A logística e o estoque nas operações omnichannel

por Fernanda Jordão Quinta-feira, 03 de setembro de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Quando começamos a explorar o tema estoque, entendemos a relevância deste item nas operações omnichannel e enxergamos que é por aí que começam as mudanças mais latentes no dia-a-dia da operação deste novo varejo.

Um dos maiores desafios no cenário varejista omnichannel é entender a capacidade produtiva versus a nova demanda que o omnichannel gera no âmbito produtivo dos varejistas.

Compreendida esta fase de produção e as perspectivas de estoque para abastecimento nesse novo cenário, é preciso ter visibilidade dos itens que constam em toda a rede: lojas físicas próprias, lojas franquias, filiais e centros de distribuição.

E nesta nova cena, será que é possível integrar o estoque disponível no mundo online (que tradicionalmente fica armazenado em centros de distribuição, os chamados CDs) com o mundo físico (lojas físicas próprias, franquias e filiais)?

Além do mais, seria possível trazer todos os SKUs de maneira unificada, integrada e diversificada para exibição no e-commerce? O desafio é alto, mas tudo isso é possível!

Ruptura de estoque

Precisamos começar a operação tratando uma grande dor no mundo online: a famosa ruptura de estoque. Isso acontece quando há a quebra de comunicação entre os itens dados como disponíveis para venda, e o que de fato existe no estoque.

Por exemplo: quando um pedido já foi fechado pelo site, mas alguém comprou a última unidade na loja física e o centro de distribuição não tem mais o produto para entregar. De acordo com uma pesquisa realizada pela Linx Digital, a taxa de ruptura no setor de construção é de 7%, no de supermercados é de 9% e no setor de moda é de 20%.

Isto é, a cada dez pedidos realizados nas lojas online de moda, dois têm essa quebra no estoque. Como consequência, a ruptura de estoque traz frustração e faz com que a experiência de compra seja decepcionante e a fidelização do cliente à marca seja prejudicada — ou em alguns casos, até mesmo perdida.

Além da própria ruptura de estoque, no Brasil, temos um problema ainda maior na conversão do lojista: uma média de 80% de abandono de carrinho. O motivo? Prazo de entrega da mercadoria, valor do frete ou processo de troca difícil da mercadoria.

Prateleira infinita

Este é um item dos mais impactantes e interessantes quando falamos das operações omnichannel.

Quando temos uma integração de estoques do mundo físico e digital, chamamos essa nova disponibilidade de produtos de prateleira infinita. Este panorama traz uma maior conveniência aos clientes. Isso porque permite uma maior amplitude de escolha de produtos, uma entrega mais ágil e um frete menor ou inexistente. E, com isso, uma redução de ruptura/abandono de carrinho e aumento de conversão para o varejista.

Também podemos ver benefícios, como aumento do fluxo de loja, up sell/cross sell nos pedidos que são retirados na loja — o famoso pickup in store — e aumento no giro de estoque ao transformar cada loja em um mini CD com o pickup from store. E, claro, uma maior satisfação e fidelização com a marca e um incremento no lifetime value (LTV) dos clientes.

Como você pode ver, o estoque é o foco central da operação. Os produtos — ou SKUs — precisam ser disponibilizados de acordo com estratégias de aumento ou baixa de estoque que dependem das necessidades e integrações feitas pelo varejista. Esta análise infere em insumos, compras, capacidade produtiva e logística da produção.

Um ponto muito relevante é a disponibilização de estoque: os itens precisam sair do local mais próximo ao consumidor, seja uma loja física ou um CD. Lembrando que estamos em um país com dimensões continentais, o que torna tudo isso mais interessante.

Quando o varejista diz que tem o desafio de unificar seus estoques, ele está apenas dando o primeiro passo para algo muito maior, que é ter um negócio com mentalidade omnichannel.

Além dos problemas de ruptura, abandono de carrinho, redução de custo, preço e prazo de frete, crescimento nas vendas e outros resultados, o ganho maior é o passo à frente em relação à maioria dos demais varejistas do Brasil que ainda estão ensaiando este processo de multicanalidade.

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