária

A nova lei de partilha fiscal entre estados (Emenda Constitucional 87/2015 – convênio ICMS 93/2015) define que o imposto será recolhido no destino de envio das mercadorias (hoje parcial, porém 100% no destino em 2019).

Com isso, embarcadores que definiram a origem de suas operações com base na isenção do ICMS oferecida por alguns municípios e estados, estão revendo suas decisões. O custo logístico volta a ter um peso importante nas operações e estar próximo aos polos consumidores passa a ser ainda mais estratégico.

Alguns municípios ainda seguem oferecendo isenções de impostos locais, como ISS e IPTU, e o que tem direcionado as migrações para munícios como Extrema e BH, em Minas Gerais, ou Vieira, no Espirito Santo.

4 – Maior integração entre embarcadores, transportadoras e consumidores

Automatizar o fluxo de informações entre embarcadores, transportadoras e consumidores passa a ser ainda mais estratégico no mercado de entrega para e-commerce no próximo ano.

A prática reduz custos, agiliza processos, garante agendamentos mais assertivos de coleta, melhora a programação da operação em função do volume do embarcador e facilita o rastreamento de encomendas pelos consumidores. Enfim, melhora a eficiência da operação de uma forma geral e essa é a palavra de ordem para a transportadora ganhar competitividade no mercado.

5 – Diferenciação dos serviços de entregas

O frete grátis aos poucos deixa de ser uma realidade no Brasil à medida que o consumidor vai se habituando a comprar em lojas virtuais e, consequentemente, a pagar o custo de frete.

No lugar, entram os serviços diferenciados de entrega, onde o próprio consumidor é quem escolhe o prazo de recebimento de sua compra, mediante um pagamento menor ou maior, dependendo do tempo que está disposto a esperar para receber.

Para isso, as transportadoras especializadas em e-commerce precisam ter um portfólio de produtos que atenda às novas necessidades do consumidor, entre elas, receber sua encomenda apenas algumas horas após a realização da compra.

6 –  Retiradas e entregas em pontos avançados

Há ainda o consumidor que prefira retirar sua compra em um posto avançado, que pode ser uma loja, banca de revista ou lockers, em troca de um custo bem mais baixo de frete. Para o transportador, significa adequação de sua operação para entrar em lojas e shoppings centers com regras rígidas e horários restritos para o recebimento de carga.

7 – Automação de processos para substituição de mão de obra

Em um mercado onde a concorrência é alta, as margens apertadíssimas e o volume de entregas cresce a cada ano, como no de logística para e-commerce, a automação de processos chega como um investimento definitivo para o transportador que quer reduzir custos, ter um controle maior de suas entregas, e cumprir os prazos combinados com a loja virtual.

8 – Baixa mobile de entregas para agilizar a troca de informação

Nem hoje ao final do dia, nem amanhã. Cada vez mais o status das entregas deve chegar ao transportador e ao embarcador em tempo real. Só assim uma não conformidade pode ser resolvida sem machucar muito o prazo da entrega.

Em se tratando de um país com dimensões continentais como o Brasil, a baixa mobile agiliza o fluxo de informações e também contribui na redução de custos, já que põe fim à digitalização manual e/ou envio físico dos recibos de entrega.

9 – Logística reversa como arma para ampliar vendas do e-commerce

O grande temor dos consumidores brasileiros que até então não tiveram sua primeira experiência com compra em loja virtual era a ausência de informações sobre troca de produto. Desde que o e-commerce entrou na legislação de proteção ao consumidor, o lojista tem utilizado a logística reversa para atrair e fidelizar clientes.

E o modelo de coleta destes produtos ainda é visto como um mistério por muitas transportadoras. Mas de 2017 em diante, quem não investir neste produto correrá o risco de perder embarcadores.

10 – Roteirização urbana dinâmica

Aplicativos como WAZE e Google Maps já sinalizam há alguns anos que qualquer rota pode ficar ultrapassada em poucos minutos. E contar com uma roteirização pouco flexível em cidades que sofrem com o transito e restrições de circulação, significa correr o risco de parte da carga não sair do veículo no dia programado.

A roteirização dinâmica refaz as rotas de acordo com os imprevistos de trânsito, maximiza os custos de entrega e entra como tecnologia obrigatória para auxiliar no cumprimento dos prazos combinados com o embarcador.

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1 comentário

Comentários

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Comentando como Anônimo

  1. Acho engraçado é um diretor da Total Express dando dicas de qualidade. Pior transportadora que já trabalhei, terceiriza coletas para transcultural que é pior ainda. Não cumpre prazos de entregas, insucesso de entregas mentirosas. Que essa transportadora não seja simbolo de futuro de entregas no brasil

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