Ao entrar no marketplace posso parar de investir no meu e-commerce?

por Vinicius Pessin Quarta-feira, 20 de julho de 2016

Você entra no marketplace, um canal importante de vendas para seu e-commerce, e que não exige custo inicial – o chamado setup – e onde só paga de acordo com as vendas efetivamente concretizadas. Dessa forma, sua exposição aumenta, afinal você inseriu e passou a vender seus produtos nas principais marcas do mercado, que fazem grandes investimentos em mídia e já têm um público consolidado.

Tomemos como exemplo o caso do Marketplace da B2W, que engloba as marcas Americanas.com, Submarino e Shoptime, e recebe – todos os meses – algo por volta de 450 milhões de pageviews.

Se pararmos para pensar, muitos lojistas sequer vão conseguir ter estes números de acesso em anos, já que eles não possuem o poder de investimento em performance que uma grande marca detém. Nesse cenário, o seller que vende no marketplace, pode começar a pensar seriamente em abrir mão de todos os outros canais (anote esse termo) de vendas e partir para o fulltime no marketplace, deixando de lado suas próprias operações de e-commerce e concentrando todos os esforços nessa modalidade. A questão é: essa é uma estratégia válida?

Nem concorrente, muito menos canal substituto ao e-commerce, o marketplace é uma parceiro comercial estratégico para seu negócio
O principal ponto para responder essa questão é a percepção que o lojista precisa ter do marketplace. Lá atrás, quando o modelo começou a se popularizar, alguns empresários ainda estavam receosos, já que eles viam as outras lojas como concorrentes.

“Onde já se viu inserir meus produtos nas Americanas.com?” (ou outra marca), era um pensamento comum entre eles.

Com o tempo, o modelo foi desmistificado e lojistas entenderam que ele era benéfico para todos os lados, mas principalmente para eles, que passaram a ter, além de um canal de vendas, também uma plataforma que permite a exposição da sua marca, sem custos. E seguindo essa linha de pensamento, a marca continua existindo e o cliente pode muito bem ler, dentro da buybox (espaço onde o cliente encontra as lojas que vendem o mesmo produto), quem é o vendedor e fazer uma pesquisa para saber mais sobre a loja em que ele está comprando.

Além disso, a loja virtual própria permite a experimentação e aplicação de testes bem específicos para seu público, enquanto no marketplace a estratégia deve estar sempre pautada na qualidade do serviço prestado e inteligência de preço, já que um dos principais fatores para fazer parte da buy box  é justamente o valor de comercialização do produto.

O marketplace como aliado estratégico de seu e-commerce
Embora muitos negócios usem do marketplace para “experimentar” o online e entender como funciona esse mercado, suas peculiaridades e comportamento do e-consumidor, grande parte dos sellers de um marketplace são lojistas.

Eles encontraram no modelo um canal de vendas altamente rentável, que não necessita de grandes investimentos e que pode (por que não?), gerar mais receita do que a loja própria, muito por conta dos recursos citados no inicio do texto.

Mesmo assim, trata-se do seu negócio, e como no investimento em comparadores de preço e outros veículos de performance, o marketplace será um canal desenvolvido para você fazer novas vendas. Só que ele não pode ser o único: será preciso ter espaço para entender, vender e interagir com seu próprio cliente. Por isso, a manutenção de sua loja virtual é estratégica e a visão do marketplace também.

Agora, quando você olhar para lojas como a Americanas.com, Submarino e Shoptime, passe a vê-las como parceiras, não concorrentes. E quando já for um seller, vibre com cada anúncio que você vir dessas marcas, já que elas estarão levando tráfego para seu negócio – e gerando receita – enquanto você e sua equipe planejam e colocam em ação alguns planos para impulsionar a sua marca.

Esse é um modelo de parceria saudável e é assim que devem ser vistos os marketplaces.

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